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A Região Metropolitana de Campinas (RMC) teve um crescimento no seu Produto Interno Bruto (PIB) de 55,2% entre os anos de 2002 e 2005, passando dos 37,41 bilhões de reais para 58,06 bilhões de reais no período. Este crescimento foi fruto de inúmeros investimentos ocorridos na RMC, como por exemplo na indústria automobilística, eletro-eletrônica e farmacêutica, além dos investimentos do setor de serviços. As informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram analisadas pelo professor da Faculdade de Economia da PUC-Campinas Adauto Roberto Ribeiro que revelou a evolução do PIB nos municípios da RMC entre os anos 2002 e 2005.

De acordo com a análise do professor os dados confirmam a ocorrência de um lento processo de desconcentração do PIB em direção ao interior do país e às cidades menores. O maior PIB entre os municípios da RMC, em 2005, foi o de Campinas, acima de 20 bilhões de reais. O menor foi o do município de Engenheiro Coelho, com cerca de 116 milhões de reais.

Ainda analisando o comportamento das cidades da RMC, Jaguariúna foi o município que apresentou a maior variação no período, com crescimento de 252% no seu produto total e de 228% no seu produto por habitante. O segundo município de maior crescimento foi Hortolândia. Nestas cidades estão concentrados os investimentos da indústria eletro-eletrônica. Em seguida destacam-se os municípios de Sumaré e Indaiatuba, nos quais predominam os investimentos da indústria automobilística.

O destaque negativo, neste período, foi o pequeno crescimento, de apenas 7%, no produto total de Paulínia com reflexo na queda da renda percapita em 1,8%. Ainda assim, Paulínia continua sendo o município com a maior renda percapita da RMC, com 106 mil reais por ano.

Campinas é um dos sete municípios da RMC que apresentaram crescimento do produto percapita abaixo da média do Estado de São Paulo, que foi de 42,1%. Segundo o professor, possivelmente porque muitos dos investimentos se concentram em outros municípios da RMC. No entanto, grande parte da renda gerada é gasta em Campinas. Ribeiro ainda destaca que os últimos dados se referem ao ano de 2005, e que a região deve ter apresentado um crescimento mais acentuado nos anos de 2006 e 2007.



Portal Puc-Campinas
20 de dezembro de 2007