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Projeto Integrador da Faculdade de Ciências Sociais divulga resultados de parceria com o Projeto Florescer

Estudantes desenvolveram encontros com mulheres do Jardim Bassoli para fortalecer os vínculos entre Universidade e Comunidade

Na última quarta-feira (17), estudantes do curso de Ciências Sociais da PUC-Campinas apresentaram os resultados do Projeto Integrador desenvolvido ao longo do semestre em parceria com o Projeto Florescer, no Espaço Tamurá, localizado no Campus I da Universidade. A iniciativa, desenvolvida pelo Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância, o Crami Campinas, com apoio da Fundação FEAC, reuniu estudantes, docentes e lideranças comunitárias que participaram da ação.

A proposta do Projeto Integrador foi, principalmente, empoderar mulheres de regiões vulnerabilizadas. A atividade buscou aproximar os conhecimentos construídos em sala de aula das experiências vividas pelas comunidades. De acordo com o Diretor da Faculdade de Ciências Sociais, Prof. Dr. Caue Fernandes Nunes, o componente curricular tem como proposta articular os conteúdos das matérias do semestre com o contato direto com pessoas, territórios e projetos sociais. “Nas Ciências Sociais, o objetivo é fazer o contato com as comunidades e, a partir disso, levantar informações, compreender melhor os territórios, as lideranças e construir conhecimento a partir dessas experiências”, explicou.

A dinâmica

Ao longo do projeto, os estudantes foram divididos em três grupos e tiveram como desafio compartilhar conhecimentos e saberes com uma mulher vinculada ao Projeto Florescer. Após os encontros e diálogos realizados durante o semestre, cada grupo escolheu uma palavra capaz de representar a trajetória e a vivência de sua fonte.

O primeiro grupo, formado por André Nascimento, Maria Clara Couto e Maria Figueiredo, trabalhou com Elisângela, liderança do Jardim Bassoli. A palavra escolhida foi “território”. A apresentação abordou temas como cuidado comunitário, identidade territorial, liderança e acesso a direitos. Os estudantes destacaram a importância de compreender o significado do território a partir das experiências da própria comunidade e relataram que a visita ao bairro permitiu o acesso a diferentes saberes, além de fortalecer a compreensão sobre a diversidade de vivências presentes no local.

Já o segundo grupo, composto por Vinícius Aurélio e Isabela Pereira, entrevistou Sueli e escolheu a palavra “comunidade” para representar sua história. Durante a apresentação, os alunos mostraram como a participação em atividades coletivas desenvolvidas no bairro contribuiu para que Sueli superasse a timidez e fortalecesse sua convivência social. Entre as reflexões apresentadas, destacou-se a frase dita pela própria participante: “Eu aprendi a viver”. Para os estudantes, o principal aprendizado foi compreender como a valorização do presente pode contribuir para a superação de experiências difíceis do passado.

No terceiro trabalho, desenvolvido por Naê Della’Parma, Willian Duarte e Alice Holanda, a fonte entrevistada foi Viviane. A palavra escolhida foi “língua”, com destaque para o conceito de “pretoguês” de Lélia Gonzalez e para as discussões sobre ancestralidade, identidade e formas de expressão. O grupo ressaltou a importância de reconhecer a legitimidade das diferentes formas de fala e apresentou a trajetória de Viviane como uma demonstração de resistência, fortalecimento comunitário e valorização da cultura afro-brasileira.

Ao final das apresentações, as três participantes homenageadas compartilharam suas impressões sobre os trabalhos desenvolvidos e agradeceram aos estudantes pela escuta, pelo respeito às suas histórias e pela oportunidade de construir conhecimento de forma coletiva.

A atividade foi coordenada pela Profa. Dra. Camilla Marcondes Massaro e acompanhada pelos docentes Prof. Dr. Caue Fernandes Nunes, Profa. Dra. Stela de Godoi e Prof. Dr. Breno Martins Campos, responsáveis pelos componentes curriculares articulados no Projeto Integrador ao longo do semestre. Realizado também em parceria com o Observatório PUC-Campinas, cuja equipe de pesquisadoras é integrada pelas professoras Camilla e Stela, o projeto terá seus diálogos publicados na série especial “Diálogos Temáticos”, no site do Observatório.

 

 



Gabriela Ferraz
22 de junho de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/