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Estudantes de Biomedicina vão a campo para analisar qualidade da água

Atividade busca entender sobre a saúde ambiental de Campinas e contempla uma das mais de 30 habilitações do biomédico reconhecida pelo Conselho Federal de Biomedicina

Coletar água de rios e lagos da cidade de Campinas, incubar amostras em estufa e verificar se há bactérias indicadoras da existência de vetores de doenças humanas: essa é parte da rotina dos estudantes do curso de Biomedicina da PUC-Campinas. Na última terça-feira, os alunos e alunas realizaram uma análise de material coletado em microbacias de várias regiões, durante aula da disciplina “Ambiente e Saúde”, que apresenta aos futuros biomédicos a habilitação em análise ambiental, uma das mais de 30 reconhecidas pelo Conselho Federal de Biomedicina.

O trabalho

Para definir o local de atuação, os estudantes usam a ferramenta Geoambiental da Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, que auxilia na escolha da microbacia que será estudada. Após a escolha, em grupos, eles foram a campo coletar água em dois pontos diferentes, sempre seguindo os protocolos de segurança.

Segundo o Prof. Dr. Rafael Souza de Faria, docente do Curso de Biomedicina da Universidade, o objetivo desta atividade prática é mostrar a relação entre qualidade do ambiente e saúde da população em geral. “Muitas das doenças que analisamos no laboratório vêm de água contaminada. É fundamental que o biomédico entenda a causa do que está analisando. A poluição e o que encontramos nessa água muitas vezes causam as doenças”, explica.

Além dos parâmetros biológicos, o projeto prevê análises físicas e químicas, como turbidez, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, pH, e também uma análise microbiológica e parasitológica da água. Ao final, os alunos e alunas comparam os resultados com metas da Prefeitura e com dados de saúde pública sobre doenças hídricas na microbacia estudada.

“Para um biomédico, avaliar se um rio tem a presença ou não de coliformes é importante porque ele relaciona isso com doenças de veiculação hídrica. Trazer problemas reais da cidade para a sala de aula é essencial para o aprendizado. Ao final dessa atividade, o resultado esperado é então um panorama da qualidade ambiental da microbacia escolhida relacionada com a saúde pública”, completa o professor Rafael.

Descoberta profissional ainda na graduação

Para os estudantes, essa experiência tem sido fundamental para o conhecimento das áreas de atuação do biomédico fora do ambiente hospitalar.

A aluna Luíza Navarro conta que quando viu essa disciplina, não imaginava as ações práticas que contemplava, “não sabia que a gente teria que fazer coletas externas, que seria uma matéria tão prática. Essa é uma área completamente nova e abre muitas oportunidades, porque, particularmente, eu não sabia que era uma área de atuação do biomédico”, diz.

O professor Rafael reforça a importância da formação de um perfil generalista do biomédico, “o peso de vivenciar outra habilitação na graduação é que eles saiam com uma ideia das outras possibilidades, preparados para o mercado da forma mais ampla possível”, afirma.



Carlos Giacomeli
15 de abril de 2026