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Prêmio TCC 2018 da Faculdade de Engenharia de Computação tem dois vencedores

Dois ex-alunos da Faculdade de Engenharia de Computação da PUC-Campinas foram vencedores do Prêmio TCC 2018, anunciado em cerimônia realizada no Auditório Dom Gilberto, no Campus I, na manhã de quinta-feira, 28 de março. É a primeira vez que dois trabalhos empatam em primeiro lugar na escolha dos jurados e do público.

Os vencedores foram Leonardo Bonetti Maffei, com o projeto Blind, e Gilberto Martinez Júnior, com o projeto Pimega. Também foram finalistas do prêmio, que avaliou os melhores entre mais de 20 TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) apresentados no ano passado, Tulio Henrique Gustavo Alphonse, com o projeto Shade, e Lucas Rodrigues de Góes, com o Ladon-IO.

O projeto de Maffei teve repercussão na mídia, com reportagens em sites e TVs, por auxiliar pessoas com deficiência visual a identificarem notas usando as câmeras de um celular. “Uma das maiores dificuldades foi criar um banco de imagens das cédulas, para que a câmera pudesse identificar o valor,mesmo que o deficiente foque com a lente apenas metade da nota ou um pedaço dela. Até o Banco Central viu as reportagens e entrou em contato, interessado no trabalho. Nem o BC tem um banco de imagens das cédulas”, disse o ex-aluno na apresentação.

O trabalho de Martinez, voltado para reconstrução de imagens, já está em funcionamento e deve ser utilizado nas linhas de luz do Sirius, acelerador de partículas do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais). O Sirius, inaugurado no final do ano passado, é um dos dois mais avançados aceleradores de partículas do mundo e funciona em Campinas.

Martinez desenvolveu um sistema que reduz o tempo médio de processamento de imagens de materiais analisados, com a utilização de feixes de luz do acelerador, de 1h40, em média, para cerca de 1,5 minuto. “É praticamente um processamento ao vivo, que permite ao pesquisador ver em pouco tempo se a imagem que conseguiu no acelerador é satisfatória para a sua pesquisa ou se precisa refazê-la”, disse na apresentação.

O Sirius terá uma alta demanda de tratamento de imagens, e a rapidez nos resultados permitirá que mais cientistas possam utilizar o equipamento e mais pesquisas sejam desenvolvidas nele.

O trabalho de Martinez foi o vencedor do voto do público, tendo 43% de preferência entre os 163 participantes do evento. De cinco jurados, ele teve mais dois votos, sendo outros três para o projeto de Maffei.

Os outros dois finalistas também foram elogiados pelos avaliadores. Lucas de Góes desenvolveu um sistema que, por meio de imagens, avalia em que ponto de maturação estão as frutas armazenadas em câmaras frias. Assim, quem gerencia o estoque recebe informações via internet se as frutas estão maduras ou não, se é necessária alteração de temperatura, umidade ou outra ação para acelerar ou retardar o amadurecimento.

Tulio Henrique Gonçalves Alphonse desenvolveu um projeto em que câmeras colocadas em viaturas policiais identificam placas de veículos nas vias por onde circulam, enviando as informações a uma central onde podem ser identificadas ocorrências ligadas ao veículo, como se é resultado de roubo ou furto e se há registro do uso dele em atos criminosos.

Segundo a Diretora da Faculdade, Profa. Dra. Danielle Rodrigues, a premiação, que ocorre há cinco anos, é importante não só para dar visibilidade aos trabalhos, mas também para quem está cursando da Faculdade. “É importante que os alunos de graduação possam ter ideia do que eles podem fazer no final do curso e da receptividade do mercado a esses trabalhos”, disse.



Marcelo Andriotti
27 de março de 2019