
Imersão do GVCS promove integração e desenvolvimento da inteligência emocional
Encontro reuniu estudantes das seis Escolas da PUC-Campinas em atividades voltadas ao autoconhecimento, à autogestão e à construção coletiva
A Coordenadoria Geral de Atenção à Comunidade Interna (CACI) da PUC-Campinas reuniu, no início de setembro, os estudantes que atuam no Grupo de Vivência Cooperativa e Solidária (GVCS) para um dia imersão que abordou a temática “Inteligência Emocional”. A programação teve como referência teórica o livro “Aprendizagem Socioemocional com Metodologias Ativas”, de Carolina Costa Cavalcanti, e combinou momentos de reflexão com dinâmicas coletivas.
O encontro, realizado no Centro Marianista Caná, em Campinas, reuniu os estudantes das seis Escolas da Universidade: Escola de Arquitetura, Artes de Design (EAAD); Escola de Economia e Negócios (EcoN); Escola de Ciências da Vida (ECV); Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais (HJS); Escola de Linguagem e Comunicação (ELC); e Escola Politécnica (POLI).
De acordo com o coordenador da CACI, Prof. Me. José Donizeti de Souza, a atividade proporcionou um dia de formação, convivência e troca de experiências, com dinâmicas baseadas em quatro dimensões da aprendizagem socioemocional: “autoconhecimento”, “autogestão”, “eu com os outros” e “nós como projeto”. Segundo ele, a proposta contribui para preparar os estudantes que participam do GVCS para atuar no acolhimento entre pares e na criação de ações que fortaleçam os vínculos e o sentimento de pertencimento na Universidade.
“Quem cuida do cuidador? Essa é a grande questão. Para cuidar, eles precisam ser cuidados. Essas dimensões são importantes para eles trabalharem como pessoa, e isso os fortalece para o trabalho com o outro. Eles se percebem parte de um todo, que não é apenas a própria Escola. Eles aprendem entre si, aprendem a escutar e a aprender com o outro. Isso qualifica o trabalho de acolhimento e também fortalece a autoconfiança para a realização dos projetos”, afirmou.
A iniciativa faz parte de uma proposta que busca fortalecer a rede de apoio e pertencimento dentro da Universidade. Formado por estudantes, professores e psicólogas, o GVCS atua nas seis Escolas da PUC-Campinas por meio do acolhimento entre pares e da realização de projetos que estimulem a interação e a construção de vínculos. Os estudantes participantes são preparados para exercer uma escuta atenta diante de situações de sofrimento, além de desenvolver ações que contribuam para uma vivência universitária mais integrada.
Experiência que fortalece vínculos
Para os estudantes, a imersão foi uma oportunidade de fortalecer vínculos e vivenciar, na prática, os princípios que orientam o GVCS.
Para Maria Eduarda Paz, estudante do Curso de Relações Públicas e integrante do GVCS-ELC, a experiência superou as expectativas. “A integração com os outros alunos aconteceu de forma muito natural, fazendo com que todos se sentissem parte do grupo. As dinâmicas foram muito divertidas e acolhedoras. Já estou ansiosa pela próxima edição”, relatou.
Integrante do GVCS-EAAD, Ana Laura Benato, estudante do Curso de Design Digital, destaca a importância do acolhimento como elemento central da iniciativa. Para ela, a imersão possibilitou um processo de autoconhecimento que também contribui para a relação com o outro. “É um espaço de escuta, em que você percebe que não está sozinho e que outras pessoas também passam por sentimentos e situações parecidas com as suas”, afirmou.
Para Raissa Nascimento Silveira, estudante do Curso de Psicologia e integrante do GVCS-ECV, a experiência também foi marcada pela possibilidade de criar novas conexões. “Me senti muito feliz participando da imersão do GVCS, com a companhia de tantas pessoas alegres. Fui com a esperança de encontrar tranquilidade e, felizmente, acabei encontrando também diversão, experiências, amigos e muita conexão”, disse.
Já Thomas Lazarini Wecke, estudante do Curso de Engenharia de Software e integrante do GVCS-POLI, destaca o impacto da pausa na rotina acadêmica. “Ter aquele momento de paz, entrosamento e atividades me fez acalmar um pouco diante da rotina acadêmica corrida”, explicou.
Integração e construção coletiva
Além das atividades de reflexão, os estudantes trabalharam em grupos formados por representantes das diferentes Escolas para elaborar propostas de atuação conjunta do GVCS. A iniciativa escolhida será desenvolvida nos meses de outubro e novembro, com ações realizadas simultaneamente nas seis Escolas.
Para o Prof. Donizete, a participação dos estudantes na construção dos projetos demonstra o envolvimento gerado pela experiência. “O legal não é só executar o que a gente propôs. Eles elaboraram propostas para os próximos semestres, coletivamente. Isso mostra que realmente tiveram comprometimento”, destaca.
A imersão também marcou a integração entre estudantes que já participavam do GVCS e os novos integrantes que ingressaram no segundo semestre. Além do encontro coletivo, os participantes contam com formações mensais realizadas em suas respectivas Escolas, com acompanhamento de professores e psicólogos.










