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Para os próximos dez anos, o município de Campinas pretende aumentar dez vezes a área verde por habitante

Campinas teve um aumento de 5,58 mil hectares de matas, que ocupam 7% do município. Há dez anos, eram 2,6% de vegetação. Os dados são do Inventário Florestal do Estado de São Paulo. Para os próximos dez anos, a Prefeitura pretende elevar o índice de 6,4 metros quadrados de área verde por habitante para 64 m², meta recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU), de 12 m² por pessoa.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, esse aumento da área verde da cidade e a meta para os próximos dez anos já podem ser percebidos no município. “O projeto surgiu da necessidade de acabar com os vazios ambientais. Já é possível perceber um controle das enchentes, a qualidade do saneamento básico da cidade e a melhora da qualidade de vida do campineiro”, afirmou o secretário.
Uma medida que ajudará a alcançar os objetivos é o decreto municipal nº 16.974 (04/02/2010), que dispõe da Criação do Banco de Áreas Verdes do Município de Campinas. Com o decreto, é possível a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para as áreas preservadas, os descontos variam de 20%, 50% e 100%.

Segundo a professora da Faculdade de Engenharia Ambiental, Regina Longo, a medida de preservação é importante e urgente. “O município ocupa uma superfície de aproximadamente 810 km² com uma área estimada em 1.145.000 m² de área verde. Ao tentar elevar esse número em 10 vezes (atingindo 64m²/habitante) estaríamos próximos a níveis encontrados na cidade de Curitiba no Paraná, por exemplo, que é de 51 m². Garantindo aos habitantes melhorias, por exemplo, na qualidade do ar, na qualidade de vida e um melhor fluxo gênico das espécies de fauna e flora regionais. Porém essa meta deve ser garantida a todas as regiões da cidade, pois existem no município zonas bem mais arborizadas do que outras, estando as segundas localizadas principalmente nas áreas mais periféricas”, explicou a professora.

Para aumentar a área verde do município, a Prefeitura pretende criar novas unidades de conservação ambiental, tais como a finalização do Parque Linear Rio das Pedras, que vai da nascente do Rio das Pedras, no Alto do Taquaral, até a Rodovia D. Pedro I. Outra ação, é ampliar de 10% para 20% do total que deverá se manter permeável em novos parcelamentos do solo, implantação de projetos habitacionais, industriais, comerciais ou de serviços em terrenos ou áreas construídas acima de 1,5 mil metros quadrados.

A professora da Engenharia Ambiental ainda cita quais ações poderiam contribuir para a melhoria ambiental da cidade. “Aumentar o número de Unidades de Conservação (UC), somando àquelas já existentes como as áreas de proteção ambiental de Joaquim Egídio e Santa Genebra, preservar os remanescentes florestais já existentes, especialmente o entorno que sofrem em demasia com as ações do homem, um bom exemplo disso é a Mata do Quilombo, localizada em Barão Geraldo; revegetar áreas de preservação permanente nos rios que cortam o município o que muito iria contribuir também para a solução dos problemas de enchentes; aumentar e fazer a manutenção nas áreas já existentes como parques, bosques, praças e espaços recreativos e esportivos; garantir e intensificar a arborização de ruas, dentre outras medidas simples e interessantes que garantiriam que a meta proposta fosse implantada com sucesso pelo município” explicou Regina.

Responsabilidade Ambiental

Pensando em colaborar com a preservação da área verde de Campinas, o estudante do 5º ano da Faculdade de Engenharia Ambiental Thiago Luiz Etto, está fazendo seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre remanescentes florestais urbanos. A proposta é analisar materiais em três fragmentos florestais localizados em Campinas (Mata Santa Genebrinha, Mata do Quilombo e Mata Santa Cecília). “Estes materiais podem servir de indicadores da pressão que as ações humanas impõem sobre esses ecossistemas”, contou Etto. A ideia surgiu após enviar um trabalho para o Congresso Internacional de Ingeniaría Agrícola (Chillán/Chile), que fazia uma análise da fragilidade ambiental dos fragmentos florestais de uma bacia hidrográfica. Para o estudante, o aumento da área verde do município é essencial para a manutenção do microclima local. “Outro ponto importante, é a proposta de corredores ecológicos. Enquanto grandes fragmentos são importantes para a manutenção da variedade genética e variedade de espécies, os pequenos fragmentos são importantes, pois servem de “trampolins ecológicos”, que ajudam no deslocamento entre os fragmentos”, contou o estudante.

Conscientizar desde cedo

Com o objetivo de aproximar os alunos da natureza e conscientizar desde cedo, o Colégio de Aplicação Pio XII realiza visitas ao Bosque dos Jequitibás, localizado próximo ao colégio. A última ocorreu no dia 11 de fevereiro, os alunos do 3º ano A, foram estudar os seres vivos e o espaço em que vivem. As visitas são organizadas pelas professoras Ana Maria do Carmo Milani e Ana Rita Casella de Carvalho. “Nas visitas, as crianças têm a possibilidade de ver a realidade e se conscientizar da importância de preservar o espaço”, explicou a professora Ana Maria.



Portal Puc-Campinas
6 de abril de 2010