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Grupo de pesquisa da PUC-Campinas encontra meios alternativos que barateiam os materiais de construção em até 30%

A fórmula parece mágica, mas não é. Com o objetivo de contribuir para a diminuição do déficit habitacional brasileiro e trabalhar em prol do meio ambiente, o grupo Tecnologia do Ambiente Construído pesquisa maneiras alternativas de construir materiais necessários para a construção civil, como por exemplo, blocos de concreto e argamassa. E com isso utiliza a borracha de pneu moída para substituir alguns componentes do concreto, pó de mármore no lugar da areia de construções e cinzas que são adicionadas ao cimento e melhoram as propriedades do concreto. Ao descobrir que alguns desses elementos contêm a mesma composição química dos produtos tradicionais, o que os 22 alunos, quatro professores e um pesquisador fazem é, justamente, a substituição.

“Um exemplo é usar fibras vegetais adicionadas na construção da argamassa. Nós descobrimos que ela diminui a retração do material e ainda melhora sua resistência”, explicou a professora Rosa Cecche Lintz, líder do grupo. E para quem não sabe, essa é uma solução para aquelas rachaduras que aparecem nas paredes dos domicílios. As pesquisas vêm sendo realizadas desde 2000 em Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e de Iniciação Científica.

O professor da faculdade de Engenharia Ambiental da PUC-Campinas José Antônio de Milito fez cálculos aproximados da economia alcançada. Ele diz que o item alvenaria, ou seja, os blocos de concreto, representam de 3,5 a 6,5% do valor de uma construção convencional. No caso da moradia popular, de 10% a 12%. E assim, a economia obtida com esses materiais alternativos gira em torno de 3%, o que significa que uma casa que custe R$30 mil, tenha R$900 reais do seu valor reduzidos. Mas lembrando que um domicílio não é feito somente de blocos de concreto.



Portal Puc-Campinas
23 de agosto de 2007