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Profissionais da linha de frente no combate ao coronavírus utilizam protetores feitos na Universidade

Hospital da PUC-Campinas recebeu 100 novos protetores que aumentam a segurança de profissionais de saúde

Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que trabalham na linha de frente de tratamento de vítimas da covid-19 no Hospital da PUC-Campinas estão utilizando protetores faciais produzidos na própria Universidade. Na quarta-feira (06/05), mais 100 kits foram entregues ao hospital.
“Eu queria agradecer a todos os envolvidos da Universidade na produção dos protetores. Eles são fornecidos progressivamente aos profissionais que estão em contato direto com pacientes com covid-19. Esses equipamentos de segurança são utilizados seguindo protocolos específicos, e seu uso vai diminuir muito a contaminação dos profissionais de saúde”, disse o Dr. Carlos Mattos, diretor do Hospital da PUC-Campinas.
Ele explica que esses profissionais da linha de frente, muitas vezes, estão sujeitos a contatos com secreções nos procedimentos com os doentes. Por isso, esse tipo de proteção é essencial para a segurança deles.
Segundo o Prof. Dr. Daniel Paz de Araújo, do Laboratório de Fabricação Digital, do Espaço Mescla, um dos locais de produção dos protetores faciais na Universidade, há mais matéria-prima chegando, e a produção será acelerada. Isso foi possível após parceria com a empresa Sabic, que possui unidade de fabricação de resinas termoplásticas e chapas de policarbonato em Campinas. O material que ela fornecerá combina alta resistência ao impacto com excelente qualidade ótica. É um produto adequado para os visores devido à baixa distorção ótica, que evita desconforto aos usuários. Além disso, pode ser facilmente higienizada com água e sabão neutro e desinfetada com o uso de álcool isopropílico.
“Temos 760 suportes prontos que estavam aguardando a parte protetora e agora serão finalizados. Adotamos outro modelo mais simples para produzir com o material que chegou semana passada, o que agilizará a nossa produção”, disse o professor.
A Universidade começou a produzir os protetores faciais em conjunto com a empresa Sethi 3D, após adaptar um projeto do Instituto da Georgia Tech. Utilizando inicialmente um projeto aberto disponibilizado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), a produção estava demorando cerca de duas horas e meia por máscara. Mas com a adaptação feita na PUC-Campinas, utilizando conjuntamente cortadoras a laser e impressoras 3D, o tempo caiu para dois minutos.
A equipe de pesquisadores da PUC-Campinas se disponibilizou para tirar eventuais dúvidas e receber sugestões de melhoria do projeto. O Prof. Dr. César Córdova Quiroz, que desenvolveu o projeto para a cortadora a laser, também colocou o modelo na internet disponível para quem quiser produzir o protetor.
O equipamento, além de proporcionar maior segurança aos médicos e enfermeiros, tem prazo de validade maior do que as máscaras utilizadas normalmente. O protetor pode ser reutilizado depois de higienizado de forma adequada.



Marcelo Andriotti
7 de maio de 2020