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Jovens aprendizes assistem a palestra sobre como elaborar um currículo e se comportar em uma entrevista

Durante o evento, a Profa. Dra. Heloisa Aparecida de Souza também falou sobre as competências necessárias para se concorrer a processos seletivos e se desenvolver profissionalmente

A maneira mais funcional de se elaborar um currículo e como deve ser o comportamento de um candidato em uma entrevista foram dois dos assuntos abordados pela Profa. Dra. Heloisa Aparecida de Souza, da Faculdade de Psicologia, em uma palestra realizada para os jovens aprendizes da PUC-Campinas, realizada no último dia 24 de abril, na Arena Manacás. O evento, promovido pelo Setor de Gestão de Pessoas, aconteceu em celebração ao Dia do Jovem Aprendiz e foi mandatório para os 46 colaboradores da PUC-Campinas enquadrados nesta categoria.

De acordo com a palestrante, Profa. Dra. Heloisa Aparecida de Souza, durante a sua explanação, foram tratadas “desde questões mais técnicas, como a montagem de um currículo, até questões mais comportamentais, como a da preparação para o mundo do trabalho, sempre pensando nas competências que o mercado exige na atualidade”.

O objetivo de sua fala foi apresentar as competências necessárias para que estes jovens possam concorrer a processos seletivos, tanto internos, quanto externos, e promover o seu desenvolvimento profissional, lhes oferecendo orientações práticas sobre a preparação para o mercado de trabalho, além de fortalecer competências essenciais para a trajetória profissional.

De acordo com ela, durante a sua explanação, foram tratadas “desde questões mais técnicas, como a montagem de um currículo, até questões mais comportamentais, como a da preparação para o mundo do trabalho, sempre pensando nas competências que o mercado exige na atualidade. Essa segunda parte, inclusive, foi mais reflexiva, pois eu tratei do que as empresas e as instituições em geral estão buscando em seus funcionários para que os jovens aprendizes presentes aqui possam investir adequadamente em seu próprio desenvolvimento profissional”.

“Olha, todos nós somos seres em desenvolvimento, em evolução, então, é muito bom quando uma empresa ou instituição abre espaço para que seja possível a realização dessa troca de informações e também para se pensar em como entregar para a sociedade, não apenas para o mercado de trabalho, aquilo que ela está procurando e precisando nesse momento. Aqui, nós trabalhamos bastante as competências comportamentais e socioemocionais, que ajudam, sem dúvida nenhuma, as pessoas a serem, não só profissionais, mas pessoas melhores”, comenta Heloisa.

De acordo com a gerente de Pessoas da Universidade, Cíntia Correia Rossi, “o que a gente realmente quer é abrir as portas para os jovens aprendizes aqui na PUC-Campinas, sendo este início de carreira deles o primeiro passo para uma longa trajetória dentro do corpo técnico-administrativo da Instituição.

Abrindo as portas da PUC-Campinas
De acordo com a gerente de Pessoas da Universidade, Cíntia Correia Rossi, “o que a gente realmente quer é abrir as portas para os jovens aprendizes aqui na PUC-Campinas, sendo este início de carreira deles o primeiro passo para uma longa trajetória dentro do corpo técnico-administrativo da Instituição e eventos como esse são muito bons por conta da interação que eles geram, pois os jovens acabam conversando entre si e trazem as suas experiências de trabalho e vida pra cá, o que é ótimo para a Universidade”, explica Cíntia.

Ela diz ainda que “outra coisa que a gente faz, não só nesses momentos, são capacitações para esses jovens, com o oferecimento de cursos dos mais variados tipos, para que eles, de fato, se preparem para o mercado de trabalho e o Programa Jovem Aprendiz aqui da PUC-Campinas é um xodó nosso, pois ele é composto de 46 pessoas e a sua taxa de efetivação gira em torno de 20%, enquanto que a taxa média no mercado de trabalho gira em torno de 5%. Além disso, quando a gente faz a seleção pra esse tipo de vaga, nós olhamos também para a questão da vulnerabilidade social, visando a inclusão, e isso é ótimo, porque muitos jovens não teriam contato com uma Universidade se não fosse por essa via. É uma turminha muito especial pra gente, exatamente porque é uma turma da inclusão, da diversidade, e prepará-los para o mundo é algo que muito nos satisfaz. Se eles forem efetivados e puderem realizar um curso superior conosco, um tanto quanto melhor”.

Mapeando os jovens aprendizes
Cíntia comenta ainda que para toda vaga de auxiliar administrativo que surge, os jovens aprendizes são mapeados e, se algum deles atender aquilo que o cargo pede, ele é efetivado nessa nova oportunidade. “Quando a gente faz a entrevista, tenta descobrir o que a pessoa mais gosta de fazer, bem como o seu perfil, se é mais comunicativo ou mais burocrático ou se ele se identifica mais com o atendimento ao aluno, enfim, nós tentamos direcioná-lo para algo que o agrade e nos atenda também e, a partir daí, nós passamos a acompanhar a evolução dele, ou seja, é um trabalho de entender o jovem, o momento de maturidade dele, de procurar saber do que ele gosta para podermos alocá-lo e é, por isso, que nós temos uma alta taxa de efetivação. A nossa taxa de turnover (em tradução livre para o português, “rotatividade de pessoal”), por exemplo, não é tão alta aqui na Universidade, mas, o nosso objetivo é que, caso ele não seja efetivado, ele, ao menos, saia preparado para o mercado de trabalho”.

A jovem aprendiz Marina Lima Pereira, que é auxiliar administrativa no Observatório PUC-Campinas, diz que o que ela mais aprecia é o conhecimento, “porque tem muitos jovens que, assim como eu, estão iniciando no mercado de trabalho e não tem tanto acesso ao conhecimento e é, por isso, que eventos como esse são importantes”.

Apreciando o conhecimento
A jovem aprendiz Marina Lima Pereira, de vinte anos, que cursa Psicologia e é auxiliar administrativa no Observatório PUC-Campinas desde março do ano passado, diz que o que ela mais aprecia é o conhecimento, “porque tem muitos jovens que, assim como eu, estão iniciando no mercado de trabalho e não tem tanto acesso ao conhecimento e é, por isso, que eventos como esse são importantes. Além disso, conta muito o networking que a gente acaba fazendo com outros jovens aprendizes e, com a palestra da professora Heloísa, eu aprendi que é muito importante a questão de se organizar o currículo, de se preparar para o mercado de trabalho, de se ter inteligência emocional e, principalmente, de aceitar e se adaptar as mudanças”.

Realizando o networking
Para a também jovem aprendiz Clara Rios, de dezoito anos, que trabalha na Pró-Reitoria de Educação Continuada (PROEC) desde setembro do ano passado e cursa Administração – Marketing e Inovação, o mais importante de eventos como esse é, justamente, o networking “porque você conhece pessoas de diversos setores, então é uma troca de experiências muito interessante, pois é possível ver como cada lugar funciona, como cada pessoa trabalha e você acaba aprendendo com o que cada um faz. Essa experiência é extremamente interessante e muito boa pra nossa vida profissional, que tá só no começo”.

Para a jovem aprendiz Clara Rios, que trabalha na Pró-Reitoria de Educação Continuada (PROEC), o mais importante de eventos como esse é, justamente, o networking “porque você conhece pessoas de diversos setores, então é uma troca de experiências muito interessante, pois é possível ver como cada lugar funciona, como cada pessoa trabalha e você acaba aprendendo com o que cada um faz”.

Ela diz também ter aprendido muito sobre “as principais habilidades que o mercado de trabalho procura, não só aqui na PUC-Campinas, mas em outras empresas também, que é a inteligência emocional; a comunicação; o investimento em si mesmo, através de cursos de idiomas, de atualização, de graduação, de pós-graduação; e também sobre como fazer o currículo ideal para o mercado de trabalho e saber o que é preciso que trabalhemos em nós mesmos para nos destacarmos no mercado de trabalho”.

Uma trajetória de sucesso
A gerente do Campus I da PUC-Campinas, Christiane Ester Mariano da Silva, começou a sua trajetória aqui na Universidade como jovem aprendiz em agosto de 2008, aos quinze anos, no atendimento aos professores do então Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologias (CEATEC), atualmente conhecido como Escola Politécnica.

Três anos depois, ela foi efetivada como auxiliar de escritório, tendo a oportunidade de atuar junto à Diretoria da Faculdade de Engenharia Civil, apoiando em atividades acadêmicas e no atendimento aos estudantes. Com o tempo, assumiu novos desafios e ampliou a sua atuação na Secretaria do Centro.

Paralelamente à sua trajetória profissional, ela realizou um de seus maiores sonhos ao se formar em Engenharia Civil pela própria PUC-Campinas em 2021, concluindo, posteriormente, uma pós-graduação em Gestão de Pessoas.

Ao longo de dezoito anos de jornada na Instituição, ela diz ter sido reconhecida pelo seu trabalho e ter tido a oportunidade de crescer continuamente, assumindo, primeiramente como encarregada do Setor de Apoio Administrativo e depois como supervisora operacional em 2023, tendo chegado, ao final, ao cargo de gerente do Campus I.

A gerente do Campus I da PUC-Campinas, Christiane Ester Mariano da Silva, explica que “ser jovem aprendiz na PUC-Campinas foi o ponto de partida de tudo na minha vida profissional. Foi aqui que eu tive a minha primeira oportunidade, ainda muito jovem, de aprender, crescer e entender o valor do trabalho, da responsabilidade e da dedicação. Hoje, ao olhar para trás e ver essa trajetória de dezoito anos, tenho ainda mais clareza do quanto essa oportunidade foi transformadora”.

Ponto de partida
Christiane explica que “ser jovem aprendiz na PUC-Campinas foi o ponto de partida de tudo na minha vida profissional. Foi aqui que eu tive a minha primeira oportunidade, ainda muito jovem, de aprender, crescer e entender o valor do trabalho, da responsabilidade e da dedicação. Hoje, ao olhar para trás e ver essa trajetória de dezoito anos, tenho ainda mais clareza do quanto essa oportunidade foi transformadora. Essa experiência não só enriqueceu a minha carreira, como também mudou a forma como eu enxergava o meu futuro”.

A gerente do Campus I diz ainda que “estar dentro de um ambiente universitário despertou em mim o desejo de estudar, evoluir e construir uma trajetória sólida. Foi nesse momento em que eu comecei a acreditar que era possível ir além e isso fez toda a diferença na minha caminhada”.

“Sou profundamente grata por essas quase duas décadas de história na PUC-Campinas. Foi através do meu trabalho, das oportunidades que recebi e das pessoas que acreditaram em mim, que eu consegui realizar minhas conquistas. Se eu pudesse deixar uma mensagem para outros jovens aprendizes, seria a seguinte: aproveitem cada oportunidade, mesmo as pequenas. Se dediquem, aprendam, tenham curiosidade e não tenham medo de sonhar grande. Eu comecei aqui mesmo muito jovem, sem imaginar até onde poderia chegar e hoje tenho muito orgulho da minha trajetória. Tenho muito orgulho de ser PUC-Campinas”, ressalta Christiane.

Para Vitória Caroline Lopes Soares, que começou como jovem aprendiz em julho de 2023 e foi efetivada em outubro de 2024, ter começado na PUC-Campinas deste modo transformou a sua vida. Ela comenta que “é muito inspirador ver a PUC-Campinas, uma universidade de excelência, reconhecida pelos seus valores e por seu nome, permitir que os jovens possam realizar o seu sonho de crescer profissionalmente, bem como ingressar no ensino superior”.

Discutindo ideias e desenvolvendo o pensamento crítico
Para Vitória Caroline Lopes Soares que, desde julho de 2023, quando tinha quinze anos, trabalha no Setor de Gerência de Pessoas, ser jovem aprendiz na PUC-Campinas foi muito importante para o início de sua carreira profissional, tendo sido o seu primeiro contato com o mercado de trabalho.

Segundo ela, “isso me ajudou a construir uma base desde nova, tanto no campo profissional quanto no campo pessoal e, nesse período, eu desenvolvi mais responsabilidade, proatividade e aprendi a trabalhar melhor em equipe. À época em que eu fazia o curso semanal promovido para os jovens aprendizes, nós sempre trabalhávamos em grupo, e foi nesse momento que eu pude desenvolver melhor essa competência do trabalho em equipe, bem como no dia a dia de trabalho com as meninas do meu setor. Discutir ideias e desenvolver o pensamento crítico foi muito bom para o meu progresso e me ajudou muito a ter chegado onde eu cheguei”.

Adaptando-se a diferentes trabalhos em diferentes contextos
“No período em que eu entrei, além de trabalhar no Setor de Gerência de Pessoas, eu também auxiliava nas atividades diárias do Núcleo de Carreira Docente e eu penso que ter tido a experiência de estar em duas áreas ao mesmo tempo foi muito importante para que eu pudesse me adaptar a diferentes trabalhos em diferentes contextos. Ao final, o meu contrato se encerrou em outubro de 2024 e eu fui efetivada no mesmo mês na Gerência de Pessoas e passei a ter mais responsabilidade e autoconfiança com as minhas atividades de trabalho. Poder ter sido efetivada no mesmo setor e poder continuar me desenvolvendo é algo que me dá orgulho diariamente e me motiva a continuar trabalhando onde eu estou”, comenta Vitória.

Construindo uma base sólida dentro da empresa
Ter estado na PUC-Campinas como jovem aprendiz, segundo Vitória, transformou a sua vida. Ela explica que este é um programa que “abre muitas portas para os jovens que, assim como eu, escolheram trabalhar desde cedo para constituir uma base sólida dentro de uma empresa. Poder crescer ao longo do tempo e progredir é muito gratificante”.

O evento, ocorrido na Arena Manacás, foi promovido pelo Setor de Gestão de Pessoas e aconteceu em celebração ao Dia do Jovem Aprendiz, tendo sido mandatório para os 46 jovens aprendizes da PUC-Campinas.

Ela encerra dizendo que “é muito inspirador ver a PUC-Campinas, uma universidade de excelência, reconhecida pelos seus valores e por seu nome, permitir que os jovens possam realizar o seu sonho de crescer profissionalmente, bem como ingressar no ensino superior. Eu sinto muito orgulho de trabalhar na PUC-Campinas e fazer parte disso, não só como funcionária, mas também como aluna, pois é um lugar que abre muitas portas e transforma a vida de seus colaboradores e estudantes. No setor em que eu trabalho, eu vejo diariamente o quanto isso acontece e é por isso que, pra daqui em diante, eu enxergo um futuro ainda mais incrível pra PUC-Campinas”.

Sobre o Dia do Jovem Aprendiz
O Dia do Jovem Aprendiz (ou Dia Internacional do Jovem Trabalhador) é comemorado em 24 de abril. A data, instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), celebra a inclusão de jovens de 14 a 24 anos no mercado de trabalho formal, destacando a educação, o primeiro emprego e a experiência prática e valorizando a qualificação profissional e a contratação de aprendizes por empresas.



Daniel Bertagnoli
30 de abril de 2026