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Desafio de Negócios da PUC-Campinas premia projetos de alunos desenvolvidos para a multinacional Kimberly-Clark

R$ 7 mil foram distribuídos aos estudantes ao término do Hackaton

O Desafio de Negócios da PUC-Campinas, promovido pelo espaço Mescla e a empresa Kimberly-Clark, se encerrou na última sexta-feira (27/11) após avaliação dos protótipos desenvolvidos por estudantes da Universidade, que tiveram a missão de criar soluções a um problema apresentado pela empresa norte-americana, atuante no segmento de cuidados pessoais. Os melhores grupos receberam, juntos, premiação de R$ 7 mil.

A iniciativa, que ocorreu de forma similar a um Hackaton, espécie de maratona focada na criação e desenvolvimento de alternativas inovadoras para problemas de empresas, teve a participação de estudantes de diversos cursos da Universidade, que se distribuíram em equipes para resolver o desafio da Kimberly-Clark. Os encontros foram feitos de maneira on-line devido aos protocolos de segurança vigentes durante a pandemia.

A primeira etapa do desafio, realizada em sessões diárias por meio da plataforma Discord, exigiu dos alunos – que receberam mentoria de professores da Universidade, profissionais da empresa Kimberly-Clark e representantes da aceleradora de startups Venture Hub – a apresentação geral do projeto idealizado, com informações relativas ao problema, às tecnologias usadas e à solução proposta. Os argumentos das equipes foram feitos em material escrito (PDF) e vídeo em formato de pitch.

A fase final de prototipação, por sua vez, se deu com a impressão de todos os projetos propostos pelos estudantes. Os protótipos ganharam forma por meio da impressora 3D disponível no espaço Mescla da PUC-Campinas, ambiente de fomento à inovação, ao empreendedorismo e a projetos diversificados ligados ao universo de startups. Os materiais passaram por avaliação de comissão julgadora, que qualificou aspectos como criatividade e originalidade, aplicabilidade, viabilidade, tecnologia e usabilidade para determinar os três melhores projetos.

O projeto vencedor, favorecido com o prêmio de R$ 5 mil reais, foi idealizado pelo grupo da Ana Clara Nascimento Costa, aluna da Faculdade de Engenharia Mecânica. Ela conta que sua equipe, também composta por estudantes de Engenharia de Produção e Arquitetura e Urbanismo, teve como proposta a entrega de um produto simples e funcional. “Apostamos em um protótipo com baixo custo, feito com material reciclável, e fácil na sua produção e sistema de montagem”, diz a caloura, que está no 2º semestre de seu curso.

Ana avalia que a experiência foi enriquecedora, principalmente pelo trabalho em equipe e pela aproximação com a Kimberly-Clark. “Nosso grupo foi formado por pessoas desconhecidas, mas que se empenharam muito durante o processo de desenvolvimento. Uns cuidaram da pesquisa e do controle de dados, outros na criação e no design do produto. Foi um grande aprendizado e ficamos muito felizes com o resultado. Não estávamos com a ideia de ganhar”, finaliza a aluna.

Membros dos grupos classificados em 2º e 3º lugares, que receberam, respectivamente, RS 1,5 mil e R$ 500,00, os estudantes Lucas Durante, da Faculdade de Design Digital, e Marcus Vinícius Castilho, da Especialização em Indústria e Serviços 4.0, corroboram com a representante da equipe vencedora ao avaliar o Desafio de Negócios como enriquecedor para a formação acadêmica.

“O Hackaton foi um grande aprendizado para mim, sobretudo na fase de montagem do produto físico. Como aluno de Design Digital, estou acostumado a desenvolver produtos e serviços para o meio digital. Portanto, saber quais etapas são realizadas em cada processo foi bastante válido. Além disso, pude também contribuir com questões que já tinha familiaridade, conduzindo o meu grupo a chegar no resultado esperado para aquela fase”, destaca Lucas.

“O principal aprendizado foi relacionado ao processo de fomento e gestão de inovação por meio da abordagem do design thinking. Foi uma oportunidade de aplicar a metodologia além dos ambientes de programação. Através do exercício, foi possível aprender como ouvir ativamente as necessidades das pessoas, realizar uma proposição alinhada com esta necessidade e validar uma potencial solução”, afirma Marcus Vinícius, que também enaltece a característica multidisciplinar do Hackaton.

“Acredito que a importância de fazer parte de iniciativas como essa vão além dos benefícios que se alcança ao final, com a experiência adquirida. Trata-se da oportunidade de conhecer e se relacionar com diferentes formações técnicas, ter contato com diferentes visões, expandir o entendimento e, acima de tudo, presenciar como ideias são capazes de construir novas realidades”, complementa.

Responsável pela estruturação do programa e pela metodologia de aceleração, a Venture Hub, parceira do espaço Mescla, esteve à frente da orientação dos alunos com informações voltadas aos requisitos básicos para a construção de soluções para a indústria. Oito sessões foram feitas para a apresentação de conteúdo, a fim de que os estudantes tivessem ferramentas suficientes para o desenvolvimento de protótipos funcionais.

Segundo Leonardo Pinheiro, diretor de Desenvolvimento de Startups da Venture Hub, as ideias apresentadas pelos estudantes se mostraram de muita qualidade, com sistemas de segurança simples e sofisticados ao mesmo tempo, superando as expectativas da Kimberly-Clark. “Vimos, mais uma vez, que as iniciativas têm possibilitado aos alunos a obtenção de uma mentalidade de crescimento e aprendizagem com base em experimentação. Essa é a base para que surjam empreendedores de qualidade no nosso país”, salienta.

Um dos coordenadores do Mescla, o Prof. Me. Maurício Pinheiro entende que o projeto encerra um ano cercado por desafios decorrentes da pandemia, mas superado com ações que colocaram os alunos em contato com o universo da inovação e do empreendedorismo.

“Avaliamos que foram resultados impressionantes e acima do esperado para o ano. Sobre o Desafio, podemos afirmar que foi um sucesso: alto engajamento de nossos alunos, mentoria de diversos professores de diversas áreas, projetos inovadores e promissores, satisfação total de empresa com o processo e com a dinâmica. Certamente, agora temos um case importante que nos habilita fechar novas parceiras. A Universidade possui uma grande potencial humano e técnico disponível para o mercado”, aponta o docente.

Grupos premiados

1º lugar

Ana Clara Nascimento Costa – Engenharia Mecânica

Jackeline Veríssimo Santana – Engenharia de Produção

Jaqueline de Ávila Lourenço – Arquitetura e Urbanismo

José Maria Breda Neto – Engenharia Mecânica

Lauana Lobo Silveira – Engenharia de Produção

2º lugar

Antonio Gabriel Caetano Alves – Engenharia Mecânica

Blenda Juliana Pereira Pimenta – Arquitetura e Urbanismo

Felipe Longuim Xavier – Engenharia de Produção

Lucas Durante – Design Digital

3º lugar

André Rodrigues Dibbern Piva – Engenharia de Produção

João Gabriel Martins Rosário – Engenharia de Produção

Marcus Vinícius Melegari Castilho – Especialização em Indústria e Serviços 4.0

Sara Kate da Silva – Engenharia de Produção



Vinícius Purgato
2 de dezembro de 2020