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A Pesquisa Cesta Básica PUC-Campinas aponta que em fevereiro de 2006 o custo da cesta na cidade de Campinas teve um aumento de 0,34% em comparação ao mês de janeiro deste ano. O custo médio da cesta em fevereiro foi de R$ 365,79 – equivalente a 122% do salário mínimo –, enquanto que em janeiro foi de R$ 364,53.

Estes dados revelam uma mudança de perfil em comparação aos dados da última pesquisa, que comparou os preços da cesta de janeiro de 2006 com os preços da cesta de dezembro de 2005. O preço médio da cesta em dezembro de 2005 foi de R$ 367,37. Houve, portanto, uma redução do custo de 0,85% em janeiro deste ano.

São computados pela pesquisa os cálculos dos preços comparativos de alimentos, produtos de higiene e limpeza, preços administrados pelo setor público e gás de cozinha. De acordo com o professor Cândido Ferreira da Silva Filho, coordenador da equipe responsável pelo levantamento dos preços, um dos fatores da mudança nos dados apontados em fevereiro foi o aumento dos alimentos que compõem a cesta. “Em janeiro custavam R$ 199,87, passando a custar R$ 203,07 no último mês, o que representou um acréscimo de custo de 1,60%”, diz o professor.

Tomate, açúcar e laranja foram os preços com maiores variações. Os preços dos tomates aumentaram 21,45% e os do açúcar, 18,13%. O preço da laranja pêra teve acréscimo de 16,85%. Entre os produtos hortifrutigranjeiros, apenas a batata teve em fevereiro queda de 17,97%.

Na Tabela 2 pode ser observado que outros gêneros alimentícios como leite, feijão e café também tiveram aumentos no período. Candido Filho adverte que no mês de janeiro já era verificada a tendência de aumento para o açúcar e o café. “Com a demanda em alta e os estoques em baixa, era natural que os preços desses produtos continuassem a subir”, observa.

No que diz respeito aos produtos de higiene e limpeza, foi observado que em fevereiro creme dental e sabonete apresentaram queda nos preços de 3,86% e 3,91%, respectivamente. Já o sabão em barra apresentou aumento de 1,48%. Na média, os preços dos produtos de higiene e limpeza tiveram crescimento de 0,41%.

A pesquisa revela que os preços públicos ficaram estáveis no mês de fevereiro. A exceção foi o gás de cozinha, que teve redução de 6,25%. “Devemos ressaltar que o preço do gás aumentou 8,11% em 2005 e, em janeiro de 2006, já havia aumentado 6,67%”, salienta Cândido Filho. Ele informa que esse expressivo crescimento no preço do gás de cozinha levou a Agência Nacional de Petróleo (ANP) a apresentar proposta de regulamentação da venda do gás liquefeito de petróleo, prevendo preços mais baixos para o produto destinado a botijões de até 13 quilos.

De acordo com o coordenador da pesquisa, um trabalhador com remuneração de 1 salário mínimo mensal, precisaria trabalhar durante o mês de fevereiro 268 horas e 14 minutos para adquirir a cesta básica pelo novo valor apontado. “Por conseguinte, um trabalhador de salário mínimo que cumpre uma jornada de trabalho de 44 horas semanais ou 220 horas no mês, necessitaria cumprir 32 horas extras para adquirir a cesta básica, ainda assim supondo que a remuneração da hora extra seja 50% superior ao valor da hora trabalhada”, diz o professor.

Pesquisa surgiu com o Plano Cruzado

A Pesquisa Cesta Básica PUC-Campinas, concluída na segunda semana de cada mês (relativa aos dados do mês anterior), é um programa de extensão da Faculdade de Ciências Econômicas. Além do seu coordenador, o professor Cândido Ferreira da Silva Filho, os alunos responsáveis pelos levantamentos de dados são orientados pelos professores José Milton Sanches e Oswaldo Tanaka. O programa foi criado pelo professor Cândido Ferreira da Silva em 1993, no início do Plano Cruzado. Com o seu falecimento, em outubro de 2005, Cândido Filho assumiu a coordenação. “Nosso plano, em breve, é estender os levantamentos para toda a Região Metropolitana de Campinas”, informa.

A pesquisa tem por objetivo avaliar o custo mensal de uma cesta básica capaz de atende



Portal Puc-Campinas
9 de março de 2006