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PUC-Campinas e Prefeitura Municipal de Jundiaí realizam o 2º “Workshop RESFRIA”

As inscrições para a palestra e a mesa-redonda que serão realizadas já estão abertas

Atividade prática do Projeto RESFRIA, com a participação de representantes do PPG em Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas, da Prefeitura Municipal de Jundiaí e da comunidade local.

A PUC-Campinas e a Prefeitura Municipal de Jundiaí promovem, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, a 2º edição do “Workshop RESFRIA: Pesquisas e Políticas Públicas para o Resfriamento Urbano”, em que será discutido o “Projeto RESFRIA – Estratégias de Resfriamento Urbano para o Aumento da Habitabilidade em Cidades: Estudo de Caso em Jundiaí – SP”, financiado pelo Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Nos dias 9 e 12 de fevereiro, serão realizadas uma palestra e uma mesa-redonda, respectivamente. As inscrições já estão abertas e podem ser efetivadas clicando-se aqui.

Ao todo, a programação incluirá atividades abertas ao público e também reuniões técnicas internas da equipe do RESFRIA, que é vinculado ao Programa de Pós-Graduação (PPG) em Sistemas de Infraestrutura da PUC-Campinas, para a discussão dos avanços do projeto, além de atividades de campo e coleta de dados in loco voltadas ao reconhecimento do território de Jundiaí.

Ainda durante o evento, serão divulgados resultados e desenvolvimentos voltados à realidade urbana do município, com os pesquisadores, gestores públicos, estudantes de pós-graduação e graduação, técnicos e a comunidade procurando integrar esta realidade urbana à produção científica e a gestão pública na construção de conhecimentos e de soluções para a melhoria da qualidade de vida nas cidades, visando contribuir para discussões qualificadas e trocas de experiências no sentido de integrar pesquisa e políticas públicas para o desenvolvimento de cidades mais resilientes às mudanças climáticas.

Palestra e mesa-redonda
A palestra que acontece na próxima segunda-feira, dia 9 de fevereiro, às 18h, no Espaço Mescla, localizado no Campus I da PUC-Campinas, será “Avanços do Projeto RESFRIA e Experiências Internacionais em Estratégias de Resfriamento Urbano”.

Participarão deste encontro, a coordenadora do RESFRIA, Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto, docente do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Sistemas de Infraestrutura Urbana e das Faculdades de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas; os pesquisadores Dra. Gloria Pérez Álvarez-Quiñones e Dr. Fernando Martín-Consuegra Avila, ambos do Instituto de Ciencias de la Construcción Eduardo Torroja (em tradução livre para o português, Instituto de Ciências da Construção Eduardo Torroja (IETcc)), de Madri, na Espanha; a pesquisadora Dra. Noelia Liliana Alchapar, do Instituto de Ambiente, Hábitat y Energía – Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (INAHE-CONICET) (em tradução livre para o português, Instituto de Meio Ambiente, Habitat e Energia – Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica), da Argentina; o Prof. Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima, diretor de Meio Ambiente da Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA) da Prefeitura de Jundiaí e gestor responsável pelo RESFRIA; a Profa. Dra. Lia Toledo Moreira Mota e o Prof. Dr. Marcius Fabius Henriques de Carvalho, docentes e pesquisadores do PPG em Sistemas de Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas; a arquiteta Sylvia Angelini, servidora da Prefeitura de Jundiaí, que atuou na concepção e implementação dos programas “Hortas Públicas”, “Pé de Árvore” e “Jardim de Chuva”, que são políticas públicas em execução no município paulista e que estão relacionadas ao RESFRIA; além de alunos de pós-graduação, membros do projeto, gestores públicos, pesquisadores e integrantes da comunidade externa.

Os pesquisadores do PPG em Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas durante visita ao Instituto de Ciencias de la Construcción Eduardo Torroja (em tradução livre para o português, Instituto de Ciências da Construção Eduardo Torroja), de Madri, na Espanha. Na ocasião, eles foram recebidos pelos pesquisadores Dra. Gloria Pérez Álvarez-Quiñones (quarta da esquerda para a direita) e Dr. Fernando Martín-Consuegra Avila (primeiro da direita para a esquerda).

A ideia é de apresentar o Projeto RESFRIA, abordando os seus objetivos, a sua metodologia e a sua articulação com as políticas públicas de Jundiaí para o enfrentamento do aquecimento urbano, com os já mencionados pesquisadores internacionais parceiros também apresentando as suas linhas de pesquisa e experiências em estratégias de resfriamento urbano.

A mesa-redonda, por sua vez, acontecerá na próxima quinta-feira, dia 12 de fevereiro, às 14h, no Auditório do Paço Municipal de Jundiaí, localizado na Avenida da Liberdade, s/nº, no Jardim Botânico, e mostrará os avanços do Projeto RESFRIA na cidade e a sua interface com as políticas públicas locais.

Participarão deste encontro, a Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto; o Prof. Dr. Fernando Martín-Consuegra Avila; a Profa. Dra. Gloria Pérez Álvarez-Quiñones; a pesquisadora Dra. Noelia Liliana Alchapar; o Prof. Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima; a Profa. Dra. Lia Toledo Moreira Mota; o Prof. Dr. Marcius Fabius Henriques de Carvalho; e a arquiteta Sylvia Angelini.

Sobre o RESFRIA
Aprovado pela FAPESP por meio do edital do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP), o RESFRIA é um projeto de pesquisa cujo início se deu em agosto de 2024, com duração de três anos, com término previsto para agosto de 2027.

A equipe do Projeto RESFRIA, que conta com a Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto como coordenadora (em pé, ao centro) e tem como gestor responsável o Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima (o primeiro da direita para a esquerda), diretor do Departamento de Meio Ambiente de Jundiaí, durante reunião técnica na Prefeitura do município.

O seu principal objetivo é analisar as alterações climáticas no município de Jundiaí e contribuir para o delineamento de cenários e a avaliação de estratégias de resfriamento urbano, voltadas à mitigação do aquecimento urbano. Os avanços científicos gerados pelo projeto buscam subsidiar o governo local no fortalecimento de políticas públicas, com foco na redução do calor urbano e no aumento da habitabilidade da cidade.

De acordo com a sua coordenadora, a Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto, o projeto atua na interface entre ciência, planejamento urbano e políticas públicas, estruturando as suas ações a partir da análise de Políticas Públicas em Execução (PEX) e de Políticas Públicas em Construção (PCO).

Ela explica que “no âmbito das Políticas Públicas em Execução (PEX), o projeto está avaliando quatro políticas implementadas no município de Jundiaí: o ‘Plano de Bairro’, o ‘Programa Hortas Públicas’, o ‘Programa Pé de Árvore’ e o ‘Programa Jardim de Chuva’, enquanto que na esfera das Políticas Públicas em Construção (PCO), a temática abordada são as ‘Diretrizes e Estratégias de Enfrentamento das Mudanças Climáticas’, com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas públicas integradas, baseadas em evidências científicas e alinhadas às especificidades do território.

Equipe do projeto e apoio da FAPESP
Além da Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto como coordenadora, a equipe conta ainda com dois pesquisadores do PPG em Sistemas de Infraestrutura Urbana: os professores Dr. Marcius Fabius Henriques de Carvalho e a Dra. Lia Toledo Moreira Mota. O gestor responsável é o Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima, diretor do Departamento de Meio Ambiente de Jundiaí. Também é pesquisadora do projeto a servidora pública e arquiteta Sylvia Barbosa Angelini.

Diversos sensores foram instalados em pontos estratégicos de Jundiaí para monitorar a temperatura, umidade e outros fatores que influenciam o clima urbano. Essas medições permitem a análise da relação entre o ambiente urbano e as variações climáticas, complementadas por estações meteorológicas e pontos fixos de coleta de dados.

O projeto, como já dito, conta com apoio da FAPESP e inclui bolsas de mestrado, pós-doutorado e técnicas, além de recursos para a aquisição de equipamentos, custeio de visitas técnicas de pesquisadores internacionais, visitas de pesquisadores locais a institutos internacionais e deslocamentos para atividades técnicas e de campo no município de Jundiaí.

“O Projeto RESFRIA ainda está em andamento, mas já apresenta potencial de expansão à medida que a associação com a Prefeitura de Jundiaí se fortalece. A metodologia foi desenvolvida de forma a permitir adaptações, possibilitando futuras ampliações, tanto no próprio município, quanto em outros municípios, por meio de novas parcerias e projetos”, comenta a professora Cláudia.

Ela continua dizendo que “o projeto também contempla um plano de comunicação e integração que visa promover o diálogo contínuo entre pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, técnicos, gestores públicos e a comunidade local, ampliando o acesso às informações sobre a sua evolução e estimulando o debate público sobre o resfriamento urbano”.

Justiça climática
Por fim, a coordenadora do projeto ressalta que o RESFRIA atua no campo da chamada “justiça climática”. O conceito designa a necessidade de se equilibrar a distribuição dos impactos das mudanças climáticas entre toda a sociedade, minimizando-os em relação as populações vulneráveis (pobres, negros, indígenas, periféricos e outras), que são as que menos contribuem para tais alterações, mas que são as mais atingidas por elas.

A ideia é uma abordagem ética e política que emerge como uma evolução da justiça ambiental e que visa promover a reparação histórica, a equidade social e o financiamento de países ricos para a adaptação de países em desenvolvimento, ao avaliar a vulnerabilidade ao calor urbano e subsidiar políticas públicas orientadas à equidade territorial.



Daniel Bertagnoli
6 de fevereiro de 2026