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Estudo sobre vulnerabilidade na região Noroeste de Campinas mostra mulheres como as mais afetadas 

Trabalho do Observatório PUC-Campinas está na primeira fase e avaliará evolução nos últimos 10 anos 

As mulheres são as mais afetadas pela falta de assistência, serviços e estrutura nas regiões Noroeste de Campinas segundo os primeiros resultados do estudo “Vulnerabilidade Socioterritorial na Região Noroeste de Campinas, SP: considerações”, realizado pelo Observatório PUC-Campinas. O trabalho, coordenado pela Profa. Dra. Vera Lúcia dos Santos Plácido, teve a participação de Danilo Mangaba de Camargo, Felipe Pedroso de Lima e Jacqueline dos Santos Oliveira na compilação e análise de dados.

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O estudo mostrou que é clara a presença das mulheres nas áreas mais vulneráveis, o que reforça a necessidade de redes que as acolham e lhes garantam condições de lidar com os diversos riscos que as acometem e as mantêm reféns permanentes da exclusão.

Os pesquisadores ainda lembram que as mulheres são vítimas de violências que perduram no nosso país por décadas, e essa situação certamente aprofunda mais ainda o ciclo vicioso da pobreza estrutural a que estão submetidas.

Os pesquisadores avaliaram densidade demográfica, taxa de dependentes, número de moradores por setor censitário, taxa de analfabetos, moradores por domicílio e taxa de carência  de rendimentos.

“O estudo indica que a vulnerabilidade social não é apenas uma situação momentânea, fruto de políticas recentes. Políticas recentes podem, obviamente, acentuar a pobreza estrutural que cria e recria as condições territoriais para a vulnerabilidade”, disse a professora Vera.

Os dados utilizados são de 2010, portanto, de uma década atrás, mas servirão de base para ver como foi a evolução nos últimos anos. Os primeiros resultados são introdutórios a um estudo mais aprofundado que está sendo realizado e será divulgado em breve.

“Os dados considerados foram de 2010, porque à época não tivemos acesso ao CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) do município. Tivemos esse acesso liberado agora e estamos trabalhando neles”, diz Vera.

Nas áreas estudadas, a região administrativa 13 (AR 13) é a mais problemática, com a vulnerabilidade dispersa no território. É a região onde estão bairros como Cidade Satélite Íris, Residencial Sírius, Jardim Bassoli, Jardim São Judas Tadeu, Jardim Maringá e Jardim Marialva, entre outros.



Marcelo Andriotti
16 de novembro de 2020