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Trabalho de Conclusão de Curso desenvolve projeto que detecta quedas de idosos 

Aparelho também pode detectar movimentos de risco para provocar acidentes 

Um Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Curso de Engenharia de Telecomunicações da Pontifícia Universidade Católica de Campinas desenvolveu um aparelho que ajuda a detectar quedas e movimentos de risco para acidentes com idosos. O trabalho, desenvolvido por Victor Lucas Ramos com orientação do Prof. Amilton da Costa Lamas, pode auxiliar no socorro a idosos e na prevenção de acidentes que podem ter consequências fatais.

Victor diz que o projeto “Detecção de Quedas e Movimentos de Risco com Machine Learning” teve como objetivo desenvolver algo útil para a sociedade em curto prazo. “Desde que eu entrei na universidade, já pensava em fazer um trabalho que fosse útil para a sociedade, mais especificamente para idosos, visto que minha falecida bisavó já tinha sofrido algumas quedas domiciliares, não conseguindo em uma delas se levantar; por sorte meu tio apareceu no dia e pode socorrê-la. Com base nisso e em notícias sobre quedas domiciliares, percebi a relevância desse assunto para sociedade e resolvi contribuir um pouco com o conhecimento e, é claro, com o emprego da tecnologia”, disse

O sistema de apoio é dividido em três sistemas, sendo uma caixa de 10x7x5 cm, pesando 300 gramas, colocado na cintura do idoso com fita elástica. Ele capta dados de um sensor, armazena e processa as informações. De acordo com os movimentos, identifica um padrão comportamental. “Se o idoso cair, correr ou pular, o aparelho calcula os movimentos e emite alerta em caso de qualquer detecção de risco”, explica o pesquisador.

Uma central recebe as mensagens e envia de diferentes formas para os familiares, por SMS e por um sistema de mensagens a longa distância. Com isso, o socorro pode ser imediato. “O interessante é que ele não detecta apenas quedas, mas qualquer movimento com potencial de risco é percebido”, ressalta.

O custo ficou em R$ 500 com o protocolo de envio de mensagens ou R$ 300 sem o serviço. Mas é possível reduzir os custos em produção em larga escala. Victor diz que há interesse em parceria com empresas que queiram desenvolver o produto e oferecer para o público.



Marcelo Andriotti
8 de março de 2021