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Estudantes de Medicina e Enfermagem apoiam campanha de vacinação da PM para proteger saúde de policiais durante a pandemia

Policiais estão entre profissionais que não interrompem suas atividades na crise da Covid-19

Alunos da Faculdades de Medicina e Enfermagem da PUC-Campinas participaram, entre os dias 7 e 10 de abril, de uma campanha de vacinação contra a Gripe H1N1 (Influenza) do Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI-2), que envolve a atuação de policiais militares em mais de 40 municípios do Estado de São Paulo, incluindo cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Liderada pelo Diretório Acadêmico Maria Aparecida Barone (DAMAB), a iniciativa de estudantes junto ao corpo de saúde da Polícia Militar estadual permitiu a imunização de praticamente todo o efetivo policial do CPI-2 em um curto espaço de tempo. A finalidade da campanha é preservar a integridade física destes profissionais, que não podem interromper suas atividades durante a pandemia do novo coronavírus.

“A ideia é possibilitar que o comando geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo mantenha sua capacidade operacional nesse período de crise intensa vivida no nosso país. Com a vacinação dos policiais, mitigamos a possibilidade de infecções decorrentes do H1N1, favorecendo a saúde de tais profissionais”, afirma o Prof. Dr. Joaquim Simões Neto, diretor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas e oficial da Polícia Militar.

O docente enaltece, ainda, a importância da parceria com instituições que se preocupam com o bem-estar de seu cidadão. “É uma experiência muito válida aos alunos de Medicina e de Enfermagem, que criaram escalas para atender diariamente às necessidades do projeto, que tem extrema relevância para a sociedade como um todo”, destaca.

Presidente do Diretório Acadêmico, voltado à organização de atividades que coloquem os alunos de Medicina em contato com a prática da profissão, a estudante Vitória Melo reforça o propósito de proteger os trabalhadores que permanecem nas ruas expondo-se em prol da população. “Nós temos, enquanto futuros profissionais da área da saúde e diante das inquietações sociais nesse momento de crise mundial, a responsabilidade de doar nosso tempo e nosso conhecimento para cuidar daqueles que não deixam de proteger a sociedade”, analisa.

O voluntariado, segundo a aluna, favorece a implementação dos conhecimentos estudados, tais quais prática de enfermagem, infectologia, gestão de saúde, imunologia, ética, clínica médica e emergência, além de aspectos imprescindíveis à atuação, como senso de integração, de trabalho em equipe, de comunidade e de responsabilidade social.

“O ser humano é um ser social. Ele tem a necessidade de viver e pertencer em comunidade, que o torna mais maduro, mais humano e mais próximo de si e do outro. Parte da formação de todo profissional, principalmente na área da saúde, é a responsabilidade de cuidar do outro, e essas práticas de voluntariado nos colocam nessa condição. Como disse Silvio Carvalhal, não é possível ser melhor médico do que se é como pessoa. Por isso, antes de aprender a profissão, é vital que nós alunos possamos compreender os valores sociais, que são tão ensinados em nossa faculdade e colocados em prática nos projetos apoiados pelo Diretório”, conclui Vitória.

Para o Major Marcos Araújo, chefe da equipe médica do CPI-2, o apoio dos alunos foi fantástico e fez a diferença devido à proatividade demonstrada na ação. “A vacinação precoce dos policiais foi fundamental, pois o inverno se aproxima e tudo o que não precisamos é da gripe influenza como mais um problema. A prevenção é sempre a melhor alternativa e os estudantes tiveram uma participação efetiva nesse sentido”, analisa.

Além dessa iniciativa, alunos de Medicina da PUC-Campinas têm participado, durante a crise do coronavírus, do atendimento on-line à população para sanar dúvidas sobre a doença. O serviço acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, via chat, pelo site do Hospital PUC-Campinas: https://www.hospitalpuc-campinas.com.br/covid-19-coronavirus



Avelino Souza
16 de abril de 2020