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Alunos da PUC-Campinas conquistam título mundial inédito no Cesim e fazem história em torneio de simulação de negócios

Equipe formada por Leonardo Simelmann Franco, Pedro Bueno Cevalhos, Raphael Santiago, Victor Paulauskas e Gabriel Zanini conquista o mundo

Os alunos da Escola de Economia e Negócios (EcoN) da PUC-Campinas alcançaram um feito histórico para a Universidade. Eles conquistaram, pela primeira vez, o título mundial do Cesim Elite 2026, um dos mais importantes torneios internacionais de simulação de negócios voltados ao ensino superior. A conquista é inédita não apenas para a Universidade, mas também para o Brasil, consolidando uma trajetória de excelência construída ao longo de mais de uma década de participação na competição.

A equipe campeã foi a BR PUCCAMP 1, formada pelos estudantes Leonardo Simelmann Franco, Pedro Bueno Cevalhos, Raphael Santiago, Victor Paulauskas e Gabriel Zanini, do curso de Ciências Econômicas, que superou equipes do mundo inteiro na disputa. O resultado coroou uma campanha marcada por desempenho consistente, decisões estratégicas precisas e superação diante de algumas das melhores universidades do mundo.

O aluno Leonardo Simelmann Franco celebrou a conquista, fruto de tanta dedicação do time. “Para nós, é uma sensação muito especial e difícil até de descrever. Saber que nossa equipe foi a primeira da PUC-Campinas a alcançar o primeiro lugar mundial no Cesim é motivo de muito orgulho. Ao longo da competição, representamos não apenas a nossa equipe, mas também a Universidade, nossos professores e todos que contribuíram para a nossa formação”, afirmou.

Para Pedro Bueno, o título representa um motivo de orgulho que ultrapassa os limites da Universidade. “Saber que fomos os primeiros a conquistar esse título não só para a PUC-Campinas, mas para o Brasil, torna tudo ainda mais especial. Mostra que nossa universidade tem capacidade de competir em altíssimo nível”, afirma.

O caminho até o ouro mundial não foi simples. Após a excelente campanha na etapa Brasil e América Latina, quando a PUC-Campinas classificou três equipes para a fase global, os estudantes passaram a enfrentar representantes de países com forte tradição na competição, como China, Índia e Alemanha.

Segundo Raphael Santiago, os adversários chineses foram os principais concorrentes durante toda a disputa. “Eles largaram na frente no início, mas conseguimos assumir a liderança logo na segunda rodada. Mesmo ficando para trás, eles não deram trégua e exerceram uma pressão constante, impedindo que a nossa equipe abrisse uma distância confortável”, relata.

Gabriel Zanini também destaca o desafio de competir contra equipes acostumadas a vencer o torneio. “Na rodada global, os chineses foram um ponto de atenção a todo momento, tanto pela capacidade quanto pelo histórico de vitórias.”

Além das decisões estratégicas dentro do simulador, os estudantes precisaram enfrentar uma intensa rotina de trabalho. A competição exigiu a gestão de uma empresa virtual, análise de mercado, previsões de demanda, decisões financeiras e operacionais, além da elaboração de um estudo de caso apresentado em inglês para uma banca internacional.

Para Victor Paulauskas, o maior desafio foi conciliar todas as atividades em um curto espaço de tempo. “Todos os integrantes do grupo trabalham e estudam. Mesmo assim, em cinco dias conseguimos montar um roteiro, gravar e editar um vídeo, ao mesmo tempo em que fazíamos uma rodada por dia da simulação. A maior dificuldade foi o tempo reduzido.”

Raphael aponta que a produção do vídeo do mini-case foi um dos momentos mais exigentes da competição. “Historicamente, os nossos rivais estrangeiros sempre entregaram produções impecáveis e eram considerados imbatíveis nesse quesito. Nós aproveitamos a experiência do ano passado, identificamos oportunidades de melhoria e traçamos um plano de ação robusto.”

Apesar da confiança construída ao longo dos anos de preparação, os estudantes contam que a dimensão da conquista só foi percebida nos momentos finais da competição. “Confiança a gente sempre teve. Mas eu percebi que estava ficando real só na cerimônia final. Quando anunciaram que tivemos a maior nota no estudo de caso, ali a ficha caiu”, relembra Pedro.

A percepção é compartilhada por Raphael. “A certeza absoluta só bateu mesmo na cerimônia de premiação, quando revelaram as notas dos vídeos. Ver que o nosso projeto foi o melhor avaliado do mundo foi o ponto de virada.”

Para Gabriel, o resultado final veio como “uma surpresa muito agradável”, mesmo diante da convicção que a equipe tinha em seu próprio potencial.

Além do título, os estudantes destacam os impactos da experiência para a formação profissional. O Cesim simula situações reais de mercado e exige dos participantes capacidade analítica, visão estratégica e tomada de decisão sob pressão. “Contribuiu muito porque nos colocou diante de decisões reais de negócio: mercado, margem, demanda, tecnologia, produção, saúde financeira e estratégia. O trabalho em equipe e a capacidade de tomar decisões em pouco tempo foram experiências muito marcantes para a nossa formação”, explica Pedro.

Raphael acrescenta que a competição funciona como uma ponte entre a teoria aprendida em sala de aula e a realidade corporativa global. “Essa conquista prova que a formação que recebemos na PUC-Campinas nos dá bagagem para competir e liderar em qualquer lugar do mundo.”

“Essa experiência acrescentou muito, tanto no lado profissional quanto no acadêmico. O Cesim nos permitiu aplicar na prática diversos conceitos aprendidos durante o curso, como estratégia empresarial, análise de mercado, tomada de decisão, finanças, marketing e gestão de operações. Além disso, desenvolvemos habilidades que são essenciais para a carreira, como trabalho em equipe, liderança, visão analítica, comunicação e capacidade de tomar decisões sob pressão”, completou Leonardo.

Para Victor, o legado vai além dos conhecimentos técnicos. “Existe o ego de ser o primeiro campeão mundial, mas o sentimento de dever cumprido falou mais alto. É representar um trabalho de anos da PUC-Campinas e a dedicação de pessoas que nos ajudaram ao longo dessa trajetória.”

O professor da EcoN, Me. Roberto Brito de Carvalho, orientador das equipes e responsável pela preparação dos estudantes para o torneio, destaca que o resultado é fruto de um trabalho construído ao longo de muitos anos. “Os alunos se superaram. A nossa realidade é muito diferente da desses estudantes de outros países, que normalmente estão vinculados apenas à atividade acadêmica. Nossos alunos já atuam no mercado de trabalho, enfrentam rotinas intensas e, ainda assim, entregaram um nível de engajamento incomum”, afirma.

Segundo ele, a conquista demonstra a qualidade da formação oferecida pela Universidade. “Nos enche de alegria saber que estamos no caminho certo, que o processo de ensino e aprendizagem da PUC-Campinas não perde para nenhum desses lugares do mundo. Esses alunos podem servir de estímulo e símbolo de superação para outros estudantes.”

O docente também ressalta o significado institucional da conquista. “Trata-se de um trabalho longevo, de mais de uma década e meia de dedicação, aliado a uma safra muito especial de estudantes. Eles colocaram o nome deles na história da Faculdade e da Universidade.”

Com a medalha de ouro mundial, a PUC-Campinas atinge um patamar inédito em sua trajetória no Cesim. Depois de anos figurando entre as principais equipes da América Latina e acumulando resultados expressivos em nível internacional, a Universidade chega ao topo do mundo em uma competição que reúne algumas das mais respeitadas instituições de ensino na área de negócios.

Cesim

O Cesim Elite utiliza plataformas de simulação empresarial em que os participantes precisam tomar decisões estratégicas em áreas como finanças, marketing, produção e gestão corporativa. Durante a etapa latino-americana, que foi a fase inicial, os estudantes receberam diariamente novos cenários e desafios para solucionar em curto prazo. Desta, três equipes avançaram até a final: a equipe que venceu o mundial; a Equipe PUCCAMP 2, formada pelas alunas de Ciências Econômicas Deborah Cordeiro, Gabriela Diamante, Priscila Abreu, Luana Adriani e Gabrielly Monik (vencedoras da etapa); e a equipe PUCCAMP 3, formada por Marcos Giovani Gomes Caritá, Henrique Fagnani de Campos, Thiago Miranda Bonifacio, Vinícius Torricelli Silva e Lucas Assad Del Grande. Confira aqui a reportagem da etapa Sul-Americana.



Carlos Giacomeli
8 de junho de 2026