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Inteligência Artificial amplia possibilidades de prevenção, diagnóstico e tratamento na saúde

Mesa do Campinas Innovation Week reuniu especialistas para discutir os impactos da IA na medicina e os caminhos para uma atuação cada vez mais personalizada e eficiente

Os avanços da Inteligência Artificial (IA) estão transformando diferentes áreas do conhecimento e, na saúde, já ampliam as possibilidades de prevenção, diagnóstico, predição de doenças e definição de tratamentos. Esses impactos foram discutidos durante a mesa “Inteligência Artificial: estamos preparados? As perguntas que definirão a saúde dos próximos anos”, realizada no Campinas Innovation Week, na sexta-feira (18).

O painel foi moderado por Pedro Carricondo (FCM Unicamp/FMUSP) e José Geraldo Romanello (Universidade Mackenzie) e contou com apresentações sobre diferentes aplicações da tecnologia. José Antônio Coelho Junior, da Wiz Benefícios, abordou a predição de saúde e a auditoria com IA; Gabriela Sá, do Living Lab SAS, tratou do uso da IA na saúde, do potencial ao impacto real; Sergio Dertkigil, da FCM Unicamp, discutiu a aplicação da inteligência artificial na radiologia, considerando o presente e as perspectivas futuras; e Leonardo O. Reis, da PUC-Campinas, apresentou inovações que estão mudando a medicina.

Para o Prof. Dr. Leonardo O. Reis, a evolução das ferramentas de IA tem contribuído para tornar processos mais rápidos e eficientes, além de permitir a análise de ambientes cada vez mais complexos. Na medicina, um dos principais potenciais está justamente na capacidade de integrar grandes volumes de informações e utilizá-las para antecipar resultados.

“Temos cada vez mais ferramentas mais eficientes e que estão tornando os processos mais eficientes e rápidos. E nos permitindo também lidar, interferir em ambientes mais complexos”, destacou.

Segundo Reis, a integração de diferentes dimensões de dados pode contribuir para uma medicina mais individualizada, permitindo antecipar resultados e auxiliar na identificação de tratamentos mais adequados para cada paciente.

“Nós temos conseguido integrar dados de várias dimensões, as diversas ômicas, por exemplo, em medicina. E, com isso, antecipar e prever resultados e identificar os melhores tratamentos para cada paciente. Uma abordagem mais individualizada, entre tantas outras possibilidades”, explicou.

Na PUC-Campinas

Além da discussão sobre as aplicações da IA na medicina, o professor comentou sobre o trabalho de inovação desenvolvido pela Universidade por meio do Mescla, o qual ele faz parte. De acordo com o professor, o hub tem desempenhado papel importante na articulação de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Segundo Reis, foram captados mais de R$ 20 milhões em projetos relacionados ao Instituto de Imunoncologia. As iniciativas incluem diferentes frentes de pesquisa e abrangem o Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Tumores Urogenitais, apoiado pelo CNPq e pela FAPESP.

“A PUC-Campinas tem, de forma notória, se desenvolvido de forma acelerada, continuamente, mas nos últimos meses e anos, de forma ainda mais intensa”, afirmou.



Carlos Giacomeli
18 de setembro de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/