
Estudantes do Map The System completam jornada com imersão nos estudos e na cultura inglesa
Grupo vencedor da etapa local foi a Oxford apresentar o trabalho e pode conhecer um pouco da cultura inglesa
Os estudantes Andressa Berto Gonçalves Ferreira, Lorenza Bonato De Almeida, Maria Clara Fernandes Gonçalves e Samuel Sousa Silva e a Profa. Dra. Camila Brasil, coordenadora do DRE (Departamento de Relações Externas) da PUC-Campinas, estiveram na Universidade de Oxford, na Inglaterra, para apresentar o trabalho vencedor da etapa local do programa Map The System. Ao todo, o processo contou com cerca de 300 estudantes e 49 professores em 71 trabalhos inscritos.
O trabalho, orientado pelo professor Me. Marcelo Rodrigues da Silva Torricelli, tem o tema “Quem sofre primeiro e se recupera por último: enchentes, calor extremo e desigualdade climática no Brasil urbano”. Ele recai sobre como a lógica do mercado imobiliário e a ausência de políticas públicas estruturadas ampliam a vulnerabilidade das populações periféricas diante das mudanças climáticas nas cidades brasileiras.
A etapa final do Map The System ocorreu entre os dias 9 e 12 de junho. As 48 equipes classificadas de todo o mundo estiveram presentes na Universidade de Oxford e foram recepcionados de forma especial. Os estudantes puderam conhecer os novos colegas de vários países e acompanhar projetos dos mais diversos.
Já no primeiro dia, tiveram contato com a cultura local e começaram a vivenciar uma experiência importante para a vida e a carreira de todos eles. “Foi muito interessante perceber como a estrutura universitária se integra à vida urbana. Em Oxford, universidade, cidade e moradores parecem existir de forma indissociável”, comentou Lorenza Bonato De Almeida.
Na Saïd Business School eles participaram do primeiro almoço em grupo. No período da tarde, os estudantes assistiram palestras. Fechando o dia, eles estiveram no coquetel de abertura, realizado na Divinity School.
No segundo dia, os estudantes mergulharam na metodologia de trabalho e apresentação para que tudo saísse bem na hora de trazer a explicação do trabalho em inglês para os participantes. “Inspirados pelos conteúdos apresentados, nos reunimos em equipe para discutir novas ideias, revisar nossa abordagem e aperfeiçoar nossa apresentação. Em seguida, participamos das sessões de prática, que foram fundamentais para refinar cada detalhe do trabalho. As orientações recebidas ao longo do dia fizeram toda a diferença, permitindo que chegássemos à versão final da apresentação muito mais consistente, segura e alinhada com a proposta do programa”, afirmou Maria Clara Fernandes Gonçalves.
Fundação Educar
Os estudantes fizeram questão de agradecer a Fundação Educar, parceira que viabilizou a viagem da equipe para o programa. “Ter a presença deles acompanhando nossa preparação foi motivo de grande alegria e honra para toda a equipe. Sentimo-nos valorizados e profundamente gratos pelo incentivo e pela confiança depositados em nosso trabalho. Conseguimos realizar uma apresentação dentro do tempo previsto e saímos satisfeitos com o resultado alcançado”, completou Maria Clara.
Apresentações
No dia das apresentações, as 48 equipes foram divididas em 6 salas diferentes, com as apresentações acontecendo de maneira simultânea. Segundo os estudantes, foi um momento de troca importante. “Todos os temas foram extremamente interessantes e abordagens muito diversas sobre problemas complexos”, afirmou Samuel Sousa Silva. “Quando chegou a nossa vez, deu tudo certo! Conseguimos apresentar de forma fluida, exatamente como havíamos ensaiado nos treinos e dias anteriores”, completou.
A equipe não esteve entre as finalistas, mas teve a oportunidade de acompanhar o dia final de apresentações e participar de mais um momento importante de troca entre equipes de outros países. “Foi uma experiência enriquecedora. Cada projeto trouxe perspectivas diferentes e nos permitiu compreender ainda mais a diversidade de ideias presentes na competição, além de mostrar o alto nível do evento. Tudo o que vimos e aprendemos certamente contribuirá para que a participação brasileira nas próximas edições seja ainda mais forte”, disse Andressa Berto Gonçalves Ferreira.
Hora de conhecer mais sobre o país
Depois do trabalho, teve também, claro, momentos de conhecer mais a cultura, os espaços e a culinária do país. “Oxford é apaixonante, uma cidade cheia de história, belas paisagens e onde é possível fazer quase tudo caminhando. Cada um conheceu a cidade a sua maneira, o Samuel e eu, por exemplo, conhecemos os tradicionais colleges que foram cenário para os filmes de Harry Potter e subimos na torre mais alta da cidade, uma vista de tirar o folego”, afirma Andressa.
“Mas o momento mais marcante do dia foi o mais singelo, como deveria ser, quatro jovens na cozinha da acomodação, tomando sorvete, conversando sobre a semana que havíamos acabado de viver. Relembramos os melhores momentos, rimos das situações mais improváveis e percebemos que aquele passado ainda era tão presente quanto as malas que estavam para serem feitas nos quartos”, completou a aluna.
Antes de retornar ao Brasil, o grupo teve a experiência de conhecer Londres e sua beleza icônica.
E toda essa experiência foi retratada no diário do grupo, que pode ser conferido no Blog do Map The System, que conta com textos, galeria de fotos e também vídeo. Clique aqui para acessar.
Saldo
Para a professora Camila Brasil, a experiência superou as expectativas. “Por mais esperássemos que fosse uma experiência muito legal para os estudantes, superou as nossas expectativas, porque os nossos alunos foram super comunicativos, conversaram com outros estudantes das outras universidades, conheceram pessoas, participaram com afinco de todas as atividades que foram propostas, eles realmente aproveitaram a oportunidade”, comentou. “A troca de experiências, de vivências, de conteúdos, as palestras que foram oferecidas pelo próprio programa do Map the System também foram muito boas. Estiveram presentes nomes importantes, ativistas, para falar sobre comunicação, sobre liderança para a mudança. Realmente superou nossas expectativas, que já eram altas”, completou a docente.
Map The System
Realizado pelo Skoll Centre for Social Entrepreneurship, da Universidade de Oxford, o Map the System é uma das mais importantes competições internacionais voltadas ao pensamento sistêmico. O programa incentiva estudantes a investigarem problemas sociais complexos, identificando suas causas estruturais e relações interdependentes, antes de propor soluções.
Confira aqui como foi a etapa de classificação e os preparativos junto à Fundação Educar. Antes da viagem, eles também foram recebidos pelo Reitor da PUC-Campinas, Prof. Dr. Victor de Barros Deantoni, confira aqui.
Fotos: divulgação e Fisher Studios










