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Professores da PUC-Campinas comentam resultado da pesquisa realizada pelo CIEE e dão dicas de etiqueta na internet

O computador do aluno da Faculdade de Psicologia Felipe Ferreira não desliga nunca. Mesmo sem estar em casa o tempo todo, a máquina fica pronta para receber qualquer mensagem ou contato de última hora. “Assim, quando eu chego em casa, vejo na tela se alguém me enviou um e-mail”, relatou. Já a aluna Camila Medeiros Alcântara, da Faculdade de Engenharia Elétrica, conta que passa cerca de 3 horas diárias na internet. “Utilizou a web para estudos, pesquisas, redes de relacionamento e comunicadores instantâneos”, contou a futura engenheira, que não larga seu notebook: “Eu o trago para a Universidade todos os dias e, sempre que sobra um tempinho, navego na internet”, continuou.

Eles fazem parte do resultado da pesquisa promovida pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que apontou que 49% dos jovens preferem ficar em frente ao computador ou à televisão em seus momentos de lazer. O estudo foi realizado com 8.952 jovens cadastrados na organização. A segunda opção com 32% é ler um livro, uma revista ou um jornal. Na sequência, ficou ir ao cinema ou teatro com 14%, fazer compras ou passear no shopping com 3%, e informar sobre o que está acontecendo na cidade com apenas 2%.

Dados como esses, levantados por instituições ligadas à juventude, são muito utilizados pelos departamentos de marketing da indústria e do comércio para localizar, dentro do perfil do público, uma oportunidade de compra e venda. Segundo a professora da Faculdade de Publicidade e Propaganda, Renata Zamboni Manjaterra, tão importante quanto o que se diz é o quanto se conhece do interlocutor no processo de comunicação. “Assim, quanto mais profundamente se conhecer para quem se fala, maiores serão as possibilidades de se fazer entender. Se um recado publicitário levar em conta hábitos, ideologias, vocabulário e repertório cultural do público-alvo, terá mais chances de, em se fazendo entender, convencê-lo à reação desejada, seja de compra imediata ou de empatia às marcas ou serviços”, exemplificou. A professora acrescentou ainda que não somente os jovens são foco em pesquisas de mercado. “Cada produto tem seu público-alvo e assim, cada campanha apontará para a necessidade de se pesquisar um segmento determinado, quer o definamos por idade, cultura, poder aquisitivo, etc.”, explicou.

O estudante do 1º ano da Faculdade de Letras Victor Maciel sempre está interessado em lançamentos tecnológicos e novidades na internet. Em sua casa o aluno tem três videogames, jogos e uma televisão própria para poder jogar. “A tecnologia só me ajuda. É um meio de tirar dúvidas, agilizar trabalhos, e de procurar livros. E sempre acompanho as novidades tecnológicas”, contou Maciel.

Para alguns alunos, entretanto, estar somente presente na internet não é suficiente para definir uma compra – por melhor que seja a campanha publicitária. “A credibilidade nas informações publicadas nos sites de compra é discutível. Eu prefiro me informar diretamente na loja”, afirmou a aluna da Faculdade de Medicina Camila Gallo. “Eu também não confio muito nos banners e campanhas elaboradas somente para a internet”, contou Yuri Bittencourt, também da Faculdade de Medicina.

O funcionário da TV PUC-Campinas, Joaquim David Neto, está atento às mais novas tendências em tecnologia. “É muito legal, em menos de quinze dias, já ter acesso a um equipamento, como o iPad”. O mais recente aparelho da Apple traz acesso as mais diversas mídias, além de navegador para internet e outros aplicativos. “É uma forma de eu carregar dezenas de livros, filmes e música num aparelho leve e portátil e, também, faz um conjunto perfeito com o meu iPhone”, comemorou Neto.

Etiqueta na internet

A boa educação, como em todos os ambientes, também está presente na internet. De acordo com o professor da Faculdade de Engenharia da Computação, Edmar Rezende, mais do que gentileza, a etiqueta na internet se impõe também como um padrão de grafia para a troca de mensagens. “A etiqueta acaba colaborando para se entender melhor o que está sendo dito, uma vez que os interlocutores não estão frente a frente”, afirmou.

Veja abaixo algumas dicas retiradas do site do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP):

– Fale, não GRITE!
Combine letras maiúsculas e minúsculas, como na escrita normal. Textos apenas em maiúsculas é o mesmo que gritar.
– Emoticons 🙂 😉 O/ 😮 :p
São ícones elaborados a partir de parênteses, pontos, vírgulas e outros símbolos do teclado. Eles expressam o sentimento por trás do texto.
– Defina o assunto
Ao enviar o e-mail, sempre preencha o campo “Assunto” do formulário. O assunto facilita para a definir qual a prioridade de leitura na caixa de entrada do destinatário.
– Parágrafos
Em mensagens longas, separe o texto em parágrafos. Isso facilita a leitura.
– Respostas
Ainda sobre os e-mails, procure responder a todas as mensagens pessoais. E envie arquivos anexados somente quando solicitado. (Fonte: www.icmc.usp.br/manuals/BigDummy/netiqueta.html)

Atendimento à Imprensa:
Henderson Arsênio
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Portal Puc-Campinas
22 de abril de 2010