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Os dados do Boletim Econômico do mês de agosto mostram que a Região Metropolitana de Campinas (RMC) continua a se recuperar da crise econômica iniciada em 2008. Os índices do fluxo do comércio exterior na RMC foram, praticamente, inalterados. No mês de agosto a RMC apresentou um pequeno recuo na exportação, em relação ao mês de julho, de aproximadamente 2%. Já a importação da RMC aumentou 3%.

No acumulado do ano, de janeiro a agosto, a RMC exportou cerca de US$ 2,7 bilhões e importou aproximadamente US$ 5,5 bilhões. A exportação diminuiu em 34,9% e a importação recuou em 24,3% em relação ao mesmo período do

ano anterior.

Campinas com US$ 634 milhões de exportação, no acumulado do ano, é o maior exportador da RMC. E ao importar cerca de US$ 1,2 bilhão, no acumulado do ano, também é o maior importador. Entre os municípios que apresentaram uma diminuição nas exportações está Paulínia com uma queda de 29%, Indaiatuba com uma queda de 19,7% e Sumaré queda de 14% nas exportações.

Na comparação do período atual com o mesmo período do ano anterior (janeiro a agosto), as empresas exportadoras da RMC deixaram de receber, como receita exportadora, cerca de 1,2 bilhão de dólares. Os dados do Boletim Econômico da PUC-Campinas-Acompanhamento Comércio Exterior é realizado pelo professor Adauto Roberto Ribeiro do Centro de Economia e Administração (CEA) da PUC-Campinas.

Finanças Públicas na RMC

Os Repasses Estaduais, no mês de agosto, totalizaram R$ 146,4 milhões, número superior ao de julho de R$ 134,5 milhões. Comparado ao mesmo período de 2008, houve uma queda de 6, 48% – R$ 146,4 milhões em agosto de 2009 contra R$ 156,7 milhões em 2008. A expectativa é que os repasses de 2009 superem o do ano de 2008, que a partir de outubro, em conseqüência da deflagração da crise sofreu uma redução.

A Secretaria da Fazenda divulgou os Índices de Participação dos Municípios (IMP) que servem de critério para distribuição dos repasses estaduais, com exceção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A redução do IPM foi de -2.6%. Entre os municípios que se destacam está Vinhedo, que terá em 2010 um IPM 22,6% maior, e Jaguariúna, com um IPM 14,5% menor. A pesquisa de finanças Públicas é realizada pelo professor Pedro Costa do Centro de Economia e Administração (CEA) da PUC-Campinas.

Emprego

Os dados do Boletim Econômico da PUC-Campinas – Acompanhamento Emprego, do mês de julho, mostra que a Região Metropolitana de Campinas gerou cerca de 3.311 novos postos de trabalho, sendo que em Campinas foram criadas 1.723 novas vagas. Outro município que apresentou um resultado positivo foi Valinhos, com 363 novos postos, no mesmo período de 2008 foram criadas 303. Comparado com o mês de junho, o saldo foi positivo, já que no mês anterior a RMC registrou 1.088 novos postos de trabalho.

Das vagas criadas em Campinas, 643 são na Construção Civil, 704 nos serviços e 288 em atividades de comércio, sendo 95 postos a mais comparado com o mês passado. Mesmo com o aumento no número de vagas, a massa salarial apresentou um resultado negativo, com uma perda de R$ 31 milhões no semestre. Em junho, a massa salarial contrai R$ 3,5 milhões e no semestre a contração da massa salarial era de R$ 30 milhões, havendo um aumento de 1 milhão.

O setor industrial finalmente interrompe a trajetória de destruição de vagas. O segmento químico manteve a liderança, com a criação de 357 novas vagas. Em seguida, o setor de material de transportes (178 novos postos). No mês anterior, o setor industrial destruiu 276 postos de trabalho na RMC, contabilizando uma perda de R$ 2,5 na massa salarial.

Do total de vagas criadas aproximadamente 53% (ou 1.759) foram criadas em microempresas. A grande empresa gerou apenas 201 novos postos de trabalho. Confirmando a importância do segmento de empresas de menor porte para sustentação do nível de emprego.

Por faixa etária, foram criados 2.987 postos para jovens de até 24 anos. No entanto, a remuneração dos recém contratados nesta faixa etária é R$ 723, cerca de 20% inferior à média do total da RMC. Por escolaridade, na faixa de ensino médio há criação de 2.590 novos postos de trabalho. A remuneração média dos recém contratados com este perfil de escolaridade ficou em torno de R$ 844. O Boletim Econômico da PUC-Campinas – Acompanhamento Emprego é realizado pela professora Eliane Navarro Rosandiski do Centro de Economia e Administração (CEA) da PUC-Campinas.

Indicadores Macroeconômicos

A Produção Industrial em julho de 2009 avançou 2,2% em relação a junho, registrando o sétimo mês de variação positiva. Comparado com o mesmo período de 2008, a atividade industrial estava bastante aquecida verificamos um recuo de 9,9%. A inflação continua em queda, expectativas de que a inflação para o ano de 2009 deve ficar próxima do centro de meta estipulada pelo Banco Central de 4,5%.

Assunto em foco e Artigo

A sessão “Assunto em Foco” analisa a discussão sobre a licitação dos aviões de combate, o trem de alta velocidade e a exploração do pré-sal. O Boletim Econômico ainda traz um artigo do professor Ernesto Dimas Paulella sobre “Economia Sustentável”. O professor faz um contexto histórico sobre a preocupação da economia sustentável, desde a Reunião do Clube de Roma, em 1970, quando se concluiu que os recursos naturais são finitos. A pesquisa completa pode ser vista no site www.puc-campinas.edu.br/imprensa.



Portal Puc-Campinas
28 de setembro de 2009