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Observatório PUC-Campinas registra nova queda de exportações na RMC

O estudo do Observatório PUC-Campinas de março, com dados consolidados do mês de fevereiro de 2019, mostra uma continuidade da queda das exportações na RMC (Região Metropolitana de Campinas). Com isso, os dois primeiros meses do ano tiveram um déficit de US$ 1,39 bi na balança comercial. O estudo é feito com base em informações do extinto Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, atualmente incorporado ao Ministério da Economia.

No acumulado do ano, a RMC importou 2,039 bilhões de dólares, enquanto exportou pouco menos de um terço deste valor (646,88 milhões), acumulando déficit comercial no montante de 1,39 bilhão de dólares.

O desequilíbrio entre exportações e importações na RMC é tão grande que afeta até o desempenho do Estado de São Paulo. Enquanto o déficit regional em fevereiro chegou a 563,6 milhões de dólares, o déficit de São Paulo foi de apenas 17,5 milhões. Sem o déficit da RMC, o Estado teria um superávit de 546,1 milhões de dólares.

Segundo o economista e professor da PUC-Campinas Paulo Oliveira, coordenador do estudo, esse resultado não é exclusividade da RMC e deve se repetir em outras regiões industrializadas do país. “Essa é uma característica da indústria regional, que depende da importação de muitos insumos (máquinas, partes, matéria-prima) para produzir, e ao mesmo tempo exporta pouco. Além disso, está focada no mercado interno e, em alguns casos, não tem competitividade para fornecer para mercados internacionais”, avalia.

Em comparação a fevereiro de 2018, houve queda de 12,39% nas exportações, enquanto as importações cresceram 3,38%, resultando em aumento de 15,33% no déficit regional. Uma das conclusões do estudo é a necessidade de melhorar a competitividade internacional e diminuir a dependência externa.

“A dependência externa se ameniza com políticas comercias e industriais articuladas para melhorar a competitividade da indústria, sobretudo. Uma indústria mais articulada internamente, que atue em elos da cadeia produtiva que tenha maior valor agregado, vai ser menos dependente das importações”, diz o professor.

Como ponto positivo dos dados analisados, há o aumento da exportação de veículos de passageiros e bombas de ar e vácuo, compressores e ventiladores. Por outro lado, houve queda na exportação de medicamentos, partes e acessórios de tratores e veículos especiais, partes de motores à combustão e pneus.

Do lado das importações, destaca-se o expressivo crescimento das compras externas de inseticidas, fungicidas e herbicidas. O professor Paulo acredita que isso seja resultado do aumento da produção agrícola na região, em especial da cultura de algodão.

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O Observatório PUC-Campinas tem como objetivo compartilhar com a comunidade interna e externa conhecimentos gerados a partir do acompanhamento de dados e indicadores que refletem a realidade socioeconômica da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Esta ação é importante, pois os primeiros passos para discussão e formulação de políticas de desenvolvimento regional passam, necessariamente, pela compreensão da realidade socioeconômica regional por parte dos diversos atores da sociedade.




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