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Ser ecologicamente correto despertou a necessidade de profissionais, das mais diversas áreas, capacitados para atuar pensando nas questões ambientais

Nos últimos anos, as questões ambientais têm sido destaque na mídia nacional e internacional e nas discussões dos principais chefes de Estado do mundo. Seja pela cobrança da sociedade ou pela oportunidade de conquistar um novo – e exigente – público consumidor, o mercado se viu obrigado a ceder à onda verde. O resultado: novas opções de atuação profissional surgiram nas mais variadas áreas do conhecimento.
Responsável pela disciplina Direito Ambiental, ministrada no curso de Direito da PUC-Campinas, desde 2006, o professor Luís Renato Vedovato afirmou que a preocupação da sociedade com as questões ambientais exigiu a determinação de normas jurídicas, ampliando o campo de atuação dos advogados. “Há espaço para o profissional defender quem sofreu uma autuação ou atuar na prevenção, adequando a empresa às normas ambientais”, explicou. “É um filão que veio para ficar. Há demanda por profissionais especializados nessa área nos setores público, privados e terceiro setor”, completou Vedovato.

“Hoje o público consumidor exige das empresas que elas sejam ecologicamente corretas. Como as empresas e escritórios de advocacia estão criando áreas voltadas para o ambiente, o mercado está crescendo”, disse a estudante Daiane Mardegan, que faz estágio na área.
Geralmente relacionada direta ou indiretamente a uma série de desastres ambientais, a atividade química também buscou se enquadrar na onda ecológica. A busca pela redução do impacto negativo no ambiente vem sendo chamado de química verde, química limpa, química ambientalmente benigna ou, ainda, química auto-sustentável. “Essa é, sem dúvida, uma tendência e o mercado está em busca de profissionais com essa consciência e preparados para atuar nesse setor”, explica o diretor da Faculdade de Química Tecno-lógica da PUC-Campinas, Dalmo Mandelli.
As estudantes Karyna Capello e Anielle do Amaral, alunas do 2° ano, têm na química verde a base de seus trabalhos de Iniciação Científica. “Tenho lido muitos artigos sobre o assunto e percebo que é um mercado em alta”, disse Karyna. “A química verde trabalha para desenvolver uma indústria química melhor”, completou Anielle.

Arquitetura e Urbanismo Sustentável e Bioarquitetura passaram a fazer parte do vocabulário dos arquitetos desde que a discussões em torno das questões ambientais ganharam força. “É uma área que tem crescido em razão do esgotamento de alguns materiais, dos problemas climáticos e da busca do mercado pelo barateamento da construção e racionalização da manutenção da obra, com gastos menores de água e energia”, explicou a professora Laura Machado de Mello Bueno, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade.
Edoardo Aranha, formado pela PUC-Campinas, em 2000, trabalha com a bioarquitetura. “A arquitetura viva é algo que existe há mais de 10 mil anos e permite a realização de projetos utilizando recursos alternativos, como bambu, preservando o ambiente”, explicou. Para o arquiteto, os “projetos verdes” estão ganhando cada vez mais espaço no mercado, mas é necessário que haja uma cultura ecológica maior para se construir de maneira realmente sustentável.

A onda verde também invadiu a praia dos economistas. “Atualmente há necessidade de se conhecer a legislação ambiental e programar as atividades econômicas de maneira sustentável, pois os prejuízos podem ser enormes, tanto para as empresas, quanto para o meio ambiente”, explicou o professor Carlos Alberto da Cunha Almendra, que ministra a disciplina Economia dos Recursos Naturais e Meio Ambiente, na Faculdade de Ciências Econômicas da PUC-Campinas. A disciplina, de acordo com Almendra, tem como foco a sustentabilidade, ou seja, a exploração inteligente do meio ambiente, sem impactos graves.

Ainda segundo o docente, há um significativo interesse dos alunos na disciplina, em razão da exigência do mercado de receber profissionais com conhecimentos na área ecológica. “Os alunos percebem que há mais oportunidades para os profissionais com conhecimento das leis ambientais”, afirmou. “Sessenta por cento das monografias que estão sendo desenvolvidas pelos alunos do último ano tratam de temas ambientais (agronegócios ou preservação do meio ambiente)”, completou.



Portal Puc-Campinas
14 de novembro de 2008