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A cesta básica de Campinas, no mês de março de 2007, apresentou um custo médio de R$ 178,58. Em fevereiro o custo da cesta básica em Campinas havia ficado em R$ 171,31. Portanto, o custo da cesta básica aumentou 4,24% em março comparado com o mês anterior. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na maioria das capitais do Brasil houve aumento nos preços da cesta básica.

Em março o custo da cesta básica em Campinas foi 7,40% menor que o custo da cesta básica de São Paulo, calculada pelo Dieese em R$ 192,86 (Tabela 1).

Tabela 1. Custo (em R$) e variação mensal (em %) da cesta básica, março de 2007.
Municípios Campinas1 São Paulo2 Belo Horizonte2 Rio de Janeiro2 Vitória2 Goiânia2 Brasília2
Valor em R$ 178,58 192,86 190,11 192,26 174,12 156,64 180,27
Variação mensal (%) 4,24 3,71 2,56 8,20 0,99 0,29 1,80
Nota: 1. PUC Campinas.
2. Dieese.

Na tabela 2 podemos verificar os preços médios dos itens que compõem a cesta básica de Campinas. O gasto mensal do trabalhador para adquirir cada um dos itens que fazem parte da ração essencial está relacionado na tabela 3. Podemos verificar que em março o trabalhador gastou 51,02% do salário mínimo para adquirir a cesta básica. Em termos de tempo de trabalho, a jornada necessária para adquirir a cesta básica foi de 112 horas e 15minutos. No mês de fevereiro a jornada de trabalho necessária para adquirir a cesta básica havia sido de 107 horas e 41minutos.

Tabela 2. Preços médios (em R$) dos alimentos da ração essencial. Em março de 2007.
Alimentos Campinas1
Carne (kg) 9,82
Leite (l) 1,32
Feijão (kg) 1,74
Arroz (5kg) 6,96
Farinha de trigo (kg) 1,23
Batata (kg) 1,21
Tomate (kg) 3,42
Pão francês (kg) 4,24
Café em pó (500g) 4,30
Banana (dz) 1,15
Açúcar refinado (kg) 1,17
Óleo de soja (900ml) 2,03
Manteiga (200g) 2,34
Nota: 1. Preços médios apurados pela PUC Campinas.

Tabela 3. Gasto mensal para aquisição da cesta básica. Março de 2007. Em R$.
Alimentos Quantidades Gasto mensal
Carne 6,0 quilos 58,92
Leite 7,5 litros 9,90
Feijão 4,5 quilos 7,83
Arroz 3,0 quilos 4,18
Farinha de trigo 1,5 quilo 1,85
Batata 6,0 quilos 7,26
Tomate 9,0 quilos 30,78
Pão francês 6,0 quilos 25,44
Café em pó 600 gramas 5,16
Banana 7,5 dúzias 12,94
Açúcar refinado 3,0 quilos 3,51
Óleo de soja 900 ml 2,03
Manteiga 750 gramas 8,78
Total 178,58

A Constituição determina que o salário mínimo deve atender às necessidades de uma família – 2 adultos e 2 crianças – em termos de alimentação, moradia, transporte, vestuário, saúde, educação, higiene, lazer e previdência. Segundo pesquisa do Dieese os gastos com alimentação correspondem a 35,71% das despesas de uma família. Com base nestas informações, e considerando que o trabalhador campineiro gasta R$ 178,58 para adquirir alimentos, então, o salário mínimo necessário para o trabalhador atender às necessidades de sua família deveria ser sido, em março, de R$ 1.500,25 equivalente a 4,29 vezes o salário mínimo vigente.

O Dieese, com base no maior custo da cesta básica no Brasil, no valor de R$ 192,94 e que no mês de março foi apurada em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, estimou o salário mínimo necessário para atender às necessidades das famílias brasileiras em R$ 1.620,89 equivalente a 4,63 vezes o mínimo vigente.

O comportamento dos preços dos alimentos em Campinas, no mês de março, está registrado na tabela 4. Verificamos que houve uma tendência generalizada de aumento nos preços. O produto que apresentou a maior alta foi o tomate (20,85%). Os aumentos nos preços do tomate e dos demais hortigranjeiros como banana (5,50%) e batata (2,54%) foram causados pelas fortes chuvas que prejudicaram a produção e a colheita. No que diz respeito ao tomate o consumidor está sofrendo com os preços altos e a qualidade ruim do produto. No que diz respeito a banana e a batata, apesar dos aumentos, os preços ainda podem ser considerados razoáveis para o consumidor final. Em r



Portal Puc-Campinas
12 de abril de 2007