
Simpósio reúne especialistas para discutir os desafios da endocrinologia na saúde da mulher
Evento organizado pelas ligas acadêmicas da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas abordou temas atuais da endocrinologia ginecológica e obstétrica
Especialistas, professores e estudantes participaram, nos dias 4 e 5 de agosto, do II Simpósio de Endocrinologia Ginecológica e Obstétrica, realizado no Hospital e Maternidade de Campinas. Organizado pelas ligas acadêmicas da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, o evento discutiu temas de alta prevalência clínica e grande relevância para a formação médica e para a assistência à saúde da mulher.
A programação abordou desde amenorreias e puberdade precoce e tardia até hipertireoidismo e hipotireoidismo na gestação e condutas obstétricas, promovendo uma atualização baseada em evidências científicas e na integração entre Endocrinologia, Ginecologia, Obstetrícia, Clínica Médica e Atenção Primária à Saúde.
Segundo a diretora da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, Profa. Dra. Marcia Pereira Bueno, o simpósio teve como principal objetivo criar um ambiente de aprendizado que aproximasse a produção científica da prática assistencial. “Ao reunir docentes, especialistas e estudantes, o simpósio estimula a construção do conhecimento baseada em evidências, no raciocínio clínico e na abordagem interdisciplinar. Essa integração fortalece a formação médica alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais e prepara o futuro profissional para atuar de forma mais resolutiva e centrada na paciente”, afirmou.
Programação
No primeiro dia, os participantes acompanharam exposições sobre amenorreias, ministrada pela Dra. Silvia Regina Ferreira, e puberdade precoce e tardia, apresentada pela Dra. Mila Pontes Ramos Cunha. Já no segundo dia, a programação concentrou-se nas alterações tireoidianas durante a gestação, com palestras do Dr. Roberto Bernardo dos Santos e do Dr. Danilo Glauco Villagelin, além de uma discussão sobre condutas obstétricas, conduzida pelo Dr. Douglas Bernal Tiago.
A escolha dos temas refletiu a necessidade de discutir condições frequentemente encontradas na prática clínica e que têm impacto direto na qualidade de vida das mulheres. “As endocrinopatias estão entre as principais causas de alterações menstruais, infertilidade, complicações gestacionais e distúrbios metabólicos. O reconhecimento precoce dessas condições reduz morbidade, melhora a qualidade de vida e previne complicações em curto e longo prazo, fortalecendo competências essenciais como o raciocínio clínico, a tomada de decisão baseada em evidências e a comunicação com a paciente”, destacou Marcia Bueno.
Além da atualização científica, o evento reforçou o protagonismo estudantil na organização de atividades acadêmicas e a importância da extensão universitária como ponte entre universidade e serviços de saúde. A presença de professores da PUC-Campinas e de médicos especialistas com atuação em assistência, ensino e pesquisa permitiu aos participantes uma visão atualizada da prática médica e dos desafios enfrentados no cuidado à saúde feminina.
“Quando investimos na formação de profissionais capazes de diagnosticar precocemente, investigar de forma adequada e conduzir o tratamento com base em evidências, contribuímos para reduzir atrasos no reconhecimento das doenças e para oferecer um cuidado mais humanizado, ético e cientificamente fundamentado”, complementou.



