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Núcleo de Avaliação Institucional promove palestras sobre o Enade 2026 para diretores e coordenadores de faculdades e cursos

A ideia foi discutir os detalhes do edital e alinhar as estratégias e ações que serão realizadas ao longo do ano, a partir do cronograma de aplicação das provas que serão oferecidas

A ideia dos encontros foi discutir os detalhes do edital do Enade 2026 e alinhar as estratégias e ações que serão realizadas ao longo do ano, a partir do cronograma de aplicação das provas que serão ofertadas.

O Núcleo de Avaliação Institucional (NAI), através de sua coordenadora, a Profa. Dra. Marina Piason Breglio Pontes Oliveira, realizou, nos últimos dias 6 (para os diretores e coordenadores dos cursos de bacharelado e superior de tecnologia) e 11 de maio (para os diretores e coordenadores dos cursos de licenciatura), no espaço Mescla, duas palestras sobre as regras do edital do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado, anualmente, para a avaliação dos cursos de ensino superior no Brasil.

A ideia foi discutir os detalhes do documento e alinhar as estratégias e ações que serão realizadas ao longo do ano, a partir do cronograma de aplicação das provas que serão ofertadas.

A primeira prova a ser oferecida, no dia 13 de setembro, será o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que, além de ser aplicado aos estudantes concluintes, também será obrigatório aos alunos e alunas do quarto ano (7º e 8º períodos) do curso de Medicina.

Os cursos de licenciatura, por sua vez, serão avaliados em 20 de setembro. O rol desse ano será composto por: Artes Visuais, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Filosofia, Geografia, História, Letras, Matemática e Pedagogia.

Os cursos de bacharelado e superiores de tecnologia encerrarão o rol de testes no dia 29 de novembro. Nesta data, serão avaliados Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia de Computação, Engenharia Química, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Ambiental, Engenharia de Alimentos, Sistemas de Informação e Gestão de Tecnologia da Informação.

De acordo com a Profa. Dra. Marina Piason Breglio Pontes Oliveira, a reunião, que acontece anualmente com os diretores e coordenadores dos cursos que estão no ciclo do Enade, “é bastante importante para que sejam apresentados a eles as regras do edital das provas e os procedimentos operacionais e administrativos necessários, mas também para compartilhar ideias e ações que possam apoiar os alunos e alunas nessa etapa”.

Orientação e conscientização
De acordo com Marina, a reunião, que acontece anualmente com os diretores e coordenadores dos cursos que estão no ciclo do Enade, “é bastante importante para que sejam apresentados a eles as regras do edital das provas e os procedimentos operacionais e administrativos necessários, mas também para compartilhar ideias e ações que possam apoiar os alunos e alunas nessa etapa”.

Ela explica que os diretores e coordenadores possuem “um papel fundamental na orientação e conscientização dos estudantes concluintes habilitados, a fim de que eles saibam da importância de se fazer a prova, conheçam os impactos de sua participação e tenham consciência dos efeitos dos resultados. Para além disso, eles também precisam ser orientados quanto às etapas e obrigações existentes ao longo do ano. No caso das licenciaturas, por exemplo, aqueles que participam da avaliação prática nesse semestre já precisam acessar o Sistema Enade e preencher o chamado ‘Questionário do Estudante’. Para a avaliação teórica, são outros prazos e o edital traz várias etapas, que exigem atenção e organização para não haver prejuízo aos discentes”.

Componente curricular obrigatório
A coordenadora do NAI ressalta ainda que o Enade é um componente curricular obrigatório, conforme determina o parágrafo (§) 5º, do artigo 5º, da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, e o parágrafo (§) 1º, do artigo 39, da Portaria Normativa MEC nº 840, de 24 de agosto de 2018, sendo o ateste da situação regular do estudante no exame realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), cuja realização é condição necessária para a conclusão do curso de graduação, “portanto, a participação dos alunos e alunas que atendem aos critérios previstos é fundamental e a sua não participação resulta em situação de irregularidade, impedindo a conclusão do curso e a emissão do diploma”.

Os diretores e coordenadores dos cursos de bacharelado e superior de tecnologia assistiram a primeira palestra, realizada no dia 6 de maio, e os de licenciatura, no dia 11 do mesmo mês. Ambas ocorreram no espaço Mescla.

Os estudantes ingressantes, que são aqueles que iniciaram o curso em 2026 e integralizaram, no máximo, 25% da carga horária total, deverão ser inscritos pelos diretores e coordenadores para realizarem a prova, porém, serão dispensados dela. Segundo Marina, apesar disso, neste ano, pela primeira vez, eles precisarão preencher, no Sistema Enade, o chamado “Questionário do Ingressante”, sendo essa ação também obrigatória e conferidora de regularidade ao aluno ou aluna.

Enamed
Outra novidade deste ano é que o chamado Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), além de ser aplicado aos estudantes concluintes, também será aplicado aos alunos e alunas do quarto ano (7º e 8º períodos) do curso de Medicina. “A participação dos estudantes habilitados também é considerada componente curricular obrigatório. A prova a ser aplicada, que será a mesma dos concluintes, tem como objetivo favorecer a avaliação formativa da aquisição progressiva de competências ao longo da graduação em Medicina”, explica a professora.

Ela enfatiza que “a diferença do teste que será realizado pelos estudantes do quarto ano e do alunos e alunas concluintes é que os resultados da avaliação dos não concluintes serão utilizados, estritamente, para fins de acompanhamento da formação e de autoavaliação pelas instituições de ensino superior e para fins diagnósticos pelo Ministério da Educação (MEC) e não comporão os insumos utilizados para o cálculo do Conceito Enade (indicador de qualidade do MEC que avalia cursos de graduação com base no desempenho dos estudantes concluintes, variando de 1 a 5. Ele reflete a qualidade da formação, competências e habilidades desenvolvidas) dos cursos avaliados”.

Marina finaliza dizendo que “com bom desempenho no Enade, além de o estudante comprovar a qualidade de seu curso, ele valoriza o seu diploma e o seu currículo e melhora a sua imagem no mercado de trabalho, ou seja, ele só tem a ganhar”.

Para a gerente de Graduação, Profa. Ma. Gisele Brides Prieto Casacio, a realização das palestras foi “muito importante para a preparação dos cursos que farão o Enade nesse ciclo” e que “essas ações preparatórias auxiliam, sem dúvida nenhuma, os diretores e coordenadores das faculdades e cursos a se organizarem quanto as datas importantes de cada etapa e a prepararem os alunos e alunas para o dia da prova”.

Organizando-se para as provas
Para a gerente de Graduação, Profa. Ma. Gisele Brides Prieto Casacio, a realização das palestras foi “muito importante para a preparação dos cursos que farão o Enade nesse ciclo. Essas ações preparatórias auxiliam, sem dúvida nenhuma, os diretores e coordenadores das faculdades e cursos a se organizarem quanto as datas importantes de cada etapa e a prepararem os alunos e alunas para o dia da prova”.

Ela ressalta que “a preparação dos estudantes fica sob responsabilidade das direções e coordenações dos cursos que serão avaliados e que o NAI preparou um material com uma análise da última prova desses cursos e os diretores ou coordenadores e o seu corpo docente agora irão analisar essas informações disponibilizadas e realizarão cada qual as suas próprias ações. Em um primeiro momento, a ideia é conversar com os estudantes e explicar todo o processo e o cronograma, explicitando a importância dessa avaliação, tanto no âmbito institucional, quanto pessoal”.

“Por fim, a ideia é que, cada curso, com o seu próprio colegiado, avalie e elenque as ações mais pertinentes a serem realizadas e a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) fornece o apoio e o acompanhamento dessas ações. E claro, para que isto aconteça, a nossa parceria e alinhamento com o NAI continua sendo de extrema importância para o acompanhamento dessas ações”, esclarece Gisele.

Segundo a Profa. Dra. Thais Borges Damacena, gerente de Licenciatura, “estes encontros promovidos pelo NAI são fundamentais para alinhar, de forma integrada, as ações institucionais relacionadas ao Enade 2026”, que, para além “dos aspectos operacionais… constitui uma importante oportunidade de reflexão sobre a qualidade da formação oferecida pela Universidade”.

Alinhando as ações institucionais
A Profa. Dra. Thais Borges Damacena, gerente de Licenciatura, ressalta que estes encontros promovidos pelo NAI são fundamentais para alinhar, de forma integrada, as ações institucionais relacionadas ao Enade 2026. “Nesse contexto, as palestras tiveram como objetivo apresentar aos diretores e coordenadores das faculdades e cursos as principais etapas do processo, esclarecer dúvidas e reforçar o trabalho articulado entre o NAI e a PROGRAD no acompanhamento das inscrições dos estudantes, orientadores e supervisores, bem como no monitoramento das demais etapas previstas pelo INEP”, explica.

Ela ressalta que “desde as mudanças ocorridas em 2024, os cursos de licenciatura passaram a participar, anualmente, de duas etapas: da avaliação teórica e da avaliação prática. Enquanto a primeira verifica os conhecimentos e competências desenvolvidos ao longo dos cursos, a segunda busca avaliar aspectos relacionados às experiências formativas vivenciadas pelos estudantes nos estágios supervisionados e nas práticas pedagógicas”.

“Além dos aspectos operacionais, o Enade constitui uma importante oportunidade de reflexão sobre a qualidade da formação oferecida pela Universidade e, por esse motivo, a Comissão Própria de Avaliação (CPA) também vêm apoiando os cursos a realizarem processos de autoavaliação com base nos resultados das edições anteriores do exame, de modo a identificar potencialidades e oportunidades de aprimoramento contínuo dos projetos pedagógicos e das práticas formativas”, conclui Thais.

Segundo a diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Profa. Dra. Ana Paula Giardini Pedro Trevisan, os encontros tiveram como objetivo “muito mais do que o foco no resultado pontual de uma avaliação externa, mas o uso dessa avaliação como um de muitos outros instrumentos que a Universidade nos oferece para refletirmos sobre as faculdades e cursos que dirigimos ou coordenamos”.

Reflexão sobre os cursos e incentivo à atualização constante
Segundo a diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Profa. Dra. Ana Paula Giardini Pedro Trevisan, os encontros tiveram como objetivo “muito mais do que o foco no resultado pontual de uma avaliação externa, mas o uso dessa avaliação como um de muitos outros instrumentos que a Universidade nos oferece para refletirmos sobre as faculdades e cursos que dirigimos ou coordenamos e para que seja incentivada a atualização constante, orientada por profissionais da área educacional e pedagógica, especializados, que apoiam a direção ou coordenação, bem como o colegiado de cada curso, na revisão e no aprimoramento de nossas estratégias de ensino e formação profissional”.

Ela completa dizendo que “isso é abordado no sentido de demonstrar a responsabilidade individual de cada estudante para fazer a prova, e coletiva também, visto que o Enade é de grande importância no sentido de auxiliar o MEC na regulamentação dos cursos de todo o país”.

Transformando burocracia em governança sólida
O Prof. Dr. Leandro Garcia da Costa, coordenador do Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, explica que este tipo de treinamento “é o que nos permite transformar um processo burocrático, como o processo de inscrição dos discentes no Enade, em uma estratégia de governança sólida. Como coordenador do Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, eu entendo que o Enade não deva ser apenas um exame de final de curso, mas o reflexo da maturidade de cada curso e da PUC-Campinas como instituição de ensino superior, com quase 85 anos de história na formação de profissionais de diversas áreas do conhecimento”.

O Prof. Dr. Leandro Garcia da Costa, coordenador do Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, explica que o Enade não deve ser “apenas um exame de final de curso, mas o reflexo da maturidade de cada curso e da PUC-Campinas como instituição de ensino superior, com quase 85 anos de história na formação de profissionais de diversas áreas do conhecimento”.

“Ao final, este tipo de encontro nos dá a segurança jurídica e técnica para que nada saia do radar e para que o desempenho de nossos alunos e alunas faça jus à qualidade do ensino que oferecemos em nossa Universidade”, comenta Leandro.

Ele encerra ressaltando que “como mensagem central, o Enade é uma responsabilidade compartilhada, um compromisso coletivo e, nós, gestores, temos o papel de liderar esse processo, mostrando que o sucesso no exame valoriza o diploma dos próprios alunos e alunas, fortalecendo também a imagem da nossa formação perante o mercado e aos órgãos de classe, portanto, o foco deve ser a conscientização, pois, quando o estudante entende que ele é parte fundamental da construção dos indicadores, ele realiza o exame com o compromisso de quem sabe que está validando a sua própria formação profissional”.



Daniel Bertagnoli
13 de maio de 2026