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A Pesquisa Cesta Básica PUC-Campinas aponta que em junho de 2006 o custo médio da cesta na cidade de Campinas teve redução de 2,77 % em relação a maio. O custo médio da cesta em junho foi de R$ 341,79 – equivalente a 98% do valor do salário mínimo –, enquanto que em maio o custo médio foi de R$ 351,51. Na média os preços dos alimentos recuaram no mês de junho 4,93%. Os preços dos produtos de higiene e limpeza aumentaram 0,35% e os preços administrados, por conta da alta do gás de cozinha, apresentaram elevação de 0,06%.

Durante o mês de junho o custo médio dos alimentos consumidos em Campinas foi de R$ 186,13 e em maio, foi de R$ 195,78, portanto uma redução média de 4,93 %. Os preços da batata, tomate e laranja apresentaram as maiores quedas no mês de junho em comparação ao mês anterior. A batata na ordem de 19,59%, o tomate de 35,40% e a laranja recuou para 5,37%. A maior parte dos alimentos apresentou redução de preços. Inclusive o açúcar, em função da cana estar no pico da safra. Também está em período de safra o feijão, que teve queda de preços.

A carne bovina apresentou redução nos preços em junho de 5,99%. Isso se explica, entre outras coisas, pela restrição que alguns países estão impondo às exportações brasileiras, em decorrência dos problemas com a febre aftosa nos rebanhos dos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná.

O pão e o macarrão apresentaram aumento nos preços no mês de junho. “Isso já era esperado, pois o principal fornecedor de trigo para o Brasil é a Argentina, que não pretende mais ofertar o grão e sim a farinha, implicando em altas nos preços, que deve persistir nos próximos meses”, diz o professor Candido Ferreira da Silva Filho, coordenador da Pesquisa Cesta Básica PUC-Campinas.

No que diz respeito aos produtos de higiene e limpeza, em junho sabonete e sabão em barra apresentaram aumento de preços de 1,27% e 2,10%, respectivamente. O creme dental apresentou queda nos preços de 5,03% no mês. Os preços administrados pelo poder público ficaram estáveis em junho. A exceção foi o gás de cozinha que, em média, aumentou 0,28%.

No que diz respeito à jornada de trabalho, um trabalhador, com remuneração de 1 salário mínimo mensal, precisou trabalhar durante o mês de junho o equivalente a 214 horas e 50 minutos para adquirir a cesta básica. Já no mês de maio necessitava trabalhar 220 horas e 57 minutos para adquirir a cesta básica. Portanto, a situação do trabalhador melhorou.

Pesquisa surgiu com o Plano Cruzado

A Pesquisa Cesta Básica PUC-Campinas, concluída na segunda semana de cada mês (relativa aos dados do mês anterior), é um programa de extensão da Faculdade de Ciências Econômicas. São computados os cálculos dos preços comparativos de alimentos, produtos de higiene e limpeza, preços administrados pelo setor público e gás de cozinha. Além do seu coordenador, o professor Cândido Ferreira da Silva Filho, os alunos responsáveis pelos levantamentos de dados são orientados pelos professores José Milton Sanches e Oswaldo Tanaka.

O programa foi criado pelo professor Cândido Ferreira da Silva em 1993, no início do Plano Cruzado. Com o seu falecimento, em outubro de 2005 Cândido Filho assumiu a coordenação. “Nosso plano, em breve, é estender os levantamentos para toda a Região Metropolitana de Campinas”, informa.

A pesquisa tem por objetivo avaliar o custo mensal de uma cesta básica capaz de atender às necessidades de alimentação, higiene e limpeza, e serviços públicos de uma família composta por quatro pessoas – dois adultos e duas crianças – com renda mensal de 1 a 5 salários-mínimos. Por meio do cálculo mensal do custo da cesta básica são obtidos indicadores dos aumentos de preços que afetam a vida da camada de renda mais baixa da população.

Para composição do custo da cesta básica são pesquisados os preços de 21 itens, sendo 14 produtos básicos alimentares, 3 itens de higiene e limpeza, 3 tarifas administradas pelo setor público e os preços do gás de cozinha.

Os aliment



Portal Puc-Campinas
12 de julho de 2006