
Dia das Melhorias mobiliza 230 funcionários em ação de cuidado e organização na Universidade
Promovida pelo Departamento de Asseio, Conservação e Transporte, segunda edição da iniciativa busca transformar hábitos e fortalecer o senso de pertencimento
“Quem cuida melhora. Quem melhora transforma”. Com esse propósito, 230 funcionários da PUC-Campinas participaram, na última sexta-feira (4), da segunda edição do Dia das Melhorias, realizado pelo Departamento de Asseio, Conservação e Transporte (DACT). A iniciativa reuniu, simultaneamente, equipes de limpeza, jardinagem, transporte e administrativa dos dois campi em um mutirão dedicado à organização, conservação e melhoria dos espaços de trabalho.
Foram 157 funcionários envolvidos no Campus I e outros 73 no Campus II. Durante a ação, cada equipe ficou responsável por olhar para o próprio ambiente de trabalho e identificar o que poderia ser organizado, limpo, retirado ou melhor aproveitado. Entre as atividades realizadas estiveram a organização dos Depósitos de Materiais de Limpeza (DMLs), salas de apoio, espaços da jardinagem, sala dos motoristas e áreas administrativas, além da revisão de ferramentas, materiais e objetos acumulados ao longo do tempo que já não eram utilizados.
“A ideia inicial, quando começamos no ano passado, era que a gente parasse um dia para todo mundo organizar suas áreas, limpar a sala de jardinagem e descartar ferramentas que não funcionam mais ou que não se aplicam mais. A ideia é que todo mundo faça isso no mesmo dia, para ter essa interação, esse envolvimento pelo benefício de todos”, explica a supervisora de Serviços Gerais do DACT, Roberta Volpe Gervasio.
A proposta tem inspiração na metodologia 5S, que valoriza a organização dos ambientes e a eliminação de materiais sem utilidade. Mais do que uma grande limpeza, porém, o Dia das Melhorias procura estimular uma mudança de hábito entre as equipes. “É como se fosse um 5S: o dia em que a gente para, organiza e retoma, e começa tudo de novo”, resume Roberta.
Organização que melhora o trabalho
A escolha da sexta-feira para a realização do mutirão também considera a rotina da Universidade. Como as atividades de limpeza, jardinagem e transporte acontecem diariamente e acompanham o funcionamento dos campi, encontrar um momento para interromper parte da rotina e dedicar atenção exclusiva à organização exige planejamento.
“É difícil a gente achar um dia para fazer isso, porque as atividades não param e as aulas estão acontecendo. Então a gente pega a sexta-feira, que é um dia um pouco mais leve”, conta Roberta. Para ela, o esforço concentrado em um único dia permite que as equipes retomem as atividades com os ambientes mais organizados. “A importância é a retomada. A partir da semana seguinte, está tudo em ordem, limpo, organizado, e todo mundo sabe que o que está lá dentro do seu local de trabalho é o que realmente está em uso”, explica.
A experiência da primeira edição, realizada em 2025, também ajudou a consolidar a iniciativa. Naquele ano, uma grande quantidade de materiais acumulados foi retirada dos espaços. Em 2026, segundo Roberta, o volume foi menor, justamente porque as equipes já começaram a incorporar a proposta à rotina.
“Como foi a primeira vez no ano passado, saiu muita coisa. Este ano, eles já começaram a se preparar melhor, e alguns dias antes já começaram esse movimento de fazer as limpezas”, explica. Para ela, o resultado mostra que a iniciativa começa a produzir uma mudança de cultura. “A gente vai, devagar, colocando na mente deles que não precisa acumular. Se aquilo realmente não funciona mais para o seu dia a dia, já aproveita e descarta”, afirma.
A mudança pode ser percebida também na relação dos próprios funcionários com os espaços. Para Karina Cassiano da Silva, da equipe de limpeza, a retirada de materiais que estavam acumulados trouxe uma melhora imediata ao ambiente. “A gente jogou fora as coisas que não usa. Era material que estava acumulado, guardado. É bom, porque ajuda a mudar o ambiente”, afirma.
Na jardinagem, a organização das ferramentas também fez diferença. José Ramos de Oliveira, que trabalha há 20 anos na PUC-Campinas, destaca a importância de retirar objetos antigos ou danificados. “Quando não tem mais essas ferramentas velhas, essas coisinhas que estão estragadas, é muito bom. Fica mais bonito”, comenta.
Para Andreia Aparecida Franco, que integra a equipe de limpeza há seis meses, o Dia das Melhorias ainda carrega um significado afetivo. Seu pai foi funcionário da PUC-Campinas durante quatro décadas, e ela vê no cuidado com os espaços uma continuidade dessa história. “É maravilhoso, porque meu pai trabalhou aqui há 40 anos. Então, hoje eu estou muito orgulhosa e faço com muito amor e carinho. Adoro”, conta.
Segundo ela, esse cuidado também faz parte da rotina da equipe. “A gente dá o nosso melhor, procurando manter sempre limpinho, muito organizado”, afirma a funcionária.
Ao final da segunda edição, as equipes concluíram as atividades de organização e descarte previstas para os diferentes espaços de trabalho. Para Roberta, a expectativa é que o cuidado iniciado durante o Dia das Melhorias seja incorporado à rotina. “Não precisa acumular. Se realmente aquilo não funciona mais para o seu dia a dia, já aproveita e descarta”, reforça.







