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Brasil ganha evidência no cenário internacional e se destaca no grupo de países emergentes

A participação do Brasil em assuntos internacionais tem aumentado a cada ano. Desde a realização de eventos internacionais, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, até a participação na Organização das Nações Unidas (ONU) e acordos internacionais. O país também tem se destacado no BRIC, que reúne os países considerados emergentes, em desenvolvimento, que são: Brasil, Rússia, Índia e China. Em uma conferência sobre a economia brasileira na Espanha, ocorrida em maio, deste ano, o ministro da Economia, Guido Mantega, informou que, nos próximos cinco anos, serão os países emergentes, como os do BRIC, que irão liderar o crescimento e responderão por dois terços da economia mundial – e o Brasil estará entre eles, com um crescimento de 5% a 5,5%.

Para o diretor adjunto da Faculdade de Administração com ênfase em Logística e Serviços, Francisco Prisco Neto, a participação no grupo permitirá firmar alguns acordos comerciais e de investimentos, além de mudanças no cenário internacional.“A participação de países como o Brasil, permitirá que instituições como a ONU e o Fundo Monetário Internacional (FMI) façam uma reforma no sistema de votação e crie um novo cenário na ordem internacional, já que os quatro países do BRIC representam, atualmente, 40% da população”, afirmou Prisco.

Segundo o professor de Direito Internacional, Luís Renato Vedovato, a questão da estabilidade econômica e democrática destaca o Brasil no conjunto desses quatro países. “Nosso país é o único no BRIC que conta com uma estrutura segura do ponto de vista político e financeiro”, ressaltou o professor. Para ele, outro fator de destaque são os recursos naturais. “Os outros três países ainda adotam fontes de energia não renováveis, como o carvão”, exemplificou. A presença do presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva em acordos internacionais seria, portanto, outro sinal da relevância nacional do exterior.

Do ponto de vista negativo, entretanto, a questão da educação seria um empecilho para o Brasil na busca em tornar-se uma potência internacional. “Entre os países do BRIC, o nosso ainda tem baixos índices educacionais”, relatou Vedovato citando exemplos como o da Índia que, apesar das deficiências, tem o inglês como idioma; e a Rússia, que investe em tecnologia desde os tempos da Guerra Fria.

De acordo com o professor da Faculdade de Direito, os blocos e grupos são importantes para a soberania de uma nação. “Quando reunidos em blocos, como a União Europeia ou o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), os países garantem uma maior proteção econômica e política. Os conjuntos de países, portanto, são uma alternativa para a descentralização do poder norte-americano”, finalizou.

Melhora a longo prazo

A visibilidade do Brasil no exterior vem aumentando. E a situação interna do país, como está? O educador da PUC-Campinas e pesquisador sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Newton Cesar Balzan, faz uma análise de como está a educação no país.

Para o desenvolvimento de um país, a qualidade do ensino, em todos os níveis, é essencial para proporcionar o desenvolvimento de qualquer outro setor. A partir da década de 60, as ações do governo para a melhora na educação diminuíram, com o desenvolvimento de outros setores.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Victor Civita, da Editora Abril, a situação se agravou mesmo, a partir dos anos 90, quando foi registrado que 52% dos estudantes que iniciavam o ensino médio não conseguiam concluir os estudos.

Para o professor da Faculdade de Educação e pesquisador sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Newton Cesar Balzan, a grande problemática está no ensino médio. “Os cursos não são aliados à realidade atual, havendo uma massificação”, afirmou Balzan.

A pesquisa ainda revelou que é preciso fortalecer e disseminar a cultura de avaliação de resultados e incentivos. Até os anos 90, no Ensino Médio, o atendimento à população na série correta era de 35%. Em 2002, esse número aumentou para 45%. “Estamos muito atrás de países da América do Sul. Algumas melhoras já estão sendo feitas, mas a longo prazo”, finalizou o professor.

Segundo o professor, as escolas precisam oferecer uma cultura geral, ampla e profunda, além da formação geral humanística. “A melhora só ocorrerá quando os governos municipal, estadual e federal se conscientizarem da necessidade de uma educação séria. Talvez isso ocorra a partir da realização de manifestações populares”, sugeriu Balzan.

Para a melhora do ensino brasileiro, o Ministério da Educação (MEC) já criou iniciativas, como de responsabilidade social de empresas e entidades do terceiro setor, sistema de avaliação nacional do rendimento escolar.

A origem do nome vem de bricks (tijolos, em inglês), com a ideia de novos fundamentos

Raios X da educação no Brasil

Entre crianças em idade escolar (de 10 a 14 anos), o índice de analfabetismo é de 2,8% (cerca de 490 mil). Analfabetismo entre os adultos representa cerca de 10% (cerca de 14 milhões). Em 2008, 84,1% dos jovens dessa faixa etária estavam na escola.

Em 2008, 1.936.078 novos alunos ingressaram no Ensino Superior
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008

Atendimento à Imprensa:
Adriana Furtado
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Portal Puc-Campinas
7 de junho de 2010