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Projeto Map The System recebe inscrições de quase 300 estudantes

Programa internacional voltado à análise de problemas complexos mobiliza todas as áreas do conhecimento e reforça a interdisciplinaridade na Universidade

A PUC-Campinas alcançou um expressivo número de inscritos na edição mais recente do Map the System, iniciativa internacional de aprendizagem e pesquisa que estimula estudantes a analisarem, de forma aprofundada, desafios sociais e ambientais. Ao todo, 71 grupos foram formados, reunindo 297 alunos e 49 professores orientadores, em um movimento que envolveu todas as Escolas da Universidade, incluindo cinco grupos de Programas de Pós-Graduação (PPGs).

Criado pelo Skoll Centre, da Universidade de Oxford, o Map the System se diferencia de competições tradicionais de inovação por priorizar a análise crítica dos problemas, e não apenas a proposição de soluções. A proposta é desenvolver o pensamento sistêmico, incentivando os participantes a identificar causas estruturais, relações de poder e dinâmicas complexas que sustentam questões sociais e ambientais.

Alto engajamento

Segundo a Profa. Dra. Camila Brasil Gonçalves Campos, coordenadora do Departamento de Relações Externas (DRE) da PUC-Campinas, o engajamento registrado na Universidade evidencia tanto a relevância do tema quanto a aderência da proposta aos princípios institucionais.

“O Map the System é amplamente reconhecido e tem sido muito relevante, porque traz uma discussão sobre pensamento sistêmico, ou seja, como fazemos mudanças nos sistemas para conseguir resultados melhores em problemas complexos. São problemas do mundo: sociais, ambientais, e ele traz uma carga teórica importante para isso”, explica.

Outro destaque da edição foi o caráter interdisciplinar dos grupos: 18 equipes foram formadas por estudantes de diferentes cursos e áreas do conhecimento. Para a professora, esse aspecto reforça, na prática, a essência do projeto.

“O que foi muito legal aqui na PUC-Campinas é que todas as áreas do saber se envolveram. Temos quase 300 alunos de todas as escolas participando e grupos mistos entre áreas. Isso promove, já na prática, a ideia do pensamento sistêmico, que é a interdisciplinaridade. Para problemas complexos, precisamos de várias abordagens”, afirma.

O processo de participação envolve etapas progressivas. Inicialmente, os estudantes submetem um pré-projeto. Em seguida, passam por uma trilha de aprendizagem, incluindo um treinamento oficial sobre pensamento sistêmico oferecido pela organização do programa em Oxford. Agora, os grupos têm até o dia 30 de abril para entregar a pesquisa final, que inclui um relatório escrito e um mapa ou diagrama do sistema analisado.

Após essa fase, os trabalhos serão avaliados por uma banca composta por professores que não participaram da orientação. Os seis melhores grupos avançam para a etapa oral, na qual deverão apresentar suas análises em inglês, em exposições de até 10 minutos.

A equipe vencedora será indicada para representar a PUC-Campinas na etapa global do Map the System, realizada anualmente na Saïd Business School, em Oxford. A fase internacional reúne participantes de universidades de diversos países e inclui apresentações para especialistas, workshops, atividades de networking e premiações, além de uma imersão acadêmica em ambiente global.

Para a coordenadora, o alto número de inscritos e a diversidade dos grupos demonstram não apenas o interesse dos estudantes, mas também a coerência da proposta com a formação oferecida pela Universidade. “Isso é um sucesso muito grande e mostra a coerência do programa com os valores da PUC-Campinas, com a formação integral”, conclui.



Carlos Giacomeli
28 de abril de 2026