
PUC-Campinas recebe diretor de restauro de instituto de Florença, na Itália
Professor Lorenzo Casamenti, diretor de Restauro do Instituto de Arte Lorenzo D’Medici, foi responsável por projetos importantes, incluindo a Capela Sistina
A PUC-Campinas recebeu nesta quarta-feira (22), o professor Lorenzo Casamenti, diretor de Restauro do Instituto de Arte Lorenzo D’Medici, de Florença, na Itália. ele esteve acompanhado de Rose Carvalho e Vivi Pavarini, também envolvidas com o tema. Em passagem pelo Brasil, o especialista esteve reunido com representantes da Faculdade de Arquitetura da Universidade e do Museu Universitário para iniciar um diálogo voltado à construção de futuras parcerias acadêmicas e institucionais.

Docentes da Universidade falaram sobre a estrutura da PUC-Campinas
Estiveram na reunião o Museólogo responsável pelo Museu Universitário da PUC-Campinas, Rodrigo Luiz dos Santos; a Diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Profa. Dra. Ana Paula Giardini Pedro; e a docente especialista no tema, a Profa. Dra. Ana Paula Farah, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
A visita ocorre em um contexto de interesse mútuo no desenvolvimento de projetos na área de restauro e conservação do patrimônio.
Reconhecido internacionalmente
Casamenti atua em projetos de preservação de grande relevância e integra equipes envolvidas em intervenções históricas, como o restauro da Capela Sistina, no Vaticano. Atualmente, também é o responsável pelo restauro do patrimônio da Ilha de Páscoa, no Chile, próximo destino de sua agenda internacional após a passagem pelo Brasil.
Durante a conversa, o professor apresentou a filosofia de trabalho do instituto italiano, que atua há cerca de 50 anos na formação de restauradores com foco acadêmico e prático. Segundo ele, a proposta da instituição está centrada na difusão do conhecimento e da cultura. “O que queremos é levar cultura”, afirmou.

Professor explicou sobre o trabalho realizado no Instituto, em Florença
O diretor destacou que o modelo adotado envolve a participação de estudantes em projetos reais de restauro ao redor do mundo, incluindo países como Índia, Nepal, Argentina e a Ilha de Páscoa, onde a instituição atua há 15 anos na restauração dos moais (estátuas gigantes de pedra, esculpidas pelo povo Rapanui entre 1250 e 1500 na Ilha de Páscoa, Chile). “Se você vai como turista, vê tudo superficialmente. Mas, quando entra na arte, começa a entender como aquela obra nasceu, como foi feita”, explicou.
Casamenti também ressaltou a importância da evolução técnica na área, que hoje exige conhecimento científico e análise detalhada dos materiais. “É preciso fazer pouco, mas com grande profissionalismo”, disse.
Aproximação entre Instituições
O professor classificou como muito positivo o encontro e acenou para estreitamento de relações entre as instituições. “O encontro que tivemos hoje foi fantástico pelas pessoas que conhecemos, mas também foi de um interesse realmente global, tanto para o nosso instituto de arte e cultura em Florença, o Instituto Lorenzo de’ Medici, quanto para a Universidade”, disse. “Certamente podemos encontrar uma forma de estabelecer uma forma de trabalharmos juntos”, concluiu Casamenti.
Para Rodrigo Luiz dos Santos, a valorização da ciência e a oportunidade de diálogo foram pontos fundamentais abordados no encontro. “A visita do professor Lorenzo Casamenti representa uma oportunidade relevante de diálogo técnico no campo da conservação e do restauro. Identificamos convergências importantes, sobretudo na articulação entre ciência, técnica e formação, o que abre perspectivas futuras de cooperação entre as instituições”, afirmou o responsável pelo Museu Universitário.
Para as docentes da Faculdade de Arquitetura, o contato foi muito produtivo. “Esse encontro é muito valioso porque ele abre perspectivas importantes. O Instituto Lourenço D’Medici, com a experiência, com a expertise que eles, abre possibilidades de aproximação e construção de projetos e de cursos que abrangem toda a Universidade”, explicou a Profa. Dra. Ana Paula Pedro.
“É importante eles virem nos procurar para essa conversa. Isso demonstra a importância do know-how que a PUC-Campinas tem na América do Sul. Creio que estamos iniciando uma possibilidade muito profícua para a Universidade”, afirmou a Profa. Dra. Ana Paula Farah.

