
Curso de Design de Moda promove oficina voltada a realização de pequenos consertos de vestuário
A atividade aconteceu em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres de Campinas e atendeu a cerca de noventa participantes
O Curso de Design de Moda da PUC-Campinas e a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Campinas realizaram, entre os dias 22 e 24 de abril, no Laboratório de Costura, localizado no Campus I da Universidade, uma oficina gratuita voltada para a realização de pequenos consertos de vestuário, com o intuito de oferecer habilidades essenciais de costura à cerca de noventa participantes, todas vinculadas as seguintes organizações da sociedade civil: Instituto Padre Haroldo (no dia 22), Conviver (no dia 23) e Flores da Periferia (no dia 24).
Durante a ação, realizada por dezessete estudantes em caráter de monitoria, elas puderam realizar uma costura reta na barra, também conhecida como barra convencional, e uma costura de barra invisível (técnica manual ou à máquina para bainhas discretas, ideal para calças sociais, vestidos e saias, que consiste em dobrar a barra, prender um fio do tecido principal e, então, a dobra, alternando os pontos para que fiquem ocultos do lado direito).
De acordo com a coordenadora do Curso, Profa. Ma. Roseana Sathler Portes Pereira, o principal objetivo da capacitação foi contribuir para possibilidades de geração de renda, abordando tanto aspectos técnicos, como a realização de barras de calça, colocação de zíper e ajustes simples, tanto em máquinas de costura, quanto à mão, bem como noções de precificação desse tipo de serviço. Ela ressalta ter ficado “bastante animada” com a parceria realizada com a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Campinas, “pois é a primeira vez que realizamos uma parceria deste tipo com a Prefeitura e ela se mostrou muito frutífera”.

Da esquerda para a direita, a coordenadora do Curso de Design de Moda, Profa. Ma. Roseana Sathler Portes Pereira; a secretária municipal de Políticas para as Mulheres de Campinas, Alessandra Herrmann; e a Profa. Ma. Raysa Ruschel Soares, uma das docentes responsáveis pela atividade.
Segundo o decano da Escola de Arquitetura, Artes e Design (EAAD), Prof. Me. Fábio de Almeida Muzetti, “a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres tinha a necessidade de oferecer capacitação e oportunidade de renda para as participantes das organizações da sociedade civil e nós, da Universidade, tínhamos a necessidade de inserir os nossos alunos e alunas em projetos que envolvem a sociedade. Assim, nasceu a ideia de se fazer essa oficina, que é a porta de entrada para muitas outras”.
Uma ação em que todos ganham
A secretária municipal de Políticas para as Mulheres de Campinas, Alessandra Herrmann, por sua vez, explica que “esse é o tipo de ação em que todos ganham, porque os estudantes podem colocar em prática o que aprenderam e nós trazemos o público que precisa instruir-se em ofícios que contribuam para a geração de renda ou complemento do orçamento financeiro. Então, é uma junção perfeita”.
Ela comenta ainda que a atividade integra o calendário da Prefeitura para a geração de renda e o empoderamento das mulheres, sendo “mais uma ação da Secretaria voltada para a autonomia econômica delas. Cada vez mais buscaremos oferecer cursos que vão de encontro às necessidades das mulheres que atendemos. Além de aprender, na prática, conceitos de costura, as participantes podem gerar renda ou economizar ao fazer os reparos das próprias roupas em casa”.
A PUC-Campinas e a Prefeitura Municipal de Campinas possuem convênio para a atuação em diversas áreas do conhecimento há cerca de três anos e a demanda da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres entrou nesse conjunto e foi atendida pelo curso de Design de Moda.
Protagonizando os alunos
Conforme coloca a Profa. Lilian Liazi Tavares, uma das docentes responsáveis pela atividade, a ideia foi protagonizar os alunos e alunas do curso de Design de Moda, deixando-os livres para ensinarem as mulheres participantes, “que estão aprendendo, não só noções básicas de costura, mas também um pouquinho da tecnologia, porque são máquinas mais tecnológicas essas que nós temos aqui na Universidade, e, ao final da oficina, elas poderão utilizar tudo o que aprenderam no seu dia a dia, com uma visão sobre como funciona o mercado de trabalho da área”.

De acordo com a Profa. Lilian Liazi Tavares, uma das docentes responsáveis pela atividade, “a ideia (da oficina) foi, além de ensinar noções básicas de costura, tratar também de empreendedorismo nessa área, falando sobre como abrir um negócio, montar uma sociedade, precificar a sua mão de obra e os seus produtos”, dentre outras questões mais.
“Essa oficina se encontra dentro do contexto das atividades de extensão, que são, sempre, de caráter comunitário, ou seja, nós temos de atender a comunidade, e, durante essa qualificação, a ideia, foi além de ensinar noções básicas de costura, tratar também de empreendedorismo nessa área, falando sobre como abrir um negócio, montar uma sociedade, precificar a sua mão de obra e os seus produtos e por aí vai e foram os estudantes do curso de Design de Moda que passaram isso às mulheres presentes. A ideia foi introduzir a elas a máquina de costura para que depois elas pudessem entender o processo de se passar uma linha por essa mesma máquina, por exemplo, e seguir adiante com as costuras que lhes foram ensinadas”, esclarece Lilian.
“Quanto mais você ensina, mais você aprende”
Uma das alunas monitoras, Bianca Piloni, do terceiro semestre do curso de Design de Moda, comenta que, durante a ação, foram desenvolvidos uma série de exercícios no sentido de ensinar as mulheres presentes sobre como “manusear o tecido na máquina, porque, por mais que algumas delas já houvessem tido contato com a máquina doméstica, as que a PUC-Campinas possui são industriais, portanto, um pouco diferentes”.
“Depois, a gente as ensinou a fazer um ajuste na bainha de calça, pra quando esta está muito grande, e esse tipo de ensinamento é importante porque é um jeito de se começar um negócio, de se conseguir o próprio dinheiro e, mesmo que isso não aconteça, ainda sim, é possível começar a se fazer pequenos ajustes para pessoas conhecidas e, a partir disso, ir, de pouco em pouco, crescendo. Inclusive, na parte inicial de cada um dos dias da oficina, nós falamos sobre empreendedorismo na moda e, em especial, na área da costura”, esclarece a monitora.

Uma das alunas monitoras, Bianca Piloni, do terceiro semestre do curso de Design de Moda, comenta que “esse trabalho ajuda bastante a gente, porque é aquilo: ‘quanto mais você ensina, mais você aprende’ e ao ensinarmos, nós também podemos relembrar como aprendemos essas técnicas e como sempre podemos voltar as nossas origens para melhorarmos o que fazemos hoje”.
Bianca finaliza dizendo que “esse trabalho ajuda bastante a gente, porque é aquilo: ‘quanto mais você ensina, mais você aprende’ e ao ensinarmos, nós também podemos relembrar como aprendemos essas técnicas e como sempre podemos voltar as nossas origens para melhorarmos o que fazemos hoje”.
Uma excelente oportunidade para se instrumentalizar
Segundo a pedagoga social Sílvia Fonseca, que trabalha no Instituto Padre Haroldo, muitas das mulheres presentes vinculadas à organização já possuíam experiência com costura criativa, mas, há tempos, queriam saber mais sobre como trabalhar com a realização de pequenos reparos. O Instituto possui um ateliê de costura, mas com máquinas caseiras.
Sobre a aula na PUC-Campinas, ela diz que “estou aprendendo ainda, mas eu achei muito legal a oferta feita à comunidade de vir até aqui nesse espaço tão rico, com as máquinas, com as meninas (alunas monitoras) tão dispostas a ajudar, enfim, eu só desejo sucesso pra esse projeto, pra que ele possa atingir mais gente, em especial, em um momento em que a costura está tão desvalorizada”.
A pedagoga ressalta ainda que “essa oportunidade para o pessoal da comunidade é incrível, não só para que as mulheres presentes aprendam a trabalhar pra si, mas também pra passarem esse conhecimento adiante, além de, eventualmente, poderem gerar renda. Isso vai de a pessoa querer, mas que é uma excelente oportunidade dela se instrumentalizar, isso é”.
- Segundo a pedagoga social Sílvia Fonseca, que trabalha no Instituto Padre Haroldo, “essa oportunidade para o pessoal da comunidade é incrível, não só para que as mulheres presentes aprendam a trabalhar pra si, mas também pra passarem esse conhecimento adiante, além de, eventualmente, poderem gerar renda”.
- Para a vendedora Lucilene Veiga de Araújo, a realização da oficina foi uma “oportunidade única”. Ela explica que se interessou por gostar “muito de costura” e que a ação a ajudou a agregar o seu conhecimento prévio de costura com a realização de pequenos reparos. Ela finaliza dizendo que “a gente tá só começando, mas a expectativa é grande”.
A expectativa é grande
Para a vendedora Lucilene Veiga de Araújo, a realização da oficina foi uma “oportunidade única”. Ela explica que se interessou por gostar “muito de costura” e que a ação a ajudou “a agregar o meu conhecimento prévio de costura com a realização de pequenos reparos”.
Ela finaliza comentando que “as monitoras nos passaram um exercício pra que nós trabalhássemos com papel, a fim de que nós tivéssemos uma base para podermos começar a costurar, posteriormente, com a linha e com o tecido. Além disso, elas nos entregaram uma tabela de preços a qual devemos nos fiar quando realizarmos, no futuro, quaisquer serviços. A gente tá só começando, mas a expectativa é grande”.







