
Docentes do PPG em Direito participam de congresso internacional de Direitos Humanos na Argentina
Organizado por uma rede internacional de pesquisa, o evento contou com a participação ativa da Universidade
Três docentes do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Campinas representaram a Universidade na quarta edição do congresso “Diálogos Acadêmicos em Direitos Humanos”, realizado presencialmente entre os dias 3 e 4 de agosto, na Universidade Nacional de Quilmes (UNQ), na Argentina. Esta foi a primeira vez que o país vizinho sediou o encontro. A delegação da PUC-Campinas que viajou à Argentina foi formada pelo Prof. Dr. Pedro Pulzatto Peruzzo, pelo Prof. Dr. Claudio Franzolin e pelo Prof. Dr. Guilherme Cabral.
A participação consolidou a forte atuação da Universidade na rede internacional de pesquisa “Direitos Humanos, diversidades e vulnerabilidades”. Além do PPG em Direito da PUC-Campinas e da universidade anfitriã (UNQ), a rede colaborativa é integrada pela Universidade Estadual de Goiás, pela Universidade Pedagógica Nacional (México) e pela Universidade Nacional Aberta e a Distância (Colômbia), instituições que assinaram a organização conjunta do evento.
O protagonismo da PUC-Campinas se estendeu à estrutura do congresso: o Prof. Dr. Pedro Pulzatto Peruzzo integrou o Comitê Organizador oficial, enquanto os professores Prof. Dr. Claudio Franzolin e Prof. Dr. Vinícios Gomes Casalino fizeram parte do Comitê Científico.
Desafios atuais e marco histórico
Com o tema central “Os sistemas de proteção em crise: notas para enfrentar o desafio atual”, o congresso teve como objetivo debater as tensões que envolvem os Direitos Humanos no século XXI e explorar estratégias para a defesa irrestrita desses direitos como ferramenta de transformação social.
Na Argentina, a edição de 2026 ganhou um peso histórico e simbólico adicional. O evento ocorreu no ano que marca o 50º aniversário do último golpe cívico-militar no país, incorporando às suas discussões o lema: “50 anos pela memória, verdade e justiça. Nunca mais”.
Para estruturar os debates, a programação foi dividida em três grandes eixos temáticos. O primeiro tratou de democracias, ciências sociais e vulnerabilidades, focando em alternativas coletivas a partir de estratégias “Sul-Sul”. O segundo eixo abordou as novas tecnologias e subjetividades, analisando os efeitos da Inteligência Artificial (IA), ludopatias e saúde mental sobre grupos vulneráveis e o sistema educativo. Por fim, a terceira frente de discussões debateu a justiça social, climática, ambiental e territorial na América Latina, refletindo sobre o avanço da globalização hegemônica e as novas formas de colonialismo no continente.
Forte presença brasileira
A organização registrou 129 acadêmicos inscritos e recebeu 80 trabalhos para apresentação. A internacionalização foi o grande destaque desta edição, já que cerca de 60% dos resumos aprovados foram de pesquisadores do exterior, com uma presença massiva de delegações do Brasil e da Colômbia.
Além dos grupos de trabalho e rodadas de apresentação de pesquisas, o evento contou com painéis de especialistas e conferências com convidados internacionais, buscando promover uma integração acadêmica latino-americana capaz de gerar respostas conjuntas para a atual crise global.
