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A cesta básica de Campinas, no mês de setembro de 2007, apresentou um custo médio de R$ 165,84 . Nos meses de agosto e julho o custo da cesta básica havia sido de R$ 164,28 e R$ 163,04 respectivamente. Portanto, o custo da cesta básica apresentou alta de 0,95% em setembro comparado com o mês anterior. Nos últimos três meses a cesta básica já acumula uma alta de 1,72%. Nas capitais da região Sudeste predominou, em setembro, a tendência de aumento no custo da cesta básica (Tabela 1). O custo da cesta básica em São Paulo, capital do Estado, calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em R$ 194,34 foi 17,19% superior ao custo da cesta básica em Campinas (Tabela 1). Esses dados constam da Cesta Básica realizada pelo Centro de Economia e Administração (CEA) da PUC-Campinas e que integra o Boletim Econômico da PUC-Campinas. A íntegra da pesquisa realizada pelo professor Cândido Ferreira da Silva Filho pode ser consultada no Portal PUC-Campinas – www.puc-campinas.edu.br/impensa, no link no Boletim Econômico.

Tabela 1. Custo (em R$) e variação mensal (em %) da cesta básica, setembro de 2007.

Municípios Campinas1 São Paulo2 Belo Horizonte2 Rio de Janeiro2 Vitória2 Goiânia2 Brasília2
Valor em R$ 165,84 194,34 180,57 187,95 179,95 159,28 176,57
Variação mensal (%) 0,95 0,67 2,84 3,19 4,29 2,24 0,20

Nota: 1. PUC Campinas.
2. Dieese.

Em setembro o custo da cesta básica foi de 43,64% do salário mínimo, nos meses de agosto e julho o custo da cesta básica correspondia a 43,23% e 42,91% respectivamente, do salário mínimo. Em outros termos, houve pequena redução no poder de compra do trabalhador de salário mínimo.

No que diz respeito à jornada de trabalho, no mês de setembro para adquirir a cesta básica era necessária uma jornada de 96 horas e 08 minutos, em agosto a jornada para adquirir a cesta básica havia sido de 95 horas e 07minutos e em julho foi de 94 horas e 24minutos. Portanto, a situação do trabalhador, principalmente daquele que possui uma renda próxima ao salário mínimo, sofreu pequena deterioração no último mês.

Na tabela 2 podemos verificar os preços médios dos itens que compõem a cesta básica de Campinas. O gasto mensal do trabalhador para adquirir cada um dos itens que fazem parte da ração essencial está relacionado na tabela 3.

Tabela 2. Preços médios (em R$) dos alimentos da ração essencial. Campinas-SP, meses de setembro, agosto e julho de 2007.

Alimentos setembro1 agosto1 julho1
Carne (kg) 9,43 9,30 9,21
Leite (l) 1,90 1,96 1,88
Feijão (kg) 2,33 1,96 1,92
Arroz (5kg) 6,60 6,26 6,53
Farinha de trigo (kg) 1,45 1,38 1,37
Batata (kg) 1,17 1,31 1,40
Tomate (kg) 1,63 1,71 1,59
Pão francês (kg) 4,11 4,08 4,15
Café em pó (500g) 4,12 3,99 4,08
Banana (kg) 1,17 1,19 1,18
Açúcar refinado (kg) 0,98 0,97 1,03
Óleo de soja (900ml) 2,06 2,02 2,00
Manteiga (200g) 2,38 2,21 2,18

Nota: 1. Preços médios apurados pela PUC Campinas.

A Constituição determina que o salário mínimo deve atender às necessidades de uma família – 2 adultos e 2 crianças – em termos de alimentação, moradia, transporte, vestuário, saúde, educação, higiene, lazer e previdência. Segundo pesquisa do Dieese os gastos com alimentação correspondem a 35,71% das despesas de uma família. Com base nestas informações, e considerando que o trabalhador campineiro gastou R$ 165,84 para adquirir os itens que fazem parte da cesta básica, então o salário mínimo necessário para o trabalhador atender às suas necessidades e de sua família deveria ter sido de R$ 1.393,22 equivalente a 3,67 vezes o salário mínimo vigente. O salário mínimo necessário para o trabalhador atender às suas necessidades e de sua família deveria ser sido, em agosto, igual a R$ 1.380,12



Portal Puc-Campinas
25 de outubro de 2007