
PIBID leva estudantes de licenciatura da PUC-Campinas para o cotidiano de escolas públicas da cidade
Com mais de 100 bolsistas na Universidade, Programa do Governo Federal cria ações para fortalecer e transformar o ensino básico
Desde 2010, a PUC-Campinas participa do PIBID, iniciativa do Governo Federal administrada pela CAPES, voltada à formação inicial de professores. O programa concede bolsas mensais a estudantes dos cursos de licenciatura para o desenvolvimento de atividades formativas, promovendo sua inserção no cotidiano das escolas públicas de Educação Básica. Atualmente, o PIBID contempla 144 estudantes de 6 cursos da Universidade, que desenvolvem planos de ação em 9 escolas das redes pública municipal e estadual das regiões leste e oeste de Campinas.
Diante dos desafios estruturais e das lacunas na alfabetização no contexto da educação básica, o PIBID se destaca como uma contribuição essencial à iniciação à docência e ao aprimoramento da formação de professores em nível superior, elevando a qualidade dos diferentes níveis de ensino, como: educação infantil, ensino fundamental anos iniciais e finais, ensino médio e Educação para Jovens e Adultos (EJA).
Para Profa. Me. Ana Claudia Santurbano Felipe Franco, Coordenadora institucional do PIBID na PUC-Campinas, o objetivo principal do programa é transformar a realidade das salas de aula com atividades inovadoras, integrando sempre a teoria e a prática em contextos reais, valorizando a diversidade com inclusão.
“Nós temos ações diretas nas escolas e dentro da nossa Universidade, sempre buscando proporcionar condições para o aprimoramento da formação docente dos nossos estudantes licenciandos de forma a contribuir e melhorar a qualificação da educação básica. Todas as ações são supervisionadas por professores coordenadores, e são de extrema importância para a vivência da práxis pedagógica”, explicou a coordenadora.
A professora Luciana Scharpf de Souza, da Emef Dulce Bento Nascimento de Campinas, uma das escolas parceiras do programa da Instituição, garante que a chegada dos universitários representa um apoio especial. Ela ressalta que a parceria permite atender às especificidades de grupos diversos dentro de uma mesma sala de aula, algo difícil de realizar individualmente.
Luciana conta que essa troca tem sido muito relevante e está culminando na elaboração de um artigo científico, em parceria com a Profa. Dra. Cristina Tassoni, Coordenadora do PIBID Alfabetização da PUC-Campinas. “Este artigo será baseado nas narrativas dos próprios estudantes e professores sobre essa integração. Vamos observar juntos o quanto essa parceria tem contribuído para a melhoria do nosso trabalho”, afirmou.
A visão de quem está na ativa
Para a estudante do Curso de Pedagogia e bolsista do PIBID da PUC-Campinas, Isabella Paiva Regan, o programa
se consolida não apenas como um auxílio financeiro por meio de bolsas, mas sim na busca em dar um novo significado ao aprendizado.
No momento, Isabella atua com ações focadas em alfabetização e letramento, desenvolvendo propostas semanais para as escolas parceiras. Para ela, o diferencial do programa é o tempo de planejamento, “enquanto o professor regente lida com a urgência do cotidiano, nós bolsistas podemos produzir materiais lúdicos e pensados detalhadamente, como selos e papéis de carta coloridos, que estimulam a reflexão da leitura. Recentemente utilizei o livro O Carteiro Chegou para ensinar a estrutura de cartas aos alunos do 1º ano, adaptando a atividade inclusive para crianças não alfabetizadas por meio do ditado coletivo. Precisamos voltar a ver a educação como direito das crianças e não só como aqueles números de jornal”, enalteceu a estudante.
O impacto do programa também é visível em outras áreas escolares. Kaique Cesarino Rocha, estudante da Faculdade de Educação Física e bolsista destaca que o PIBID permite uma atuação ativa. “Tem sido fundamental para que eu, um futuro educador físico, consiga entender e aprender a importância da mediação de conflitos e a adaptação pedagógica. Por exemplo, se chove e a quadra molha, ou se acontece um evento surpresa na escola, você tem que saber adaptar sua aula”, explicou.
Ainda segundo Kaique, o programa é um incentivo crucial em uma época de baixa procura pela carreira docente. “O PIBID vem para auxiliar e incentivar. As pessoas conseguem ter um olhar diferente sobre o que é a educação”, pontuou.
Possibilitando a vivência do planejamento, de reuniões com diretores e até mesmo a participação em congressos internacionais, o programa prepara profissionais mais seguros e sensíveis à realidade brasileira mesmo para quem está no início da jornada.
A bolsista Maria Rita Guizeli Alcazar está cursando o primeiro semestre da Faculdade de Educação Física, e garante que o contato direto com o ensino fundamental já traz a confirmação da escolha profissional. “Eu sempre desejei ser professora. Poder contribuir para o desenvolvimento corporal das crianças e aprender a atuar com quem precisa de inclusão é uma realização para mim”, destacou.
Saiba mais sobre o PIBID



