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Explorando Oxford (dia 5)

Embora a competição tenha oficialmente terminado no quarto dia, seria impossível encerrar este diário sem falar sobre o quinto dia de viagem. Para mim, ele será inesquecível. Graças à generosidade dos nossos patrocinadores, tivemos a oportunidade de permanecer mais alguns dias na Inglaterra e conhecer um pouco mais do país que tão bem nos recebeu. Um desses dias foi dedicado a Oxford.

Como verdadeiros turistas, acordamos cedo e fomos explorar a cidade. É curioso pisar em lugares que você só viu em filmes ou nos seus sonhos… Oxford é apaixonante, uma cidade cheia de história, belas paisagens e onde é possível fazer quase tudo caminhando. Cada um conheceu a cidade a sua maneira, o Samuel e eu por exemplo conhecemos os tradicionais colleges que foram cenário para os filmes de Harry Potter e subimos na torre mais alta da cidade, uma vista de tirar o folego.

Mas a verdade é que por mais deslumbrante que tudo isso seja… o momento mais marcante do dia foi o mais singelo, como deveria ser, quatro jovens na cozinha da acomodação, tomando sorvete, conversando sobre a semana que havíamos acabado de viver. Relembramos os melhores momentos, rimos das situações mais improváveis e percebemos que aquele passado ainda era tão presente quanto as malas que estavam para serem feitas nos quartos.

Foi o momento mais leve e sincero que poderíamos viver juntos, reconhecendo o papel fundamental que cada um teve para chegarmos até ali, como a nossa equipe se complementou na jornada, tudo que apreendemos uns com os outros, afinal somos muito diferentes. Algumas conversas e confidências pertencem apenas aquele momento. Não cabem neste texto, mas certamente ocuparão um lugar especial em nossas memórias.

Naquela noite, vi nos olhares de cada um a mais sincera gratidão, cada um com a sua história, do seu jeito, felizes e realizados, afinal, nossa história começou com alguém que acreditou. Alguém que pensou, “Se alguém vai ter que ir, por que não nós?”

Por que não você?

Nos despedimos no corredor, cheguei no meu quarto, ajoelhei e chorei em agradecimento, não de uma maneira ruim, mas sim porque experimentei uma das peculiares felicidades que um ser humano pode provar, pensando: “então é aqui onde determinação, dedicação e fé podem me trazer?”

Pois bem, para vocês futuros participantes, deixo meu mais sincero relato, minha leal torcida. Que você se permita acreditar antes mesmo de ter todas as respostas, que tenha fé mesmo sem ver o cenário, e que com integridade aproveite cada etapa da jornada, porque ela transforma muito mais do que um currículo.

E, acima disso, que tenha a oportunidade de viver o extraordinário, assim como nós tivemos.

(Andressa Berto Gonçalves Ferreira)

Fotos: Fisher Studios Ltd



Carlos Giacomeli
20 de julho de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/