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Aula na Cave do Manacás transforma estudo da Roma Antiga em experiência interativa

Em ambiente dinâmico, estudantes do Curso de História aprofundaram a análise de esculturas romanas

Em uma aula diferenciada na Cave do Manacás, os estudantes do Curso de Bacharelado em História da PUC-Campinas, analisaram em detalhes o Grupo escultórico de Domitius Ahenobarbus, conjunto de relevos produzidos na Roma Republicana entre os séculos II e I a.C., ligadas ao Templo de Netuno, em Roma.

A experiência interativa, realizada no dia 7 de maio, teve como foco a análise do painel histórico preservado no Museu do Louvre, em Paris, além da discussão de temas como política e religião na Roma Republicana, divisão da cidadania, participação social e os grupos subalternos identificados pelas marcas sociais presentes no vestuário das figuras representadas.

No ambiente circular e interativo da Cave, os estudantes puderam observar as imagens projetadas em alta definição, aproximar-se dos detalhes das esculturas e comparar diferentes partes dos relevos simultaneamente.

Segundo o prof. Dr. Gustavo Junqueira Duarte Oliveira, a proposta buscou transformar a leitura de fontes históricas imagéticas em uma experiência mais dinâmica e participativa. “Essa aula integra uma disciplina específica do Bacharelado em História voltada à análise de fontes históricas relacionadas ao estudo da Roma Antiga e a ideia foi justamente utilizar esse espaço imersivo para fazer uma análise mais aprofundada das imagens e extrair informações históricas a partir de um conjunto de fontes que não são tradicionais, não são textos, são imagens. Essas imagens contam uma narrativa que permite interpretar aquele contexto histórico”, explicou.

Ainda de acordo com o docente, a estrutura da Cave amplia as possibilidades pedagógicas em comparação ao modelo tradicional de sala de aula. “Aqui eu consigo colocar lado a lado duas imagens, comparar detalhes, aproximar os alunos da análise visual e permitir que eles se movimentem pelo espaço. Isso torna a experiência mais dinâmica e mais proveitosa no processo de aprendizagem”, afirmou.

Para o estudante do primeiro período do Curso de História, Gustavo Bentlin de Oliveira, essa aula diferenciada proporcionou uma observação muito mais detalhada das obras estudadas. “Na História, a gente analisa muitas obras e imagens, e aqui conseguimos ver detalhes que às vezes não aparecem na tela do computador ou do celular. A gente se sente mais à vontade para interagir, debater e participar. Parece até um trabalho de campo. Isso deixa a aula mais interessante e ajuda bastante na absorção do conteúdo”, disse.

Para Gabriel Rodrigo Borges de Oliveira, também aluno do primeiro período, o espaço imersivo facilita a compreensão e cria conexões mais claras entre as imagens analisadas. “É diferente de uma aula comum. Aqui conseguimos relacionar uma imagem com a outra o tempo todo, voltar, comparar e entender melhor os detalhes. Isso facilita bastante o aprendizado e reforça o conteúdo que já vemos nas aulas expositivas”, avaliou.

O Grupo escultórico de Domitius Ahenobarbus

Os relevos do Grupo escultórico de Domitius Ahenobarbus foram encontrados no século XVII, no Campo de Marte, em Roma. Hoje, parte das peças está exposta no Louvre, enquanto os demais painéis, de temática mitológica, estão na Glyptothek de Munique.



Jean Spaduzano
11 de maio de 2026