
Curso de Cibersegurança promove inclusão digital com ação sobre golpes virtuais no Vitalità
Ação prática faz parte da Curricularização da Extensão e uniu estudantes e o público 60+ com foco no uso seguro da tecnologia
Nesta quarta-feira (27), estudantes do Curso de Cibersegurança conduziram uma ação de conscientização voltada ao público 60+ no Vitalità, Centro de Envelhecimento e Longevidade da PUC-Campinas, com o objetivo de alertar as pessoas idosas sobre os principais golpes digitais e oferecer orientações práticas sobre como se proteger no ambiente virtual.
A iniciativa, que faz parte do programa de Curricularização da Extensão, foi resultado de um trabalho construído ao longo de todo o semestre, como explicou a Profa. Dra. Mariana Santimaria. “Dentro do letramento digital, oferecido na oficina Longevidade Digital, observamos as preocupações que alguns participantes tinham em usar redes sociais ou aplicativos com medo de serem vítimas de algum golpe, seja por desconhecimento ou por experiências negativas próximas. Neste contexto, surgiu a proposta do Curso de Cibersegurança, que iniciou com uma escuta das pessoas idosas sobre seus receios e principais dúvidas em relação ao tema, para depois oferecer uma oficina específica que pudesse esclarecê-las”.
Antes da apresentação de hoje, os estudantes realizaram visitas prévias ao Vitalità para conversar com os integrantes e entender suas reais necessidades e vulnerabilidades diante da tecnologia. “A relação entre alunos e pessoas idosas demonstra a força que as relações intergeracionais podem ter na aquisição de novos conhecimentos e trocas de experiências”, ressaltou.
Para o Coordenador do Curso, Prof. Me. Isaías de Queiroz Ramos, o projeto transcende o formato tradicional de ensino e cumpre um importante papel social. “Quando a gente olha para esse público, muitos deles têm receio de utilizar a tecnologia com medo de crimes, fraudes e golpes. Quando eles são orientados e conscientizados — que é o que os alunos fizeram hoje —, vão ter mais tranquilidade para utilizar as tecnologias da forma mais adequada”, explicou.
O impacto na formação dos alunos
Se, por um lado, o público 60+ ganha em segurança e autonomia, por outro, os estudantes vivenciam uma imersão. A atividade integra o componente curricular conhecido como “Projeto Integrador”, exigindo que os estudantes apliquem os conceitos técnicos aprendidos em sala de aula na resolução de problemas de um público real.
De acordo com o docente, o envolvimento dos alunos permite o desenvolvimento de um conjunto valioso de habilidades interpessoais. “Eles desenvolvem principalmente a comunicação: como vão fazer essa abordagem e interagir. Há a questão da criatividade, pois eles precisam pensar em como apresentar termos técnicos de forma que esse público entenda, além de trabalhar competências como o trabalho em equipe, o respeito e o raciocínio lógico”, pontuou.
Vitor Bryar Mallis, aluno do primeiro ano de Cibersegurança, avaliou a vivência como um diferencial para a sua carreira. “Eu acho que essa oportunidade com o Vitalità é bacana por conseguirmos saber, na prática, como é nos comunicarmos com as pessoas quando se trata de segurança digital. Principalmente por ser um público que sofre muito com isso e, muitas vezes, não tem conhecimento das ameaças”.
Quem esteve presente aprovou a iniciativa. Para Dimas Tobias Leite, integrante do Vitalità, a troca de informações foi essencial diante da complexidade do mundo digital atual. “O curso é excelente, de uma qualidade muito boa. Os meninos sabem se expressar muito bem”. Dimas destacou ainda a importância da conscientização para lidar com a responsabilidade que as empresas transferem aos usuários. “Eu acho que isso é de suma importância, porque nós estamos numa condição hoje de ‘terra de ninguém’. Tem as coisas que as empresas estabelecem e jogam a responsabilidade para nós, principalmente os bancos. Mas a aula foi espetacular, de muito bom aproveitamento”, concluiu.



