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Estímulo às exportações é fator-chave à recuperação da economia brasileira

Economistas do Observatório PUC-Campinas veem reação da Indústria como necessária para a retomada do crescimento

Um estudo do Observatório PUC-Campinas, relativo ao panorama econômico no 1º trimestre de 2019, avalia que o incentivo às exportações – sobretudo de produtos industriais mais complexos – é um fator-chave para a recuperação da economia brasileira na atual conjuntura. Responsáveis pela investigação, os economistas Cristiano Monteiro e Izaías de Carvalho Borges entendem que a medida pode impulsionar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), cuja variação para os três primeiros meses do ano foi negativa em 0,2%.

Os especialistas sustentam a afirmação nos indicadores recentes voltados ao comércio exterior, que apontam ao declínio nas transações comerciais nos últimos anos, especialmente em setores considerados estratégicos à geração de emprego e renda e ao crescimento econômico do país. O setor automobilístico, por exemplo, vem reduzindo sua participação na pauta de exportação, situação que deve persistir em função da situação política e econômica da Argentina, que figura como o grande mercado consumidor destes produtos.

Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), que abriga grandes montadoras e multinacionais de autopeças, os impactos já começam a ser sentidos: no mês de maio, a venda de automóveis de passageiros sofreu variação negativa de 21,29% se comparada ao mesmo período de 2018. Naquela ocasião, o volume financeiro movimentado foi superior a US$ 165 milhões. Desta vez, o valor exportado foi de US$ 130,4 milhões.

Embora necessárias, as providências estão cercadas de desafios. Segundo o estudo, a profunda redução dos gastos públicos – decorrente da nova situação política, somada ao déficit primário e às leis de controle fiscal – resulta em impactos negativos no investimento e na produtividade do setor privado. Os dados do PIB no 1º trimestre, por exemplo, demonstram queda no produto da Indústria (-0,7%) e da Agropecuária (-0,5%), bem como um baixo crescimento das atividades de Serviços (0,2%).

“Para a recuperação do PIB industrial, as propostas devem passar necessariamente pelas trocas comerciais, no sentido de suscitar a expansão na capacidade de vender no mercado externo, em especial nessa Indústria mais intensiva em tecnologia e capital”, afirmou Monteiro.

Observatório PUC-Campinas

O Observatório PUC-Campinas é responsável pelo monitoramento de dados socioeconômicos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e está, atualmente, amparado em quatro eixos temáticos: Atividade Econômica/Comércio Internacional; Emprego/Renda; Sustentabilidade/ Desafios do Milênio; e Indicadores Sociais. Os estudos se estruturam na seleção de indicadores e análise sistêmica de dados que podem ser usados em diversos setores da sociedade.



Vinícius Purgato
12 de junho de 2019