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Pesquisa oferece tratamento a quem perdeu paladar e olfato pela covid-19

Intervenção com laserterapia será realizada em 90 voluntários de forma gratuita

Uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUC-Campinas está selecionando 90 voluntários que tenham perdido o paladar ou olfato por conta da covid-19 e queiram participar de um estudo de intervenção com laserterapia. Os participantes devem continuar apresentando esses sintomas, mesmo já tendo se recuperado da covid.

Os interessados podem mandar seus contatos pelo WhatsApp (19) 99285-9721 informando o desejo em participar e confirmando que se enquadra nos requisitos. Caso seja aprovado, será marcado com o voluntário o início das sessões no prédio das Clínicas Odontológicas da PUC-Campinas, no Campus II da Universidade, Avenida John Boyd Dunlop, sem número.

Segundo a mestranda e pesquisadora Leticia Parreira, o tratamento oferecido será totalmente gratuito e o objetivo é avaliar qual é o seu grau de eficiência. Os 90 pacientes precisam ser maiores de idade e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para participar da pesquisa.

A partir disso, eles serão divididos em dois grupos, um experimental (no qual é aplicada a luz do laser) e um de simulação (no qual será apenas simulada a aplicação). Com isso, será possível comparar e avaliar se a utilização da laserterapia é eficaz para tratar esses sintomas.

O paciente não saberá que grupo ele vai participar, mas os que receberem o tratamento simulado serão convidados posteriormente a continuar em outras sessões para receber a aplicação real do laser.

Em todos os voluntários será feito um teste de gustometria, que é capaz de detectar se o paciente tem a perda de paladar ou não. Se positivo para a perda de paladar, será realizada em parte do grupo a aplicação do laser de baixa potência, que não corta, não queima e é apenas um estímulo de luz.

Isso será feito em alguns pontos da língua onde se concentram as papilas gustativas, nas glândulas salivares e na artéria carótida a fim de se obter melhora desses sintomas. Também será sugerida uma terapia olfativa para evolução do olfato.

No grupo simulação, será feito o mesmo método, porém, não será ativada a luz do laser e, para não desamparar grupo, também será realizada a orientação da terapia olfativa.

O tratamento tem um tempo de oito semanas no máximo para ambos os grupos, com aplicação ou simulação do laser uma vez na semana. Caso o paciente apresente melhora antes deste tempo, ele terá “alta” e não precisará mais ir até a clínica. O paciente pode parar de participar a hora que desejar. A segurança da pesquisa foi avaliada e a aplicação do teste em humanos aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUC-Campinas.



Marcelo Andriotti
9 de maio de 2022