
Projeto apresentado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão é aprovado pelo Fundo Social do Sicredi
Iniciativa envolve estudantes e a comunidade da Vila Esperança na cocriação e construção de mobiliário urbano sustentável
A PUC-Campinas, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão (PROPPE) e em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), teve um de seus projetos de Extensão contemplados pelo edital do Fundo Social 2026 da Sicredi. A cerimônia de entrega simbólica dos recursos foi realizada na noite desta última quarta-feira (19). A Pró-Reitoria foi representada durante o evento pela Gerente de Extensão da PUC-Campinas, Profa. Dra. Eliane Azzari.
O projeto contemplado, intitulado “Desenho do Mobiliário Urbano como Qualificador do Espaço Público – Vila Esperança – Campinas-SP”, foi submetido no eixo de sustentabilidade do edital e será executado no âmbito da Curricularização da Extensão da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. A orientação prática está a cargo do Prof. Dr. José Luiz Rogé Ferreira Grieco.
Diálogo e transformação na Vila Esperança
O Fundo Social da Sicredi apoia anualmente projetos que fazem a diferença nas comunidades, com aportes que variam de R$1 mil a R$12 mil reais. O projeto da PUC-Campinas destacou-se ao ser um dos poucos contemplados com o valor total solicitado. O recurso conquistado será integralmente revertido para a compra de materiais necessários à construção de mobiliários urbanos sustentáveis em áreas públicas da Vila Esperança, uma região socialmente vulnerabilizada de Campinas. A ação conta com a parceria local da Paróquia São Marcos.
O projeto tem um forte caráter formativo e cidadão. Como explica o Prof. Dr. José Luiz Rogé Ferreira Grieco, a realização de projetos de mobiliário urbano “reforça a compreensão do espaço público como um direito coletivo e como cenário de expressão da vida social, democrática e cultural. Esses elementos configuram infraestruturas que qualificam a vida urbana ao promover conforto, eficiência técnica, acessibilidade e mobilidade”.
Para que o mobiliário seja permanente e atenda às reais necessidades do território, a metodologia foge do modelo tradicional. Os alunos de Arquitetura não apenas projetam, mas constroem junto com os moradores. “O projeto estrutura-se dialogicamente, promovendo a interação entre saberes técnicos e conhecimentos locais por meio da escuta qualificada e da interlocução com lideranças comunitárias”, complementa o docente.
De acordo com a Profa. Dra. Eliane Azzari, Gerente de Extensão, a experiência é profundamente enriquecedora para os estudantes. “É uma ação formativa que parte do entendimento das carências da comunidade e de como eles interagem com o meio ambiente e seus espaços. A partir disso, os alunos desenvolvem capacidades técnicas, socioemocionais e humanas, ajudando essa população a se apropriar de ideias e recursos para o desenvolvimento do seu próprio território”, ressaltou.
