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Empregabilidade de jovens na Indústria despenca na RMC

 Impactos na renda e na reprodução social são fatores alarmantes; economista também enxerga vulnerabilidade social

O acesso dos jovens entre 18 e 24 anos ao setor industrial teve redução significativa nos últimos anos, revela um estudo recente do Observatório PUC-Campinas. Em 2010, de acordo com dados extraídos da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), 53,4 mil pessoas desta faixa etária estavam empregadas na Indústria da Região Metropolitana de Campinas (RMC); em 2018, este número caiu para 35,1 mil, representando uma diminuição superior a 34%.

A queda das vagas para os jovens, observada desde o início da década, evidencia uma condição inédita para a região, até então marcada pela alta empregabilidade no setor. Para o economista e professor extensionista da PUC-Campinas Cristiano Monteiro, a situação impacta negativamente a ascensão profissional e o poder aquisitivo dessa geração.

“A indústria é um setor que costuma remunerar mais, dar uma vida social mais apropriada para as pessoas. Como estes jovens estão ficando longe das atividades de maior valor, há um notório comprometimento de sua reprodução social, tendo consequências, a médio e a longo prazo, no consumo e no acesso aos serviços”, destacou.

Um fator preocupante mostrado no levantamento é que, mesmo nas ocasiões em que os jovens preencheram as vagas de trabalho, a remuneração paga pela Indústria da RMC foi mais baixa. Em 2002, a faixa entre 3 e 4 salários mínimos correspondia a 18,2% dos empregos do setor; a de 4 a 5 salários ficava próxima de 10%. Em 2017, as mesmas faixas representaram em torno de 8,8% e 2,9%, respectivamente.

“Portanto, os empregos de jovens na Indústria instalada na RMC estão remunerando menos do que se via lá no passado, em termos nominais, levando-se em conta apenas a referência do salário mínimo”, complementou Monteiro.

Vulnerabilidade social

O contexto ruim de renda e trabalho, aliado aos resultados insatisfatórios do desenvolvimento de capital humano – abordagem também realizada no estudo do Observatório –, põe os jovens da região em estado de vulnerabilidade social.

O acesso ao sistema educacional, indicador usado para analisar a dimensão do capital humano, apresentou números alarmantes: em 2017, segundo dados da Agemcamp, dos 215,7 mil jovens entre 15 e 19 anos, só 117,2 mil estavam matriculados no Ensino Médio.

Em relação à população de jovens de 20 a 24 anos, público em idade escolar demandante das matrículas no Ensino Superior, a realidade é a mesma. De 245,4 mil pessoas nesta faixa etária, apenas 118,8 mil encontravam-se matriculados em graduações presenciais em 2016.

“O desenvolvimento social da população jovem depende muito de suas relações com o sistema educacional. Será por meio de planos de educação coerentes e qualificados que os jovens poderão assumir uma postura reflexiva e crítica capaz de transformar a realidade”, finalizou o economista.

Observatório PUC-Campinas

O Observatório PUC-Campinas é responsável pelo monitoramento de dados socioeconômicos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e está, atualmente, amparado em quatro eixos temáticos: Atividade Econômica/Comércio Internacional; Emprego/Renda; Sustentabilidade/ Desafios do Milênio; e Indicadores Sociais. Os estudos se estruturam na seleção de indicadores e análise sistêmica de dados que podem ser usados em diversos setores da sociedade.




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