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Saldo de empregos formais sobe na RMC

 Remuneração média, no entanto, tem leve queda, aponta Observatório PUC-Campinas

A geração de empregos na Região Metropolitana de Campinas (RMC) teve boa recuperação no mês de fevereiro, com saldo positivo de 5.004 novos postos de trabalho. Em relação a janeiro, houve alta de quase 219%. É o que mostra o novo estudo do Observatório PUC-Campinas com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.

Campinas foi destaque no período com a criação de 1.931 vagas, seguida por Indaiatuba, Sumaré, Nova Odessa e Americana. Incluindo os demais municípios da região, os cargos foram ocupados majoritariamente por mulheres (71%), que tiveram salários 15% menor em relação aos dos homens.

A remuneração média de R$ 1.724,11, considerando os contratados dos públicos masculino e feminino, apresentou leve queda na comparação com o primeiro mês do ano. A baixa pode estar atrelada ao aumento no número de vagas a profissionais de nível médio e também, segundo aponta a economista Eliane Rosandiski, à alta na porcentagem de ocupações por mulheres.

“Os dados mostram que há implícita divisão sexual do trabalho, em que determinados cargos, geralmente de menor remuneração, são preferencialmente preenchidos por mulheres”, frisou a professora extensionista da PUC-Campinas, que divulgou recentemente um estudo temático sobre o panorama da mulher no mercado de trabalho.

Em relação ao setor de atividade, Serviços esteve novamente à frente no quesito contratação: foram 3.448 vagas no total, com ênfase nas atividades de ensino (1.437), serviços técnicos (551), e alojamento e alimentação (395). “Isso também justifica a queda na remuneração média, pois são segmentos de menor produtividade, que não conseguem movimentar a economia”, afirmou Eliane. O setor industrial, que costuma puxar os salários para cima, gerou 794 vagas no período.

De modo geral, a economista avalia que os números do mês foram positivos diante dos desafios de recomposição do emprego formal, mas ainda precisam melhorar. “Até porque, é importante dizer, o aumento do emprego foi fortemente puxado pelas atividades de educação, que é algo sazonal. Assim, é preciso aguardar que o segmento industrial continue empregando, o que seria um indicativo importante de reversão cíclica”, finalizou.



Vinícius Purgato
28 de março de 2019