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Roberto Soboll assume liderança do Mescla com foco em inovação, inteligência artificial e conexão com a sociedade

Novo diretor executivo do hub de inovação da PUC-Campinas chega com experiência no setor de tecnologia e atuação em ciência, tecnologia e inovação

O Mescla, hub de inovação da PUC-Campinas, tem um novo diretor executivo. Roberto Soboll assume a liderança do espaço com a missão de ampliar a conexão entre a Universidade, empresas, governo e sociedade e preparar o ambiente para os novos desafios impostos pelo avanço acelerado das tecnologias, especialmente da inteligência artificial.

Especialista no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Soboll construiu sua carreira em empresas da área e, nos últimos oito anos, atuou como gestor de um Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT). Também teve participação no Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI) e no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), experiências que contribuíram para sua atuação em liderança, gestão estratégica, transformação de negócios e políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

À frente do Mescla, Soboll encontra um ambiente que, desde sua abertura, em fevereiro de 2020, vem trabalhando para aproximar a Universidade da sociedade por meio da tecnologia, da inovação aberta, do empreendedorismo e da pesquisa aplicada. Atualmente, fazem parte do espaço laboratórios como FabLab, filiado ao MIT, AIoT, Cibersegurança e LiSi (Informática em Saúde e Inovação). O Mescla também integra o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), além de atuar como ambiente de inovação e Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Universidade.

Para o novo diretor executivo, o momento exige uma preparação para uma verdadeira inflexão tecnológica. O avanço da inteligência artificial generativa, associado ao crescimento da capacidade computacional, está modificando processos de produção científica, desenvolvimento de produtos e criação de soluções, além de impulsionar aplicações de Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial. Nesse cenário, Soboll considera a inovação um dos principais indutores do desenvolvimento.

A proposta para o Mescla está baseada em quatro grandes frentes: transferência tecnológica; empreendedorismo; capacitação; e apoio a empresas e governo. A ideia é atuar desde a geração e transferência de conhecimento e oferta de infraestrutura laboratorial até a capacitação de profissionais, apoio a startups e desenvolvimento de soluções para desafios reais de empresas e órgãos públicos.

Dentro dessa estratégia, o Mescla deverá ampliar sua atuação também na área de inteligência artificial. Para 2027, está prevista a chegada do AI.VOS – Centro de Inovação Aberta em Inteligência Artificial, que terá mais de 6 mil metros quadrados e contará com computador de alta performance. A estrutura deverá apoiar empresas na adoção de IA, além de oferecer capacitações, ambientes de experimentação e espaços para estudos relacionados à tecnologia.

“Os impactos da IA GEN, apesar de serem universais, estão sendo endereçados mais lentamente por empresas em que as tecnologias da informação são meio e não fim delas. E são estas as empresas e órgãos em que a PUC-Campinas deve focar, pela sua competência acadêmica, capacitando profissionais e através do AI.VOS, permitir residência tecnológica e compartilhamento de infraestrutura, permitindo a geração de provas de conceito.”— Roberto Soboll, diretor executivo do Mescla

Outro conceito central apresentado por Soboll é o de um ciclo virtuoso entre Universidade e sociedade. Para ele, o Mescla deve funcionar como um eixo capaz de levar o conhecimento e a infraestrutura da PUC-Campinas para a sociedade e, ao mesmo tempo, fazer com que os desafios encontrados fora da Universidade retornem para o ambiente acadêmico, alimentando novos conhecimentos, pesquisas e soluções.

2027
é o ano em que o AI.VOS começará a funcionar na PUC-Campinas

Nesse modelo, estudantes, empresas, governo e demais atores do ecossistema de inovação têm papéis complementares. Os alunos contribuem para a renovação do ecossistema e desenvolvem competências práticas em ambientes reais de inovação. As empresas podem apresentar desafios de negócio e ter acesso a talentos, pesquisa aplicada e novas tecnologias. Já o governo e outros atores da sociedade podem utilizar o Mescla como espaço de articulação, colaboração, networking, inovação aberta e desenvolvimento de soluções em áreas como saúde, sustentabilidade e educação.

Soboll também aponta oportunidades para potencializar a atuação da PUC-Campinas como parque tecnológico, com a presença de startups, desenvolvimento de novas tecnologias, ambientes de experimentação e demonstração de produtos e serviços ainda em fase de prototipagem. A chegada do AI.VOS deverá ampliar essas possibilidades. A proposta é ampliar a geração de valor, estimular a colaboração e preparar pessoas, empresas e instituições para as oportunidades futuras proporcionadas pela transformação tecnológica.

Confira a entrevista com o novo diretor executivo:

Entrevista
Roberto Soboll
Diretor executivo do Mescla

Roberto Soboll, poderia falar um pouco da sua jornada até chegar a PUC-Campinas?
Construí minha carreira em tecnologia da informação, trabalhando em empresas do setor, sendo os últimos 8 anos como gestor de um ICT (instituto de pesquisa de ciência e tecnologia). Também tive a oportunidade de participar do CATI (Comitê da Área de Tecnologia da Informação) e do CCT (Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia).

Qual é a visão que o senhor tem para o Mescla? O que ele representa para a Universidade e para o ecossistema da região?

Aberto em fevereiro de 2020, o Mescla representa uma importante iniciativa da PUC-Campinas em conectar a universidade com a sociedade, levando tecnologia e promovendo a inovação aberta. Nestes 6 anos o Mescla se destacou como um hub de inovação, através de seus laboratórios e programas de empreendedorismo. Somos hoje parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos SPTec e NIT (Núcleo de Inovação Tecnológica) da universidade.

Quais os pilares que devem nortear os trabalhos no Mescla?
São quatro as ofertas principais de Mescla: a Transferência Tecnológica, desenvolvendo tecnologias e provendo infraestrutura laboratorial; o Empreendedorismo, capacitando os alunos, provendo mentoria e suporte e disponibilizando ambientes de coworking. Vamos da ideação para o scaleup; a Capacitação, com oportunidades de residência tecnológica e reskillig / upskilling em áreas críticas potencializando nosso catálogo de Educação Continuada, Pós-Graduação e Mestrado Professional; e o Apoio a empresas e governo, no suporte a desafios tecnológicos, desenvolvimento novas tecnologias, espaços para experimentação e locação, e desenvolvimento de estudos e gestão de projetos.

Poderia falar um pouco dessa atuação com estudantes, empresas, governo e sociedade?

O Mescla está preparado para atender diferentes públicos: para os alunos, que tem o papel de renovação do ecossistema e trazem junto, seu potencial empreendedor, o Mescla os prepara para era exponencial, desenvolvendo competências práticas, vivência de empreendedorismo e oportunidades profissionais em ambientes reais de inovação! Para empresas, com seus desafios reais, Mescla se propõe resolver estes desafios de negócio por meio de inovação, com acesso a talentos, pesquisa aplicada e novas tecnologias. Para o governo e demais atores da sociedade, na oferta de fomentos, articulação institucional e definição e uso de políticas públicas, o Mescla provê a conexão de atores do sistema de inovação gerando colaboração, networking e inovação aberta. Também participa na geração de soluções para problemas relevantes em áreas como saúde, sustentabilidade e educação.

Um conceito importante trazido pelo senhor é que o Mescla deve ser o eixo de um ciclo virtuoso. Poderia falar sobre essa mecânica?

Pressionados pela rápida evolução da IA Gen, estimulando aumento da capacidade computacional – HPCs, vemos mudanças no processo de se fazer ciência, no desenvolvimento de produtos e de soluções, e um impulso em IOT e aplicações usando IA.

A sociedade vive um momento de inflexão tecnológica e precisamos estar preparados para isto. Inovação passa a ser o principal indutor de desenvolvimento para nós.

Nosso desafio é preparamos o Mescla para esta nova realidade, tornar fluida a relação academia e sociedade, gerando valor, conectando a PUC-Campinas com os desafios futuros do ecossistema de inovação, através do conhecimento, da capacitação humana e de sua infraestrutura – de pesquisa, de laboratórios e de coworking.

Cabe ao Mescla ser um eixo que leva o valor da PUC-Campinas para a sociedade, e através desta interação alimente a Universidade, criando um círculo virtuoso de conhecimento, alinhando demanda e oferta, gerando valor.

Outro ponto importante que o senhor tem dado destaque é a fase de maturação do ambiente. O que significa essa condição, na prática?
Os impactos da IA GEN, apesar de serem universais, estão sendo endereçados mais lentamente por empresas em que as tecnologias da informação são meio e não fim delas. E são estas as empresas e órgãos em que a PUC-Campinas deve focar, pela sua competência acadêmica, capacitando profissionais e através do AI.VOS, permitir residência tecnológica e compartilhamento de infraestrutura, permitindo a geração de provas de conceito.

Existe uma busca por gerar valor em tudo que é feito aqui, também de olho no futuro. O que o senhor poderia falar sobre isso?
O potencial da PUC-Campinas é muito grande. Quanto mais conectados estivermos com a sociedade na transferência tecnológica, mais presentes junto aos desafios reais de empresas e nas discussões de políticas, maior será e nossa visão de futuro do ecossistema de inovação e maior será a nossa capacidade de estarmos preparados para resposta de maior valor.

A PUC-Campinas é um parque tecnológico. Como fazer para potencializar essa chancela?
São várias possibilidades e oportunidades para empresas terem presença no Mescla. Desde residência de startups, recebendo mentoria e suporte para scaleup, bem como áreas de desenvolvimento de empresas envolvidas em projetos de desenvolvimento de novas tecnologias. Uma outra oportunidade são os ambientes de experimentação e demonstração de novas tecnologias, trazendo modelos de implementação de produtos e serviços ainda em fase de prototipagem. Tudo isto pode ser ainda potencializado com a entrada do AI.VOS.

Falando então do AI.VOS em funcionamento. O que o senhor pensa para esse novo espaço?
Para 2027, teremos o AI.VOS, um Centro de Inovação Aberta em Inteligência Artificial. Com mais de 6 mil m2 de área e através de um computador de alta performance, iremos suportar a adoção de IA em empresas, capacitações, ambientes, de experimentação e estudos no contexto IA.

Outro ponto que o senhor tem dado relevo é a integração do Mescla com a Universidade. Como isso pode ser potencializado?
Juntos, vamos levar nosso conhecimento à sociedade, apoiando e valorizando as pessoas e promovendo a inovação, que, aliada à colaboração, se torna a chave para explorar futuras oportunidades em tecnologia.


Carlos Giacomeli
13 de agosto de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/