
Estudantes de Engenharia de Computação vivenciam experiência imersiva de conexão com o mercado de trabalho no Mescla
O evento contou com a presença de três profissionais da empresa Venturus e girou em torno do ciclo de desenvolvimento dos produtos de software

A palestra, ministrada por quatro profissionais da empresa Venturus, tratou do ciclo de desenvolvimento dos produtos de software, desde a definição de demandas e problemas reais até a concepção, ideação e prototipação de soluções computacionais focadas em beneficiar a sociedade.
Os estudantes do primeiro semestre do curso de Engenharia de Computação participaram, no último dia 18 de maio, no espaço Mescla, de uma experiência imersiva de conexão com o mercado de trabalho. O encontro, que contou com a presença de quatro profissionais da empresa Venturus, que realiza projetos personalizados na área digital, uniu conhecimento técnico, mentoria e mão na massa.
Uma palestra ministrada pelos UI e UX researchers & designers (em tradução livre para o português, “pesquisadores e designers de interface do usuário e experiência do usuário”) Maria Luiza Dias e Ricardo Lima, pelo analista de Q&A (quality assurance – em tradução livre para o português, “garantia de qualidade”) e pela estagiária de UX/UI designer Mayara Brinque, tratou do ciclo de desenvolvimento dos produtos de software, desde a definição de demandas e problemas reais até a concepção, ideação e prototipação de soluções computacionais focadas em beneficiar a sociedade.
De acordo com a professora responsável pela atividade, Profa. Dra. Sílvia Cristina de Matos Soares, “após uma palestra inspiradora, os estudantes participaram de uma atividade hands-on (na prática), aplicando os conceitos aprendidos na resolução de desafios reais e estabelecendo as suas primeiras conexões de networking profissional”.

De acordo com a professora responsável pela atividade, Profa. Dra. Sílvia Cristina de Matos Soares, “essa composição de palestra com atividades práticas trouxe uma riqueza única para o debate, permitindo que os estudantes interagissem com especialistas e com profissionais em início de carreira, que compartilham de uma linguagem muito próxima à dos universitários”.
Sobre a importância do evento, ela explica que “essa composição de palestra com atividades práticas trouxe uma riqueza única para o debate, permitindo que os estudantes interagissem com especialistas e com profissionais em início de carreira, que compartilham de uma linguagem muito próxima à dos universitários. Além disso, essa aproximação exemplifica, perfeitamente, os conceitos dos modelos das chamadas ‘tríplice hélice’, composta pela integração entre universidade, empresa e governo, e da ‘quíntupla hélice’, que expande o modelo ao incluir a sociedade e o meio ambiente. Quando a universidade abre as portas para o mercado com o objetivo de gerar soluções de impacto social, todos os ecossistemas ganham”.
Aumentando a motivação e reduzindo a ansiedade profissional
A professora lembra ainda que os principais benefícios de atividades como essa, tanto para os estudantes, quanto para a sociedade, é a redução do gap (lacuna) entre teoria e prática, pois, “os alunos e alunas entendem, logo no primeiro semestre do curso, como as ferramentas aprendidas em sala de aula são aplicadas na rotina real do desenvolvimento de softwares e produtos digitais”.
“Além disso, a presença de profissionais em início de carreira e estagiários humaniza o mercado de trabalho e os estudantes conseguem se enxergar naquelas posições em um futuro próximo, o que aumenta a motivação e reduz a ansiedade profissional. Por fim, o contato direto com quem já está inserido no mercado abre portas para mentorias, futuras vagas de estágio e parcerias em projetos de pesquisa”, esclarece Sílvia.

O diretor da Faculdade de Engenharia de Computação, Prof. Dr. Ademar Takeo Akabane, explica que “a presença de profissionais experientes em sala aproxima teoria e prática, mostrando a eles, desde o início, a aplicação e o valor do que está se aprendendo, o que aumenta, significativamente, a sua motivação e engajamento”.
Foco na sociedade e sinergia entre a universidade e o mercado de trabalho
A docente lembra que algo importante também é o desenvolvimento, por parte dos alunos e alunas, de uma visão com foco na sociedade, pois ao desenharem soluções computacionais voltadas para o bem-estar social, eles podem aplicam o pilar central da “quíntupla hélice”, que diz que a tecnologia deve servir para resolver “as dores reais da comunidade”, gerando impacto sustentável e cidadania.
A responsável pela atividade esclarece, por fim, que essa sinergia entre a universidade e o mercado de trabalho gera uma cultura de inovação aberta, uma vez que as empresas levam “oxigênio acadêmico” e novas ideias para dentro de suas estruturas, enquanto que a academia sintoniza os seus currículos com as demandas tecnológicas mais recentes aplicadas na área profissional.
“Atividades como esta transformam a jornada acadêmica na PUC-Campinas, mostrando que a área de tecnologia da informação (TI) vai muito além das linhas de código, e trata-se também de entender pessoas, validar processos, desenhar boas experiências e transformar a sociedade”, finaliza a professora.
Base sólida e pensamento crítico
O diretor da Faculdade de Engenharia de Computação, Prof. Dr. Ademar Takeo Akabane, por sua vez, completa dizendo que “a universidade tem o desafio de formar alunos e alunas com base sólida e pensamento crítico, mas também conectados às demandas reais do mercado” e que “a presença de profissionais experientes em sala aproxima teoria e prática, mostrando a eles, desde o início, a aplicação e o valor do que está se aprendendo, o que aumenta, significativamente, a sua motivação e engajamento”.
