
Galeria da Faculdade de Artes Visuais inaugura, nesta quarta, exposição composta por Trabalhos de Conclusão de Curso
Mostra “Opus in Fieri” seguirá aberta ao público até o próximo dia 21, com entrada gratuita

A obra “Onde o Afeto Permanece”, de Laís Braga, conecta histórias e heranças femininas familiares. Memórias e afetos infantis são traduzidos em narrativa visual a partir da técnica de cianotipia.
A Galeria da Faculdade de Artes Visuais da PUC-Campinas recebe, a partir de hoje, quarta-feira, dia 13 de maio, às 20h50, a exposição “Opus in Fieri”, composta por Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) de alunos e alunas do Bacharelado em Artes Visuais. A mostra seguirá aberta ao público até o dia 21 de maio, sempre no período noturno, no Prédio H07, localizado no Campus I da Universidade. A entrada é gratuita.
O título da mostra é uma expressão latina que significa “obra em andamento” ou “obra em formação” e remete a algo em constante desenvolvimento. O conceito, de acordo com o seu curador, Prof. Me. Paulo Kielwagen, que também foi o orientador de todos os artistas, foca na ideia de “obra aberta”, que não possui sentido único e permite aos visitantes participarem ativamente de sua conclusão ou interpretação a partir da experiência de cada um. Nesse contexto, o professor diz que “o público participa ativamente da mostra ao estabelecer relações pessoais com as obras, criando leituras e conexões próprias”.
O curador explica ainda que, “no último semestre do ano passado, os alunos e alunas desenvolveram pesquisas e estabeleceram a fundamentação teórica de seus processos artísticos. No primeiro semestre deste ano, eles puderam explorar a materialidade dessas investigações em diferentes linguagens e suportes, o que culmina, agora, nesta exposição coletiva aberta ao público e, por ser um momento importante para os graduandos, nós convidamos a todos para que possam compartilhar desse processo e conhecer as produções desenvolvidas por eles”.
Seleção dos trabalhos
“Mais do que uma seleção tradicional, o processo considerou a coerência entre pesquisa, conceito, linguagem e execução técnica de cada projeto. O objetivo foi orientar os alunos e alunas para que conseguissem realizar aquilo que desejavam artisticamente, sempre refletindo sobre as relações entre poética, técnica e metodologia dentro do contexto acadêmico”, explica Paulo.

A obra “Tecer”, de Bruna Mayumi Utikawa, dialoga sobre a mutualidade entre corpo e identidade por meio de uma materialidade flexível, justaposta ao ambiente de exposição.
O orientador lembra que, no segundo semestre do ano passado, foi a Profa. Dra. Luisa Angélica Paraguai Donati quem guiou os estudantes na construção da fundamentação teórica e conceitual de suas pesquisas, enquanto que, no primeiro semestre deste ano, foi ele quem passou a acompanhar os projetos voltados à produção artística e à materialização das obras apresentadas na exposição.
Sobre as obras
A exposição reúne trabalhos em diferentes linguagens e técnicas artísticas, refletindo a diversidade de pesquisas e interesses dos estudantes. Entre as produções apresentadas estão fotografia, pintura digital em papel vegetal, pintura a óleo sobre tela, edição de vídeo e videomapping (ou mapeamento de projeção – é uma técnica audiovisual que transforma superfícies reais em telas de projeção, criando ilusões ópticas, animações e efeitos tridimensionais que fazem objetos estáticos parecerem ganhar vida), cianotipia (processo fotográfico artesanal e histórico que produz impressões em tons de azul profundo usando luz solar e sais de ferro) associada à pintura, técnicas de tatuagem aplicadas em diferentes materiais, além de bordado e intervenções em tecido.
O professor esclarece que “essa pluralidade evidencia, tanto as individualidades dos artistas, quanto a amplitude das possibilidades contemporâneas das artes visuais, e que a exposição representa um momento fundamental na trajetória acadêmica e artística destes alunos e alunas, pois marca a conclusão de um processo intenso de pesquisa, experimentação e produção. É a oportunidade que eles têm de apresentar publicamente as suas investigações e perceber como as suas obras dialogam com o público”.
“Além disso, a experiência expositiva permite que os formandos compreendam questões práticas e profissionais do circuito artístico, como montagem, espacialização, mediação com o público e apresentação de portfólio, sendo também um momento de afirmação de suas identidades poéticas e autorais, fortalecendo a transição entre a formação acadêmica e a atuação profissional nas artes visuais”, encerra o curador.

A série fotográfica “Rastros”, de Analice Roberto, habita o intervalo entre o gesto e a luz. A longa exposição não congela o momento, mas cria espessura; cada fotografia carrega a duração de um movimento, transformando o que parece borrão em presença.
Consagrando o aprendizado
Segundo o diretor da Faculdade de Artes Visuais, Prof. Dr. Victor Kraide Corte Real, a Galeria da PUC-Campinas recebe regularmente exposições que visam “a valorização da arte e o oferecimento, às comunidades interna e externa, da oportunidade de contato com diferentes linguagens e poéticas”.
Sobre a mostra em si, ele explica que esta “é fundamental para o processo de formação dos alunos e alunas, porque consagra todo o aprendizado dos quatro anos de curso. É uma exposição autoral, que conta com a essência, a trajetória e a personalidade de cada um dos artistas formandos, sendo, inclusive, uma etapa obrigatória para essa mesma formação. Além disso, é o momento deles de entregarem para a sociedade parte do que construíram ao longo de seus respectivos percursos pelo curso de Artes Visuais. Para a Universidade, é algo bastante relevante porque representa um conjunto de trabalhos de alunos formandos que apresenta a força, a potência que o curso proporciona para os seus estudantes”.
Ficha técnica das obras
Rastros
Artista: Analice Roberto
Foto longa de exposição impressa no papel 100% algodão
A série fotográfica “Rastros” habita o intervalo entre o gesto e a luz. A longa exposição não congela o momento, mas cria espessura; cada fotografia carrega a duração de um movimento, transformando o que parece borrão em presença.

“UnderInk”, de Ana Lívia Braido, investiga identidade e presença autoral por meio da tatuagem, pintura e imagem, transformando marcas visuais em extensões do eu.
UnderInk
Artista: Ana Lívia Braido
Espelho tatuado com micro retífica/Tela feita com graffiti e colagem de decalques/Tela pintada com tinta acrílica/Espelho tatuado com micro retífica/Tela tatuada com materiais de tatuagem
“UnderInk” investiga identidade e presença autoral por meio da tatuagem, pintura e imagem, transformando marcas visuais em extensões do eu.
Tela Viva
Artista: Beatriz Martins Cason
Edição de vídeo e videomapping
Em “Tela Viva”, molduras funcionam como superfícies onde imagem, sombra e movimento coexistem. Entre luz e escuridão, a obra convida o espectador a observar o que normalmente passa despercebido.
Guaraí
Artista: Beatriz Mendes
Bordado sobre tule e transferência de imagem sob tecido
A artista apresenta “Guaraí”, obra que investiga a fantalogia em sua ancestralidade dentro do espaço da memória, em um processo de criação que percorre linguagens híbridas das artes visuais.
Tecer
Artista: Bruna Mayumi Utikawa
Óleo sobre tela
A obra “Tecer” dialoga sobre a mutualidade entre corpo e identidade por meio de uma materialidade flexível, justaposta ao ambiente de exposição.

Por meio de caixas de luz e ilustrações digitais, “Cápsulas do Conforto”, de Estela Nina Yoshida, explora a dimensão confessional da arte. A luz atua como agente transformador de memórias e afetos, criando um espaço de investigação de si em sobreposições de transparência e cor.
Cápsulas do Conforto
Artista: Estela Nina Yoshida
Ilustração digital, papel vegetal e luz LED
Por meio de caixas de luz e ilustrações digitais, “Cápsulas do Conforto” explora a dimensão confessional da arte. A luz atua como agente transformador de memórias e afetos, criando um espaço de investigação de si em sobreposições de transparência e cor.
Onde o Afeto Permanece
Artista: Laís Braga
Cianotipia e pintura sobre tecido
A obra “Onde o Afeto Permanece” conecta histórias e heranças femininas familiares. Memórias e afetos infantis são traduzidos em narrativa visual a partir da técnica de cianotipia.
Serviço
Exposição: “Opus in Fieri”
Abertura: 13 de maio, às 20h50
Período de visitação: De 13 a 21 de maio
Horário de visitação: de segunda à sexta, das 19h às 21h
Local: Galeria da Faculdade de Artes Visuais (Prédio H07 – Campus I da PUC-Campinas)
Entrada: gratuita

