
MBA da PUC-Campinas realiza primeira experiência COIL e amplia internacionalização na Pós-Graduação
Atividades foi realizada em conjunto nos componentes curriculares de Estratégia Organizacional e Estratégica de Marketing, com a coordenação dos professores Carlos Augusto Amaral Moreira e Camila Brasil
A internacionalização da educação ganhou um novo capítulo na pós-graduação da PUC-Campinas. Pela primeira vez, estudantes de um MBA da Universidade participaram de uma experiência por meio do COIL (Collaborative Online International Learning), metodologia que promove a colaboração acadêmica entre instituições de diferentes países em ambiente virtual.
A iniciativa foi realizada no MBA em Gestão de Negócios, da EcoN (Escola de Economia e Negócios), nos componentes curriculares de Estratégia Organizacional, do Prof. Dr. Carlos Augusto Amaral Moreira, e Estratégica de Marketing, ministrada pela Profa. Dra. Camila Brasil. A proposta permitiu que os alunos desenvolvessem um produto novo no mercado e criassem estratégias de marketing a partir disso. A instituição que esteve junto no projeto foi a Baylor University, dos Estados Unidos.
O modelo integra uma das principais estratégias contemporâneas de internacionalização do ensino superior e vem sendo ampliado pela PUC-Campinas nos últimos anos. O programa conecta estudantes e docentes da Universidade a instituições de diversos países por meio de atividades acadêmicas multiculturais realizadas de forma on-line.
De acordo com o coordenador institucional do COIL na PUC-Campinas, Prof. Dr. Carlos Augusto Amaral Moreira, embora a estrutura dos projetos seja semelhante à desenvolvida na graduação, a experiência na pós-graduação apresenta características próprias, especialmente em razão do perfil dos participantes.
“O aluno da pós-graduação já tem mais experiências de vida e profissionais. Muitos já trabalharam com pessoas de outros países e se sentem mais confortáveis com questões como idioma e relacionamento intercultural. Isso ajuda a desenvolver o projeto com mais tranquilidade, embora continue sendo um desafio e uma experiência diferente”, explica.
Segundo o docente, a maturidade profissional dos estudantes contribui para uma participação mais segura nas atividades colaborativas, mas o componente de descoberta e aprendizado continua presente.
“Sempre traz alguma coisa nova. Existe um trabalho a ser desenvolvido em conjunto, com prazos e entregas, mas também há a oportunidade de conhecer outras perspectivas e culturas. Fazer um trabalho acadêmico com pessoas de outros países continua sendo algo que gera expectativa e entusiasmo”, afirma.
A experiência também se mostrou especialmente adequada ao contexto da pós-graduação lato sensu. Como os MBAs possuem duração mais curta e foco no desenvolvimento profissional, a realização de projetos internacionais de curta duração se encaixa naturalmente na proposta dos cursos.
“O aluno busca algo além das experiências que já teve na graduação. Em um MBA, especialmente na área de gestão, existe uma expectativa de ampliar horizontes e agregar diferenciais à carreira. A vivência internacional proporcionada pelo COIL atende muito bem a essa expectativa”, destaca Moreira.
Para o estudante Gabriel Vicentin, foi uma experiência que exigiu a utilização de ferramentas importantes e contribuiu para a formação. “Participar do Projeto COIL foi uma experiência muito enriquecedora para minha formação acadêmica e profissional. A parceria entre a Puc Campinas e a Baylor University proporcionou a oportunidade de colaborar com estudantes de outra cultura, ampliando minha visão sobre diferentes perspectivas e formas de trabalho. Além dos conhecimentos adquiridos durante as atividades, o projeto contribuiu para o desenvolvimento de habilidades importantes, como comunicação, colaboração e adaptação em um contexto internacional. Foi uma experiência que demonstrou como a troca de conhecimentos entre universidades de diferentes países pode tornar o aprendizado mais completo e conectado com a realidade global”.
Aprimoramento
Nos últimos anos, o formato dos projetos COIL tem passado por adaptações. Se antes eram mais comuns experiências com duração de até três meses, atualmente cresce a procura por atividades mais curtas, entre três e quatro semanas, sem perda de relevância acadêmica.
A consolidação da iniciativa na Universidade foi reconhecida recentemente pela Associação Brasileira de Educação Internacional (FAUBAI), que concedeu à PUC-Campinas o selo BRaVE (Brazilian Virtual Exchange). A certificação reconhece instituições que promovem ações consistentes de internacionalização acadêmica por meio do intercâmbio virtual. A Universidade está entre as 14 instituições brasileiras certificadas e já desenvolveu mais de 70 projetos COIL, envolvendo aproximadamente 2 mil estudantes e parcerias com universidades de 12 países.
Com a chegada da metodologia à pós-graduação, a expectativa é ampliar ainda mais as oportunidades de formação internacional para estudantes que buscam diferenciais acadêmicos e profissionais, fortalecendo o compromisso da PUC-Campinas com uma educação conectada aos desafios globais.


