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A Universidade da Terceira Idade e os alunos da Faculdade de Serviço Social da PUC-Campinas estão realizando o Curso Intensivo de Capacitação, como parte do projeto “Na Delegacia o Idoso tem Vez”, para funcionários de delegacias e membros dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) de Campinas. O primeiro curso foi realizado no dia 4, no antigo prédio da Câmara Municipal de Campinas.

O projeto é uma ação integrada por entidades da Prefeitura e Câmara Municipal de Campinas, da Polícia Civil do Estado de São Paulo, do Conselho do Idoso, do Conselho Comunitário de Segurança do Cambuí, do HC da Unicamp e da PUC-Campinas, por intermédio do projeto Universidade da Terceira Idade.

Os alunos de Serviço Social podem, com a participação da organização do curso, colaborar em estágios para atendimento aos idosos nos distritos policiais, como forma de humanização as relações. Posteriormente, o trabalho deve se estender aos funcionários da Guardas Municipal e efetivos locais da Polícia Militar.

Mais informações sobre o curso e o projeto “Na Delegacia o Idoso tem Vez” podem ser obtidas pelo telefone (19) 3735-5894.

Universidade da Terceira da PUC-Campinas

No Brasil existem quase duas centenas de cursos para atender a demanda de idosos por informações, convívio social, práticas esportivas, atividade intelectual, compartilhamento de experiências de vida e de superação de dificuldades enfrentadas por significativa camada da população. Os brasileiros com mais de 65 anos já representam 5% da população. O fenômeno do envelhecimento do país até pouco tempo classificado de jovem ocorre de forma acelerada. Na próxima década, a previsão é de que o Brasil ocupe o 6º lugar entre os países mais envelhecidos.

O Projeto Universidade da Terceira Idade, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) é pioneiro no Brasil. Iniciado em agosto de 1990, já atendeu a centenas de idosos e deu origem a mais de 200 cursos no País envolvendo universidades estaduais, federais e particulares.

Segundo a Profa. Jeanete Liasch Martins de Sá, da Faculdade de Serviço Social da PUC-Campinas e coordenadora do Projeto, “a educação permanente é direito do cidadão”. Para ela a Universidade da Terceira Idade, pela sua natureza acadêmica, sócio-cultural e de extensão universitária, permitiu abrir as portas da universidade para um segmento da população sedento de oportunidades e de atualização cultural.

Universidade alternativa

A professora Jeanete acredita que o projeto, além de permitir às pessoas acesso à Universidade, estimula a reinserção social e constitui-se em oportunidade de consolidação dos objetivos sociais da PUC-Campinas enquanto universidade comunitária.

A Universidade recebe alunos a partir dos 45 anos, na grande maioria mulheres, muitas delas sem oportunidade anterior de estudar, realizam agora o sonho. Não se exige grau de instrução, há alunos com primário incompleto e até pós-graduados. “O que importa não é a escolaridade ou grau de instrução, mas a experiência de vida. Este é o denominador comum”, explica a coordenadora do Projeto.

O modelo da Universidade da Terceira Idade, adotado pela PUC-Campinas, segue padrão de Toulouse na França. Os alunos participam de disciplinas dos cursos regulares. O projeto tem organização moderna, integrativa e interdisciplinar. As aulas são divididas por módulos e núcleos temáticos, com a participação de professores da PUC-Campinas e da Unicamp, além de profissionais liberais da comunidade, e abrange as áreas biológica, social, cultural, psicológica, filosófica, econômica, legal, médica e teológica. As atividades concentram-se em três tardes por semana. A cada semestre, os cursos são reavaliados.

Convivência e reinserção social

A professora Jeanete diz que o projeto tem grande influência no comportamento de seus alunos e relata um de seus mais significativos resultados: “O curso tem um valor terapêutico extraordinário, observado já nos primeiros



Portal Puc-Campinas
6 de abril de 2006