
Programa esportivo da Faculdade de Jornalismo transforma estudantes em protagonistas da produção audiovisual ao vivo
Produção é transmitida ao vivo pelo YouTube, às terças-feiras, 20h45
Os estudantes do curso de Jornalismo da PUC-Campinas mergulham no universo esportivo com o programa Ponto de Partida, criado por eles e supervisionado pelo professor Dr. Rogério Eduardo Rodrigues Bazi. Produzido como atividade extracurricular, o programa esportivo é transmitido ao vivo pelo canal da Faculdade de Jornalismo no YouTube e coloca os alunos no centro de todas as etapas de uma produção audiovisual.
A produção
Exibido semanalmente às terças-feiras, às 20h45, diretamente do Laboratório de Imagem e Som da Universidade (LabIS), o projeto reúne estudantes dos períodos da manhã e da noite, principalmente do terceiro ano, interessados em discutir o universo esportivo para além do futebol.
“O Ponto de Partida é um programa com a finalidade de discutir o mundo esportivo, e não somente o futebol. Os alunos têm a responsabilidade de produzir e refletir sobre os esportes, assumindo funções que vão desde a direção do programa até a apresentação, comentários, edição e gestão das redes sociais”, explica Bazi.
A iniciativa nasceu da demanda dos próprios estudantes, que buscavam mais oportunidades para atuar na cobertura esportiva. A partir desse interesse, o professor lançou um desafio: o programa sairia do papel se os alunos desenvolvessem um projeto consistente.
“Houve a gravação de um piloto e a construção de uma proposta completa. Eles demonstraram que o programa era viável editorial e comercialmente, montaram toda a estrutura e dividiram as funções. Só depois disso começamos as transmissões”, relembra.
Atualmente, cerca de 18 estudantes participam da produção, atuando em funções como direção, produção, apresentação, operação de câmera, edição e gerenciamento das redes sociais.
Para o estudante Gabriel Rosa, a vivência prática tem sido um dos principais diferenciais da atividade extracurricular. “Tem sido uma atividade muito educativa, porque nos coloca dentro da vivência de um programa real e de todos os processos que o envolvem. É um aprendizado constante”, afirma.
Interação com o público
Com duas partes e duração média de 30 minutos, o programa já está em sua sexta edição e vem conquistando a participação do público. Segundo o professor, o engajamento da audiência tem sido um dos principais indicativos do sucesso da iniciativa. “A audiência está começando a se engajar. As pessoas interagem pelo chat do YouTube e, recentemente, uma criança passou a enviar desenhos inspirados no programa. Isso mostra que estamos criando uma conexão real com o público”, destaca Bazi.
A interação com os espectadores também é percebida pelos estudantes. “O público tem sido bastante participativo desde o início das transmissões. Além do chat ao vivo, fazemos postagens no Instagram para interagir com quem nos acompanha, e a resposta tem sido muito positiva”, comenta Gabriel.
Aprendendo na prática
O estudante Pietro Maggri destaca que o projeto vai além da prática jornalística e fortalece o trabalho em equipe. “Aprendemos diariamente uns com os outros. Além de amigos, somos colegas de trabalho, então desenvolvemos muito a capacidade de lidar com o coletivo. Também aprendemos sobre agenda, cronogramas, equipamentos e toda a parte técnica da produção”, explica.
Segundo ele, a experiência diante das câmeras também contribui para o desenvolvimento profissional. “Estamos constantemente evoluindo em linguagem, expressão corporal, postura e desenvoltura. É uma oportunidade muito enriquecedora.”
Para os estudantes, um dos maiores desafios é acompanhar o dinamismo do noticiário esportivo e definir pautas relevantes a cada edição. “As pautas mudam muito de um programa para outro, então encontrar temas interessantes exige atenção constante. Mas tem sido uma experiência muito mais de aprendizado do que de dificuldades”, ressalta Gabriel Rosa.
O ambiente de produção ao vivo exige organização, planejamento, domínio técnico e capacidade de tomada de decisão. “Eles exercem a função de jornalistas dentro de um estúdio, colocando em prática tudo o que aprendem no dia a dia. É uma experiência que os aproxima da realidade do mercado e contribui significativamente para a formação profissional”, afirma Bazi.
Embora ainda esteja em fase experimental, o projeto já se prepara para um novo momento. No segundo semestre, a equipe iniciará uma etapa de aperfeiçoamento, com ajustes técnicos, melhorias de cenário, aprimoramento dos conteúdos e desenvolvimento de novos formatos audiovisuais.
“Agora, eles estão entendendo todo o processo. A próxima fase será de aperfeiçoamento, eliminando algumas arestas técnicas e editoriais. O mais importante é que eles têm conteúdo, e isso tem mostrado à audiência que vale a pena acompanhar o programa”, avalia o professor.
Além de estimular a prática jornalística, a iniciativa busca aproximar os estudantes das novas dinâmicas do mercado de comunicação, especialmente dos canais de streaming e das produções digitais.
“A ideia é que esse tipo de atividade funcione como um trampolim. Queremos que profissionais e veículos enxerguem esses alunos, reconheçam o talento deles e percebam o potencial que existe nessas produções”, ressalta o diretor.
Para Pietro Maggri, o programa representa a realização de um sonho para a equipe. “Estamos realizando o sonho de ter nosso próprio programa de jornalismo esportivo. Além do aprendizado, construímos um portfólio que pode abrir portas no mercado de trabalho.”
Mais iniciativas
O programa esportivo integra uma nova fase das atividades extracurriculares do curso de Jornalismo da PUC-Campinas. Entre as novidades está também o programa 20 & Tantos, produzido exclusivamente por estudantes mulheres e dedicado a temas ligados ao universo feminino.
“Esses projetos inauguram uma nova perspectiva para as atividades extracurriculares do curso. Queremos que os alunos compreendam como é trabalhar em um canal de streaming ou em uma produção audiovisual, sempre com a expectativa de que o mercado reconheça esse trabalho e abra portas para esses futuros profissionais”, conclui Bazi.
Veja a playlist do Ponto de Partida aqui.
Acompanhe a edição de 16 de junho abaixo:









