
Com feijão como vilão, cesta básica fica mais cara em Campinas, aponta Observatório
Valor da cesta em junho atingiu R$ 902,12, alta de 1,91%
A cesta básica ficou mais cara para o campineiro no mês de junho. É o que mostra o levantamento feito pelo Observatório PUC-Campinas. A alta foi de 1,91%, alcançando o valor de R$ 902,12. O feijão foi o item que mais subiu no período.
A evolução teve ritmo mais moderado que o registrado em maio, mas ainda acima das demais capitais do Sudeste monitoradas pelo DIEESE: São Paulo (+1,39%), Rio de Janeiro (+0,71%), Vitória (+0,12%) e Belo Horizonte (+0,09%). No cenário nacional, 18 das 28 capitais acompanhadas registraram alta no mês, enquanto 10 recuaram.
O custo da cesta passou a equivaler a 55,7% do salário-mínimo vigente. O “salário-mínimo necessário” — o suficiente para a aquisição de 3 cestas — subiu para R$ 2.706,36.
O principal responsável pela alta mensal foi o feijão (+13,93%), que segue sob pressão de oferta. A banana (+4,82%) e o açúcar (+3,24%) também contribuíram para o avanço. No sentido contrário, o arroz (−2,15%) e a farinha de trigo (−1,41%) registraram as quedas mais expressivas do mês.
No acumulado do ano, o comportamento dos produtos revela pressões estruturais mais profundas: batata (+95,36%) e tomate (+87,07%) lideram as altas, impulsionados por restrições de oferta que se prolongam desde o início de 2026, seguidos por feijão (+42,01%) e leite (+28,94%). No campo oposto, banana (−14,52%), açúcar (−9,71%) e café (−10,36%) acumulam quedas relevantes no período.
Em 2026, até junho, Campinas registra alta de 15,24% na cesta — abaixo de Rio de Janeiro (16,27%) e Vitória (16,06%), mas acima de Belo Horizonte (14,30%) e São Paulo (14,13%). No contexto nacional, os maiores acumulados seguem concentrados no Norte e Nordeste, com Fortaleza liderando (21,48%), seguida por Cuiabá (18,53%) e Manaus (18,13%).
No acumulado em 12 meses, a variação de Campinas é de 11,35%, refletindo a aceleração do custo da cesta ao longo do primeiro semestre de 2026 — tendência que se distancia do comportamento mais benigno observado em fins de 2025. Confira mais detalhes e outras notícias no site do Observatório, clicando aqui.
