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Internações sobem 20% na região de Campinas após aumento de casos na 12ª Semana Epidemiológica

Foram mais de 2.000 internações no período, segundo análise do Observatório PUC-Campinas

O Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-Campinas), composto por 42 municípios, encerrou a 12ª Semana Epidemiológica com 12,4 mil novos casos e 488 mortes por coronavírus, variações positivas de 6,8% e 26,6%, respectivamente, em relação à semana anterior. De acordo com nota técnica do Observatório PUC-Campinas, o quadro resultou no crescimento de 20% das internações na região. Foram mais de 2.000 pacientes internados entre os dias 21 e 27 de março.

Dos 12,4 mil novos casos, 8,7 mil foram registrados na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e 2,3 mil em Campinas. Em relação aos óbitos, 353 ocorreram na RMC e 158 na metrópole, que apresenta o maior índice de mortalidade da região: 195 por 100 mil habitantes. Os dados atuais de todos os municípios estão disponíveis no Painel Interativo do Observatório PUC-Campinas no site https://observatorio.puc-campinas.edu.br/covid-19/.

Segundo o infectologista André Giglio Bueno, a procura por atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde e Pronto Atendimento segue em patamares elevados. São aproximadamente dez mil atendimentos, número duas vezes maior que o registrado há um mês no município de Campinas. “Ao término desta análise, 108 pacientes aguardavam por um leito de UTI na cidade. Os serviços de saúde se esforçam para adequar equipes, espaço físico e insumos, mas há limite de todos os recursos. O trágico é que não há indícios de qualquer arrefecimento”, avalia o médico.

O cenário, segundo ele, sugere o endurecimento das medidas restritivas por parte dos governos estadual e municipal, além da maximização dos cuidados individuais para conter a disseminação da doença. “Hoje há enorme risco de qualquer pessoa que adoeça não ter acesso a um leito de terapia intensiva de forma ágil, ou mesmo uma assistência de boa qualidade, intensificando as probabilidades de óbitos”, acrescenta o professor de Medicina da PUC-Campinas.

Economia

No aspecto econômico, a crise sanitária segue afetando a renda das famílias. Mesmo com a PEC Emergencial, que pagará o valor médio de R$ 250 a partir desta semana, há previsão de queda exponencial de consumo, sobretudo pela redução nos valores do auxílio emergencial. De acordo com dados levantados pelo Observatório PUC-Campinas, a RMC foi favorecida, entre os meses de abril e dezembro de 2020, com 2,5 bilhões com o benefício, representando 9,3% da massa salarial mensal da região. “É possível que uma parcela importante do consumo regional tenha sido sustentada pelo auxílio”, afirma o economista Paulo Oliveira.

O atraso na definição sobre a continuidade do auxílio, suspenso desde o início do ano, impactou negativamente o consumo no 1º trimestre de 2021. “Para o 2º trimestre, o benefício deve causar efeito relativamente reduzido como dinamizador do consumo, dada sua diminuição em termos monetários e de cobertura. De todo modo, a previsão para o PIB já é negativa (entre -0,5% e -0,8%) para alguns analistas, com base nas mudanças do contexto sanitário e da ausência dos auxílios pagos no ano passado”, finaliza.

Observatório PUC-Campinas

O Observatório PUC-Campinas, lançado no dia 12 de junho de 2018, nasceu com o propósito de atender às três atividades-fim da Universidade: a pesquisa, por meio da coleta e sistematização de dados socioeconômicos da Região Metropolitana de Campinas; o ensino, impactado pelos resultados obtidos, que são transformados em conteúdo disciplinar; e a extensão, que divide o conhecimento com a comunidade.

A plataforma, de modo simplificado, se destina à divulgação de estudos temáticos regionais e promove a discussão sobre o desenvolvimento econômico e social da RMC.  As informações, que englobam indicadores sobre renda, trabalho, emprego, setores econômicos, educação, sustentabilidade e saúde, são de interesse da comunidade acadêmica, de gestores públicos e de todos os cidadãos.



Vinícius Purgato
29 de março de 2021